quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
SOS TVE E FM CULTURA
Movimento SOS TVE e FM Cultura promove ato no Brique da Redenção neste domingo, dia 20
§ Será um dia de manifestações livres em defesa e manutenção das emissoras públicas
§ Das 11h às 15h artistas, intelectuais, entidades de classe e outros convidados expressarão seu apoio ao movimento
Será realizado neste domingo, dia 20 de dezembro, a partir das 11h, no Brique da Redenção, em Porto Alegre, próximo ao Colégio Militar, um ato público SOS TVE e FM Cultura promovido pelos funcionários da Fundação Cultural Piratini – Rádio e Televisão e pelos Sindicatos dos Jornalistas e Sindicato dos Radialistas do Estado. O objetivo é chamar a atenção da comunidade gaúcha para o processo de desmonte e sucateamento da TVE/RS e da FM Cultura.
O agravamento da situação se deu pela recente negociação de venda do histórico prédio no Morro Santa Tereza onde, há 50 anos, no dia 20 de dezembro de 1959, aconteceu a primeira transmissão de tevê no Rio Grande do Sul, feita pela TV Piratini. Faz-se necessário salientar neste momento que o Governo teve a oportunidade de permuta ou compra do prédio e não o fez. O futuro proprietário (EBC/TV Brasil/Radiobrás) se dispôs a manter no prédio as emissoras, inclusive sem nenhum custo. Mesmo assim, o Governo do Estado determinou à TVE e à FM Cultura que desocupem o imóvel até o próximo dia 31 de março de 2010. Até o momento, nenhum esclarecimento ou garantia foram dados aos funcionários das emissoras ou aos parlamentares gaúchos que se uniram ao mov imento para negociar a permanência das emissoras no local atual. Mais do que a saída do Morro Santa Tereza, a ameaça é de encolhimento das duas emissoras, a exemplo do que sofreu a Procuradoria Geral do Estado, que foi removida para um andar do DAER e os servidores obrigados a se adaptar em espaços reduzidos e sem condições de trabalho.
O SOS TVE e FM Cultura conta com o apoio de várias instituições, das classes artística e intelectual do Estado e, até mesmo, de entidades de trabalhadores da América do Sul. O abaixo-assinado criado pelo movimento rapidamente se espalhou pela internet e em apenas uma semana já recebeu mais de 1200 assinaturas.
Livre para a participação de todos o espaço criado pelos organizadores do SOS TVE e FM Cultura no Brique contará também com apresentações especiais de pessoas da comunidade que espontaneamente estarão prestigiando o evento. Das 11h às13h será a vez dos grupos de teatro que farão apresentações rápidas. Logo após, das 13h até as 15h, estão previstas as manifestações de músicos.
Destaque para duas atrações confirmadas:
· Tradisons - grupo que está lançando cd, formado por 15 músicos e técnicos de diferentes nacionalidades e gerações e que pesquisa músicas dos mais distintos países, utilizando-se de instrumentos comuns aos mais exóticos. www.myspace.com/tradisons
· Bandinha Di Dá Dó – um quarteto de clown music, obviamente, bem-humorado e que mistura de rock, ritmos tradicionais e psicodelia, formado por palhaços músicos. www.myspace.com/bandinhadidado
Saiba mais sobre o SOS TVE e FM Cultura
A TVE e a FM Cultura estão saindo do prédio que ocupam há 28 anos porque o governo do Estado não aceitou negociar com o INSS (proprietário do imóvel). O governo do RS tem mais de 1500 prédios ociosos, que poderiam ter sido oferecidos para permuta. Apesar de ter a preferência na compra, o governo gaúcho não quis adquirir o imóvel. Nos moldes atuais de funcionamento da Fundação Cultural Piratini, a transferência vai custar mais caro aos cofres públicos, não havendo sequer viabilidade técnica para a mudança até 31 de março de 2010, data escolhida pelo Executivo para a entrega do prédio.
Os sindicatos dos Jornalistas e Radialistas e os funcionários acreditam que a decisão vai resultar na extinção da TVE/FM Cultura, já que o processo de sucateamento das emissoras se intensificou neste governo, com a falta de investimentos em infraestrutura e na produção própria, o desrespeito ao Conselho Deliberativo que representa a sociedade e o total desinteresse pela rede pública de comunicação no Brasil.
Contamos com a sensibilidade das autoridades e do povo gaúcho para defenderem a manutenção e o fortalecimento das nossas emissoras. Para tanto, devem permanecer no endereço atual.
Obtenha mais informações ou manifeste-se através do blog http://forumtve.blogspot.com
Para maiores informações sobre o ato no Brique da Redenção e entrevistas contatar com Alexandre Leboutte da Fonseca, representante dos funcionários da TVE/RS e FM Cultura, através do telefone (51) 9214.5790. Ou ainda através do email leboutte@uol.com.br ou a_leboutte@yahoo.com.br
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Os desafios da Educação Pública no Rio Grande do Sul
Por Claudio Sommacal [1]
A realidade educacional pública estadual no Rio Grande do Sul passa por turbulências, especialmente a partir das investidas realizadas pelo governo que propôs mudanças estruturais que mexem com as carreiras dos trabalhadores, a gestão, o acesso e o conhecimento.
Todos sabíamos que um governo assentado nas políticas neoliberais iria trabalhar para enfraquecer o Estado deixando de cumprir o papel de promotor de políticas sociais e de indutor do desenvolvimento. Ao longo de vários meses de governo, assistimos a uma sucessão de medidas que acabaram por tumultuar áreas vitais da estrutura do Estado como foi o caso da educação.
A verticalidade das decisões é método corrente nos governos fechados na soberba. O diálogo não existiu e a prática política dos gestores mostrou a forma mais centralizada na tomada de decisões. Não houve construção, mas tentativa de imposição. Foi assim que a secretária de educação, Mariza Abreu, já nos primeiras medidas, anunciou medidas que culminariam com o fechamento de escolas, a municipalização, a enturmação, a multisseriação, o corte de verbas para investimentos; o atraso no repasse da autonomia financeira; a escola em conteiners; o combate às entidades dos servidores e uma série de iniciativas[2] visando retirar direitos enfraquecendo as carreiras.
A padronização e a uniformização dos conteúdos dos livros didáticos, dos processos de aprendizagem e do controle gerencial mostrou que o caminho escolhido pela governadora e sua secretária de educação estava firmado na política de resultados onde, em geral, os indivíduos são vistos como objetos facilmente substituíveis na engrenagem cada vez mais desumana do mercado.
Era preciso investir no sucateamento do serviço prestado pelo Estado na área da educação pois isso iria abrir caminho para o ingresso da iniciativa privada. Não foi sem motivo que os empresários foram chamados para implantar as políticas gerenciais de resultados. Neste sentido, o modelo idealizado no Rio Grande do Sul, na área educacional, buscou referenciar-se na gestão de governos neoliberais como o de Minas Gerais, onde a iniciativa privada foi chamada a regular a gestão da escola pública.
Em Minas Gerais, sob a construção de um “Choque de Gestão”, foram tomadas inúmeras medidas insuficientes para melhorar a qualidade da educação pública. É o que apontam análises científicas (RICCI, 2009)[3] Entre as medidas nefastas experimentadas pela rede pública estatal mineira está a avaliação de desempenho individual. A avaliação institucional firmada no conceito de produtividade e valorização, implantada em 2003, foi preconizada como um instrumento que viria a melhorar a motivação do magistério e a contribuir para a qualidade da educação na rede pública. Passados seis anos, as avaliações mostram que o sistema adotado desestruturou a carreira e não modificou os níveis de qualidade da educação ofertada. Fatores como os níveis de pobreza social onde a escola está inserida acabaram reproduzindo a exclusão dos recursos porque os professores de tais escolas não receberam os mesmos incentivos das escolas localizadas nas zonas mais privilegiadas do Estado. Naquele Estado a meritocracia a partir dos resultados escolares serviu para aprofundar a divisão na categoria.
MENOS VERBAS PARA EDUCAÇÃO
O governo neoliberal buscou amparo no Banco Mundial que é a organização que determina as políticas a serem implementadas em muitos países em desenvolvimento. O banco concede empréstimos, mas condiciona as políticas dos governos que devem ser adequadas ao que estabelece o Consenso de Washington[4].
Aceitando as imposições externas, a governadora pediu um empréstimo de US$ 1,1 bilhão, concedido em duas etapas, mas, em troca, deveria enxugar os gastos do Estado, com funcionalismo e operar mudanças nas carreiras. A medida foi ganhando corpo com a redução de investimentos em várias áreas sociais. Assim, a primeira área a ser arrochada seria a educação. A primeira medida foi desrespeitar a Constituição Estadual que no seu artigo 202 manda investir 35% das receitas correntes líquidas de impostos com educação e o mínimo de 12% em saúde. Em 2008, investe apenas 28,9% em educação e 10% em saúde. A subtação de investimentos em áreas sociais importantes gerou R$ 1,06 bilhão e, junto com os recursos do empréstimo feito junto ao Banco Mundial, serviram para que a governadora Yeda alardeasse o “déficit zero”. do Governo.
Para se ter idéia precisa da redução investimentos em educação no RS, tomamos como referência a análise da doutora Dolores Ocampos[5] (CAMPOS, 2009) apontando que o custo aluno anual no RS fica aquém do definido pela arrecadação do Produto Interno Bruto. Em 2008, nosso PIB per capita foi de R$ 17.281,00. E, manda o Plano Nacional de Educação e está nas diretrizes do Fundeb que a base de investimentos em educação seja, no mínimo, 20% deste valor. Mas, conforme dados da Fundação de Economia e Estatística – FEE, o valor aplicado em cada nível ou modalidade foi inferior ao percentual exigido. (Veja tabela anexa).
Um tempo antes, a governadora iniciou privatizando parte do Banrisul com a venda de ações, justificando que os recursos seriam destinados para a formação do fundo previdenciário dos servidores, mas a receita, a exemplo do fundo previdenciário também recolhido pelo então governador Antonio Britto, corre o risco de sumir diluído em outros gastos. De igual modo, atendendo aos princípios de um governo que não estimula cadeias produtivas mas privilegia isenções fiscais a grandes empresas, possibilitou que, em 2007 e 2008, houvesse substancial renúncia fiscal de impostos via programas como o Fundopem. Isto também significou menos verbas públicas para investimentos sociais.
MENOS AÇÃO PÚBLICA
A opção feita pelo governo nos últimos anos está centrada na desobrigação constitucional de realizar investimentos em educação. As iniciativas implementadas com a gestão de Mariza Abreu foram centradas no descarte de escolas e na manutenção mínima com uma tentativa permanente de reduzir direitos dos servidores além da ausência de valorização funcional.
Foi com o atual governo que parte das ações de gestão das escolas foi aberta à organizações da iniciativa privada – Unibanco – e num incentivo ao voluntariado que passou a entrar nas escolas para conduzir projetos que, na verdade, deveriam ser geridos por agentes públicos. O fato de o governo estadual buscar apoio e cooperação educacional através de consultoria do Serviço Social da Indústria - SESI e da Fiergs e Federasul, entidades empresariais que passaram, através da Agenda 2020, a influenciar os rumos do governo. Com estas entidades, surge a política de resultados, cada vez mais centrada na qualidade total e definitivamente contaminando o espaço escolar com a linguagem mercadológica que vê o professor como um indivíduo descartável e o aluno como um cliente.
Nesta lógica, não houve investimento em concurso público e aumentou nas escolas o espaço para a contratação crescente de trabalhadores admitidos por contratos precários sem direito a carreira e vantagens. Não é possível construir a autonomia da escola sem investir num quadro de servidores permanentes.
POR UMA EFETIVA FORMAÇÃO CONTINUADA
Os esforços do governo federal no desenvolvimento de programas de qualificação docente não encontraram eco no RS. O MEC, através da Plataforma Paulo Freire, ofereceu 330 mil vagas de cursos presenciais e à distância para professores que lecionam disciplinas diferentes da de nomeação. São complementações de licenciaturas através de cursos gratuitos em Universidades públicas. Para que os professores possam participar do programa, era necessário a adesão das secretarias estaduais. Mas, o Estado que buscou um caminho próprio, não aderiu ao programa e impediu que milhares de professores pudessem buscar a qualificação.
Há, no governo, uma concepção desvirtuada do que seja formação continuada de professores. A mantenedora orienta as escolas a incluir, no calendário anual, momentos de formação continuada. Mas, sem uma linha definida, as escolas acabam maquiando esta formação que fica limitada a reuniões de organização interna ou a jornadas de estudo. São poucos os professores que conseguem participar de atualizações pedagógicas em cursos regulares nas universidades. Primeiro porque as próprias universidades não oferecem os cursos e, segundo, porque, quando existem, têm que ser bancados pelos próprios professores que têm dificuldade de serem dispensados para frequentá-los. A Licença Qualificação Profissional (LQP), um direito previsto na carreira, na prática, acontece de forma residual no Estado.
DEMOCRATIZAR A GESTÃO
A escola deve ser o berço da sociedade onde os indivíduos aprendem a vivenciar a democracia. Isto deve se manifestar através do funcionamento articulado e democrático dos órgãos colegiados como a direção, o conselho escolar, os grêmios de alunos e professores e o conselho de classe.
É, igualmente, estranho notar que muitas administrações municipais, que se denominam democráticas, não tenham ainda implementado a democracia com a escolha direta das direções.
A atual gestão também não potencializou o espaço dos Conselhos Escolares como órgãos de vivência da democracia nas escolas. Constituídos por pais, alunos, professores, funcionários, formam a gestão da comunidade escolar. O Conselho Escolar com funções administrativa, financeira e pedagógica deveria ser um espaço permanente que reforça a gestão democrática das escolas públicas, fiscalizando a aplicação dos recursos destinados à escola e discutindo o projeto pedagógico com a comunidade escolar.
Inserem-se, ainda, como espaços de gestão a existência de grêmios de alunos e professores, realidade cada vez mais desestimulada nas escolas da rede pública estadual.
DEMOCRATIZAR O ACESSO
O atual governo não se preocupou em garantir o acesso ao maior número de alunos. Inicialmente, investiu na municipalização do ensino, repassando a demanda do Ensino Fundamental para a gestão dos municípios. Ávidos por receita proveniente das matrículas, os prefeitos acordaram com o Estado, o repasse de alunos que estudavam em escolas da rede estadual. Assim, nos três anos de gestão Yeda foram municipalizadas mais de escolas estaduais. Houve também o fechamento de escolas que possuíam poucos alunos. Há, também, a redução das matrículas nos programas de alfabetização de adultos NEJA e EJA.
Na mesma lógica se situa a desarticulação das ações de ensino superior geridas pelo Estado via Universidade do Estado do Rio Grande do Sul.. Ano a ano cursos são fechados, decrescendo o número de alunos matriculados.
DEMOCRATIZAR O CONHECIMENTO
A qualidade da educação pública está relacionada com as condições do espaço físico e a qualificação do corpo funcional das escolas. A redução de investimentos em educação em nosso Estado, reflete o aumento das dificuldades nas escolas e se expressa através da falta de equipamentos e de pessoal nos setores – biblioteca, laboratórios de química, física e informática – nos poucos recursos para a manutenção da rede física e no reduzido material de consumo.
Sem uma escola atraente e sem professores motivados e atualizados, as aulas se tornam um suplício para muitos alunos que acabam desistindo de estudar. A desatenção é tanta que nem mesmo a merenda escolar, obrigatória desde abril de 2009 nas escolas de Ensino Médio do país, foi viabilizada aos alunos gaúchos como meio de mantê-los frequentando as aulas. A reprovação e a desistência ainda são a marca da escola pública que não encontrou meios para motivar professores e alunos a superarem esta trágica realidade.
ISOLAMENTO DO ESTADO
O Governo Federal desencadeou um debate nacional visando construir o Sistema Nacional Articulado de Educação através da Conferência Nacional de Educação – Conae 2010. O Rio Grande do Sul deliberou por não participar. Uma decisão que refletiu o isolamento do Estado nos debates feitos através de conferências municipais, intermunicipais e estadual sobre o tema. Não é possível compreender que, no momento em que o país avança na construção articulada de princípios e diretrizes da educação nacional, nosso Estado se omita. Felizmente alguns educadores da rede estadual, compreendendo a importância deste espaço democrático, se inseriram nos debates da Conae 2010.
CONCLUSÃO
Não restam dúvidas que o resgate do projeto educacional na rede pública estadual passa por uma concepção de projeto que respeite a cidadania, dialogue e valorize os sujeitos que constroem diariamente a escola. Mas, acima de tudo o projeto educacional tem que visar a uma sociedade solidária, justa, humana e igualitária. br>
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[1]Claudio Sommacal é professor de Filosofia da rede pública estadual do Rio Grande do Sul, jornalista, publicitário e especialista em Comunicação Social.
[2]Entre as medidas propostas pelo governo para alterar os direitos do funcionalismo estão: retirada da gratificação por tempo de serviço; matriz salarial baseada na arrecadação de impostos e a política de valorização firmada na meritocracia.
[3]RICCI, Rudá. In: Avaliação de desempenho na educação mineira: o empresariado do serviço público. Cf. Jornal Sineta Especial, abril de 2009, p.2, Porto Alegre.
[4] O termo "Consenso de Washington" foi criado por John Williamson, em 1990, originalmente para significar "o mínimo denominador comum de recomendações de políticas econômicas que deveriam ser aplicadas nos países da América Latina, obrigando a um elenco de medidas e para justificar políticas neoliberais, como: disciplina fiscal, redução dos gastos públicos, reforma tributária, juros e câmbio de mercado; abertura comercial; investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições; privatização das estatais; desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas); direito à propriedade intelectual (royalties).
[5] OCAMPOS, Dolores. In: Municipalização do ensino no contexto do projeto neoliberal do governo Yeda, Cf. Jornal Sineta Especial, abril de 2009, p. 6, Porto Alegre.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
LEITURAS IMPERDÍVEIS
http://blog.gessinger.com.br/
ESTOU SOB TIROTEIO CERRADO
Não sei por que, mas agora me lembrei daquela piada suja em que o cara pede que acendam a luz de novo, porque naquele bacanal, ele foi vítima umas dez vezes e não conseguiu vitimar ninguém.
Amigos meus, de todos os quadrantes, querem me enquadrar, me patrulham, alegam que estou com frêmitos esquerdistas.
Por que eles agem assim?
Porque eles são pequenos proprietários rurais, e ” se acham”; são pequenos burgueses, tem casa em Atlântida, viajam pras Europas e Bahia de vez em quando, tem alguma reputação e tem medo de perder o que têm.
Então tá, amiguinhos.
Primeiro: quem tem, no RGS, uns 3 mil hectares, é pequeno produtor. Tem uns quatro tratores ( 400 mil), uma colheitadeira ( 800 mil), um caminhão ( 150 mil) , uns 6 empregados, e uma baita dívida no Banco.
E aí: o que é isso perto daquele monte de dinheiro das licitações fraudulentas? Tem medo de perder seus hectarezinhos? Tem medo que, com melhor distribuição de renda, a coisa vai piorar? Você também está no meio daqueles que os sacanas saqueiam!!.Você está longe de ser um cara rico. Acorda, otário!
Você tem casa em Torres ou Atlântida. Grande bosta. Quanto vale essa casa: um milhão? Isso é troco perto do que se esvai pelos cofres públicos. E mais: tu és muito trouxa de imobilizar uma grana dessas para só aproveitar por dois meses ao ano, ouvindo carros de som, barulho dos vizinhos, esgotos a céu aberto e uma administração municipal duvidosa.
Tá. Do que tu tens medo ainda, meu companheiro profissional liberal? Não sacaste que, do jeito que a coisa vai, com esse montão de mulheres parindo 10 filhos cada uma, nas favelas, não vais completar 40 anos e vais morrer num tiroteio ou num assalto? Então: o que é melhor: deixar assim e tu ficares morando numa casa murada, ou num condomínio fechado ( supremo ridículo ) na praia, cagado de medo, ou concordares que é hora de repensar?
Não dá para ser feliz sozinho. Essas diferenças abissais de ganhos não têm explicação. E não te preocupes, mano velho. Primeiro vão deixar o pelego na cerca os graúdos que não explicam suas fortunas. Azar deles. Nós não estamos nessa. Quem acorda cedo merece ganhar mais; quem poupa merece uma vida melhor; quem estuda chega lá.
Mas, para isso, é preciso que na linha de largada estejam todos em pé de igualdade.
Só o acesso ao saber, público e de qualidade, nos salvará.
comentário:”Quanto aos condomínios fechados, nem comento, pois o que eles menos oferecem é segurança de fato, mas deixemos pra lá. Esta caiu do céu. Este texto é saído do fundo da alma de alguém que tem boa condição socioeconômica, é culto e se dá ao trabalhão de pensar de forma racional. Se pugilista diria que pegou um sensacional gancho no queixo. É nocaute certo. Obrigado e parabéns Ruy.” Jorge Loeffler
Adicionar comentário 13 de Dezembro de 2009 às 19:28 Ruy Gessinger
JULIO GARCIA ESCREVE AO BLOG
Fico - mais uma vez - honrado pela citação que fizestes no teu blog, Ruy.
Realmente, o artigo do Frei Betto é muito instigante. Entendo que um dos papéis da blogosfera é fomentar essa discussão que ele propõe, e que não tem espaço na mídia tradicional. Destaco, em particular, estas passagens:
‘O grande desafio ético hoje é como criar instituições capazes de assegurar direitos universais. Isso supõe uma ruptura com a atual visão pós-moderna, neoliberal, de fragmentação do mundo e exacerbação egolátrica, individualista.’ (…) ‘Inútil dar um passo atrás e fixar-se na utopia do controle do Estado como precondição para transformar a sociedade. É preciso, antes, transformar a sociedade através de conquistas dos movimentos sociais, e de gestos e símbolos que acentuem as raízes antipopulares do modelo neoliberal. (…) ‘Não queremos conquistar o mundo, mas torná-lo novo”, proclamam os zapatistas. Hoje, a luta não é de uma classe contra a outra, mas de toda a sociedade contra um modelo perverso que faz da acumulação da riqueza a única razão de viver. A luta é da humanização contra a desumanização, da solidariedade contra a alienação, da vida contra a morte.’ (…) O pólo de referência das esquerdas, em torno do qual prec isam se unir, é somente um: os direitos dos pobres.
Grande abraço e tenha um ótimo domingo
Júlio Garcia
1 comentário às 11:22 Ruy Gessinger
LEITURAS QUE RECOMENDO
* MONSTRUMENTOS, VANGUARDA E AQUELA COISA TODA
De Luis Augusto Fischer, publicado no Caderno de Cultura de ZH de hoje.
Texto longo, é verdade. Mas perquire sobre se ainda há vanguarda e o que não é vanguarda.
* ARTIGO DO FREI BETO
No blog do Júlio Gacia ( jcsgarcia.blogspot.com)
Amigos: peço que não se ressintam comigo porque, vez por outra, faço reflexões que ” tienen olor a izquierdismo”. É o seguinte: do jeito como as coisas estão indo, os escândalos se sucedendo, a criminalidade aumentando, a insegurança grassando, a saúde pública precária, o acesso ao ensino cada vez mais elitizado, temos que repensar os modelos e os sistemas.
Repensar, refletir, questionar. Façamo-lo sem preconceitos.
Não, não quero uma iconoclastia geral. Nem depredações conceituais.
Mas urge que instilemos em nossos filhos um conceito mínimo de ética.
Vai ser melhor para todos. E não vai doer tanto assim.
ESTOU SOB TIROTEIO CERRADO
Não sei por que, mas agora me lembrei daquela piada suja em que o cara pede que acendam a luz de novo, porque naquele bacanal, ele foi vítima umas dez vezes e não conseguiu vitimar ninguém.
Amigos meus, de todos os quadrantes, querem me enquadrar, me patrulham, alegam que estou com frêmitos esquerdistas.
Por que eles agem assim?
Porque eles são pequenos proprietários rurais, e ” se acham”; são pequenos burgueses, tem casa em Atlântida, viajam pras Europas e Bahia de vez em quando, tem alguma reputação e tem medo de perder o que têm.
Então tá, amiguinhos.
Primeiro: quem tem, no RGS, uns 3 mil hectares, é pequeno produtor. Tem uns quatro tratores ( 400 mil), uma colheitadeira ( 800 mil), um caminhão ( 150 mil) , uns 6 empregados, e uma baita dívida no Banco.
E aí: o que é isso perto daquele monte de dinheiro das licitações fraudulentas? Tem medo de perder seus hectarezinhos? Tem medo que, com melhor distribuição de renda, a coisa vai piorar? Você também está no meio daqueles que os sacanas saqueiam!!.Você está longe de ser um cara rico. Acorda, otário!
Você tem casa em Torres ou Atlântida. Grande bosta. Quanto vale essa casa: um milhão? Isso é troco perto do que se esvai pelos cofres públicos. E mais: tu és muito trouxa de imobilizar uma grana dessas para só aproveitar por dois meses ao ano, ouvindo carros de som, barulho dos vizinhos, esgotos a céu aberto e uma administração municipal duvidosa.
Tá. Do que tu tens medo ainda, meu companheiro profissional liberal? Não sacaste que, do jeito que a coisa vai, com esse montão de mulheres parindo 10 filhos cada uma, nas favelas, não vais completar 40 anos e vais morrer num tiroteio ou num assalto? Então: o que é melhor: deixar assim e tu ficares morando numa casa murada, ou num condomínio fechado ( supremo ridículo ) na praia, cagado de medo, ou concordares que é hora de repensar?
Não dá para ser feliz sozinho. Essas diferenças abissais de ganhos não têm explicação. E não te preocupes, mano velho. Primeiro vão deixar o pelego na cerca os graúdos que não explicam suas fortunas. Azar deles. Nós não estamos nessa. Quem acorda cedo merece ganhar mais; quem poupa merece uma vida melhor; quem estuda chega lá.
Mas, para isso, é preciso que na linha de largada estejam todos em pé de igualdade.
Só o acesso ao saber, público e de qualidade, nos salvará.
comentário:”Quanto aos condomínios fechados, nem comento, pois o que eles menos oferecem é segurança de fato, mas deixemos pra lá. Esta caiu do céu. Este texto é saído do fundo da alma de alguém que tem boa condição socioeconômica, é culto e se dá ao trabalhão de pensar de forma racional. Se pugilista diria que pegou um sensacional gancho no queixo. É nocaute certo. Obrigado e parabéns Ruy.” Jorge Loeffler
Adicionar comentário 13 de Dezembro de 2009 às 19:28 Ruy Gessinger
JULIO GARCIA ESCREVE AO BLOG
Fico - mais uma vez - honrado pela citação que fizestes no teu blog, Ruy.
Realmente, o artigo do Frei Betto é muito instigante. Entendo que um dos papéis da blogosfera é fomentar essa discussão que ele propõe, e que não tem espaço na mídia tradicional. Destaco, em particular, estas passagens:
‘O grande desafio ético hoje é como criar instituições capazes de assegurar direitos universais. Isso supõe uma ruptura com a atual visão pós-moderna, neoliberal, de fragmentação do mundo e exacerbação egolátrica, individualista.’ (…) ‘Inútil dar um passo atrás e fixar-se na utopia do controle do Estado como precondição para transformar a sociedade. É preciso, antes, transformar a sociedade através de conquistas dos movimentos sociais, e de gestos e símbolos que acentuem as raízes antipopulares do modelo neoliberal. (…) ‘Não queremos conquistar o mundo, mas torná-lo novo”, proclamam os zapatistas. Hoje, a luta não é de uma classe contra a outra, mas de toda a sociedade contra um modelo perverso que faz da acumulação da riqueza a única razão de viver. A luta é da humanização contra a desumanização, da solidariedade contra a alienação, da vida contra a morte.’ (…) O pólo de referência das esquerdas, em torno do qual prec isam se unir, é somente um: os direitos dos pobres.
Grande abraço e tenha um ótimo domingo
Júlio Garcia
1 comentário às 11:22 Ruy Gessinger
LEITURAS QUE RECOMENDO
* MONSTRUMENTOS, VANGUARDA E AQUELA COISA TODA
De Luis Augusto Fischer, publicado no Caderno de Cultura de ZH de hoje.
Texto longo, é verdade. Mas perquire sobre se ainda há vanguarda e o que não é vanguarda.
* ARTIGO DO FREI BETO
No blog do Júlio Gacia ( jcsgarcia.blogspot.com)
Amigos: peço que não se ressintam comigo porque, vez por outra, faço reflexões que ” tienen olor a izquierdismo”. É o seguinte: do jeito como as coisas estão indo, os escândalos se sucedendo, a criminalidade aumentando, a insegurança grassando, a saúde pública precária, o acesso ao ensino cada vez mais elitizado, temos que repensar os modelos e os sistemas.
Repensar, refletir, questionar. Façamo-lo sem preconceitos.
Não, não quero uma iconoclastia geral. Nem depredações conceituais.
Mas urge que instilemos em nossos filhos um conceito mínimo de ética.
Vai ser melhor para todos. E não vai doer tanto assim.
DILMA JANTA NO RIVERSIDES MADERO
Aproveitando a sua estada na capital, a Ministra Dilma janta na região onde mora e tira foto com atendente do restaurante.
Se continuar assim poderá ser nossa presidenta!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
ADELI DÁ ENTREVISTA PARA JORNAL O MINUANO
ADELI – NOVO PRESIDENTE DO PT DA CAPITAL
O Jornal O Minuano fez entrevista exclusiva com o nosso Jornal com o presidente eleito do PT da capital, vereador ADELI SELL, que venceu o pleito por 70 votos, quebrando uma hegemonia de 30 anos.
O MINUANO – Como o senhor venceu uma hegemonia de 30 anos no PT da capital?
ADELI - Pela minha militância sistemática, minhas idéias, meu trabalho de construção partidária desde a fundação do PT, bem como pelo trabalho e apoio de militantes que queriam ver uma nova direção, com mais ousadia para falar para dentro e para fora.
Como prometi, vou ser o presidente da unidade de todos os petistas, sem exclusões e sem exclusivismos. Nenhum tema será tabu para a nossa direção. Todos poderão pautar seus temas e suas idéias.
Venci também porque aglutinei em torno de meu nome e da minha plataforma segmentos que em muitos momentos do passado e ainda hoje tem divergências políticas, mas querem reestruturar o partido, voltar a reencantar a militância.
O MINUANO – Fala-se que o PT está endividado, com problemas de desorganização?
ADELI – Sim, temos gravíssimos problemas que vou enfrentar com ousadia. Mas não vou cristianizar ninguém, pois isto não resolve nada. Vou olhar para a frente. Buscar todo mundo para resolver estes problemas.
Já solicitei ao pessoal da Setorial de Tecnologia para estudar o site do partido, que é muito precário, para dar um salto de qualidade na comunicação. Vou ver se resolve o problema da sede municipal que é alugada e está em péssimas condições, com aluguel alto demais.
Estou fazendo um apelo público para que todos me procurem para ajudar. Já estou fazendo a transição com meu amigo e companheiro, atual presidente, ex-vereador Marcelo Danéris, que já pegou a direção do partido numa situação bem difícil.
O MINUANO – O senhor já teve contato com o Diretório Nacional depois da eleição?
ADELI - Sim, fui a Brasília na reunião do Diretório, na festa dos 30 anos do PT, que por sinal foi um sucesso, com a presença da Ministra Dilma Rousseff, vários ministros, senadores, deputados e muitos militantes partidários.
Acertei 3 eventos em março, abril e maio, com as Setoriais das Mulheres, Negros e Sindical. Faremos três fóruns com a ajuda da direção nacional.
O MINUANO – E como fica a relação com a direção estadual, com o novo presidente Raul Pont, cujo grupo político o senhor derrotou aqui na capital?
ADELI – Sem problemas. Já conversei bastante com o Raul Pont, porque estamos neste momento debatendo as possíveis coligações para as eleições de 2010. Vamos construir um discurso e uma prática comum, pois somos um partido político, respeitando as diferenças, mas sempre agindo o máximo coletivamente.
O MINUANO - E quais as propostas que o senhor vai levar para a sociedade?
ADELI – Aqueles que o PT discutir e decidir. Mas vou levantar muitos temas que vão da questão do transporte, passando pela questão urbana, até saúde e segurança, para exemplificar, debatendo com todos, tirando posições que eu creio que serão mobilizados, ousadas, sempre viáveis.
Farei uma oposição qualificada e respeitosa ao governo municipal, mas cobrarei todas as promessas de governo não cumpridas, e são muitas, porque temos que mostrar ao povo que foi um erro eleger o atual prefeito, que o PT deve voltar ao Paço Municipal em 2012.
O Jornal O Minuano fez entrevista exclusiva com o nosso Jornal com o presidente eleito do PT da capital, vereador ADELI SELL, que venceu o pleito por 70 votos, quebrando uma hegemonia de 30 anos.
O MINUANO – Como o senhor venceu uma hegemonia de 30 anos no PT da capital?
ADELI - Pela minha militância sistemática, minhas idéias, meu trabalho de construção partidária desde a fundação do PT, bem como pelo trabalho e apoio de militantes que queriam ver uma nova direção, com mais ousadia para falar para dentro e para fora.
Como prometi, vou ser o presidente da unidade de todos os petistas, sem exclusões e sem exclusivismos. Nenhum tema será tabu para a nossa direção. Todos poderão pautar seus temas e suas idéias.
Venci também porque aglutinei em torno de meu nome e da minha plataforma segmentos que em muitos momentos do passado e ainda hoje tem divergências políticas, mas querem reestruturar o partido, voltar a reencantar a militância.
O MINUANO – Fala-se que o PT está endividado, com problemas de desorganização?
ADELI – Sim, temos gravíssimos problemas que vou enfrentar com ousadia. Mas não vou cristianizar ninguém, pois isto não resolve nada. Vou olhar para a frente. Buscar todo mundo para resolver estes problemas.
Já solicitei ao pessoal da Setorial de Tecnologia para estudar o site do partido, que é muito precário, para dar um salto de qualidade na comunicação. Vou ver se resolve o problema da sede municipal que é alugada e está em péssimas condições, com aluguel alto demais.
Estou fazendo um apelo público para que todos me procurem para ajudar. Já estou fazendo a transição com meu amigo e companheiro, atual presidente, ex-vereador Marcelo Danéris, que já pegou a direção do partido numa situação bem difícil.
O MINUANO – O senhor já teve contato com o Diretório Nacional depois da eleição?
ADELI - Sim, fui a Brasília na reunião do Diretório, na festa dos 30 anos do PT, que por sinal foi um sucesso, com a presença da Ministra Dilma Rousseff, vários ministros, senadores, deputados e muitos militantes partidários.
Acertei 3 eventos em março, abril e maio, com as Setoriais das Mulheres, Negros e Sindical. Faremos três fóruns com a ajuda da direção nacional.
O MINUANO – E como fica a relação com a direção estadual, com o novo presidente Raul Pont, cujo grupo político o senhor derrotou aqui na capital?
ADELI – Sem problemas. Já conversei bastante com o Raul Pont, porque estamos neste momento debatendo as possíveis coligações para as eleições de 2010. Vamos construir um discurso e uma prática comum, pois somos um partido político, respeitando as diferenças, mas sempre agindo o máximo coletivamente.
O MINUANO - E quais as propostas que o senhor vai levar para a sociedade?
ADELI – Aqueles que o PT discutir e decidir. Mas vou levantar muitos temas que vão da questão do transporte, passando pela questão urbana, até saúde e segurança, para exemplificar, debatendo com todos, tirando posições que eu creio que serão mobilizados, ousadas, sempre viáveis.
Farei uma oposição qualificada e respeitosa ao governo municipal, mas cobrarei todas as promessas de governo não cumpridas, e são muitas, porque temos que mostrar ao povo que foi um erro eleger o atual prefeito, que o PT deve voltar ao Paço Municipal em 2012.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
AZUIZINHOS EM POA
O SENHOR PAULO QUE ASSINA ESTA CARTA É UM ATENTO CIDADÃO QUE DIARIAMENTE FAZ COBRANÇAS DAS COISAS ERRADAS E DAS COISAS QUE VÃO MAL EM NOSSA CIDADE.
MAIS UMA VEZ, O ALVO É A EPTC, COM JUSTAS RAZÕES
ADELI
Att. Flavio Alcaraz Gomes
Assistindo nesta data o programa, mais ainda fiquei indignado com o assunto debatido _ EPTC x Azuizinhso x MULTAS.
Para fazer coro e disponível a quem interessar possa, tenho em mãos processo de multa + recursos, indeferido com base à "legitimidade do agente", de multa aplicada por "Uso de celular na direção", em data que me submeti a uma cirurgia ocular, portanto sem mínimas condições de dirigir. Juntados laudos médicos, cópias de contas telefônicas que nada registram na data, tudo em vão.
Mas como ao contribuinte nada sobra, a não ser indignação..........
Em outra oportunidade recebi uma multa, paga evidentemente, pela falta de uso de cinto de segurança pela minha cachorra Sharpei. Pode ?
O que causa mais indignação, par aos fatos acima é o fato de que, ausência de multas em dois anos proporciona considerável desconto no valor o IPVA.
Não estariam "outros" envolvidos nesta calamidade ?
Atenciosamente
Paulo R. Bennemann
Porto Alegre/RS
RG 5015669384
MAIS UMA VEZ, O ALVO É A EPTC, COM JUSTAS RAZÕES
ADELI
Att. Flavio Alcaraz Gomes
Assistindo nesta data o programa, mais ainda fiquei indignado com o assunto debatido _ EPTC x Azuizinhso x MULTAS.
Para fazer coro e disponível a quem interessar possa, tenho em mãos processo de multa + recursos, indeferido com base à "legitimidade do agente", de multa aplicada por "Uso de celular na direção", em data que me submeti a uma cirurgia ocular, portanto sem mínimas condições de dirigir. Juntados laudos médicos, cópias de contas telefônicas que nada registram na data, tudo em vão.
Mas como ao contribuinte nada sobra, a não ser indignação..........
Em outra oportunidade recebi uma multa, paga evidentemente, pela falta de uso de cinto de segurança pela minha cachorra Sharpei. Pode ?
O que causa mais indignação, par aos fatos acima é o fato de que, ausência de multas em dois anos proporciona considerável desconto no valor o IPVA.
Não estariam "outros" envolvidos nesta calamidade ?
Atenciosamente
Paulo R. Bennemann
Porto Alegre/RS
RG 5015669384
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
SEGUNDA SEM CARNE
Aqui vai minha tréplica:
Um dos piores fenômenos modernos é o seqüestro da ciência pela religiâo, mesmo quando disfarçada. Uma das lendas urbanas anticientíficas que se repete ad nausea é a de que a pecuária produz metano em proporção capaz de superar o efeito estufa causado pelos automóveis. De nada adianta saber que esses dados provêm de pesquisas realizadas na Inglaterra nos anos trinta, com gado leiteiro alimentado com grãos, que superestimaram a produção do metano. Uma vez que a informação virou crença religiosa ninguém terá direito de contestá-la.
Divulgada pela indústria do petróleo, ansiosa por encontrar álibis para inocentar-se, virou argumento para os que confundem alhos e bugalhos.
"Ecologia", "ambientalismo" e "vegetarianismo" são coisas diferentes.
Uma é uma ciência, outro é um movimento político de defesa da natureza, e outro é uma forma de alimentação que não é própria da espécie humana, que evoluiu para comer carne e frutas, enquanto outros
primatas, como os gorilas cujo intestino é quatro vezes maior que o nosso, evoluiram para o vegetarianismo quase puro (eles comem um pouco de carne). Para nós, em especial para as crianças em crescimento a
carne é essencial. E para todos o consumo de alimentos saudáveis e saborosos traz além de nutrição, alegria e sentido à existência. Não apenas carne, vinho, massas, tudo nos ajuda a celebrar. Ou iremos consumir apenas papas insossas para não sermos egoístas?
Também me causa estranheza quando se afirma que uma determinada atividade "consome" água. Consumiu como? transformou água em peróxido de hidrogênio? Decompôs em O2 e H2? Qualquer atividade fabril pode utilizar qualquer quantidade de água, desde que a devolva LIMPA ao ambiente. Dessa forma considerações sobre consumo de água são um outro capítulo de desinformação... Rende outra polêmica!!
arlos
Um dos piores fenômenos modernos é o seqüestro da ciência pela religiâo, mesmo quando disfarçada. Uma das lendas urbanas anticientíficas que se repete ad nausea é a de que a pecuária produz metano em proporção capaz de superar o efeito estufa causado pelos automóveis. De nada adianta saber que esses dados provêm de pesquisas realizadas na Inglaterra nos anos trinta, com gado leiteiro alimentado com grãos, que superestimaram a produção do metano. Uma vez que a informação virou crença religiosa ninguém terá direito de contestá-la.
Divulgada pela indústria do petróleo, ansiosa por encontrar álibis para inocentar-se, virou argumento para os que confundem alhos e bugalhos.
"Ecologia", "ambientalismo" e "vegetarianismo" são coisas diferentes.
Uma é uma ciência, outro é um movimento político de defesa da natureza, e outro é uma forma de alimentação que não é própria da espécie humana, que evoluiu para comer carne e frutas, enquanto outros
primatas, como os gorilas cujo intestino é quatro vezes maior que o nosso, evoluiram para o vegetarianismo quase puro (eles comem um pouco de carne). Para nós, em especial para as crianças em crescimento a
carne é essencial. E para todos o consumo de alimentos saudáveis e saborosos traz além de nutrição, alegria e sentido à existência. Não apenas carne, vinho, massas, tudo nos ajuda a celebrar. Ou iremos consumir apenas papas insossas para não sermos egoístas?
Também me causa estranheza quando se afirma que uma determinada atividade "consome" água. Consumiu como? transformou água em peróxido de hidrogênio? Decompôs em O2 e H2? Qualquer atividade fabril pode utilizar qualquer quantidade de água, desde que a devolva LIMPA ao ambiente. Dessa forma considerações sobre consumo de água são um outro capítulo de desinformação... Rende outra polêmica!!
arlos
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
NAMIR APÓIA ADELI
Porto Alegre, dezembro de 2009.
Companheiros:
Neste próximo domingo teremos o 2º turno da eleição para a escolha da direção do PT de Porto Alegre.
Todo o 2º turno de uma eleição dá aos vencedores uma maior responsabilidade em relação aos seus compromissos de campanha, mas por outro enfoque, terá a legitimidade da maioria para a aplicação do planejado.
Os eleitores deste final de semana terão, também, facilitada a sua tarefa porque qualquer que seja a escolha esta será certa.
Afirmo porque os conheço e tenho a certeza de que saberão enfrentar os desafios deste novo momento que a democracia passa, organizando e representando o partido dentro dos limites partidários, para continuarmos como protagonistas da cena política porto-alegrense.
Mas vou tomar a liberdade que o partido garante de indicar o voto num dos candidatos, no Adeli.
Talvez os mais novos no partido ou na idade não o conheçam tanto quanto eu, até porque o conheço desde antes do PT daqui ser legal.
Passamos juntos por muitas lutas que vão desde a construção de entidades do movimento social até o sindical que resultaram na criação da CUT, do PT e outras.
Na construção do partido, que iniciamos numa sala da Assembleia Legislativa passando pela 1ª sede da Comendador Coruja.
O Adeli já ocupou vários cargos não só no partido como também na administração publica e na comunidade.
Já deve ter concorrido a todos os cargos possíveis, assim como muitos de nós por vezes até por necessidade partidária.
Entendo que chegou o seu momento e, caso seja eleito com o teu voto terá feito uma boa escolha.
Bom voto e boa luta,
Namir Bueno.
Companheiros:
Neste próximo domingo teremos o 2º turno da eleição para a escolha da direção do PT de Porto Alegre.
Todo o 2º turno de uma eleição dá aos vencedores uma maior responsabilidade em relação aos seus compromissos de campanha, mas por outro enfoque, terá a legitimidade da maioria para a aplicação do planejado.
Os eleitores deste final de semana terão, também, facilitada a sua tarefa porque qualquer que seja a escolha esta será certa.
Afirmo porque os conheço e tenho a certeza de que saberão enfrentar os desafios deste novo momento que a democracia passa, organizando e representando o partido dentro dos limites partidários, para continuarmos como protagonistas da cena política porto-alegrense.
Mas vou tomar a liberdade que o partido garante de indicar o voto num dos candidatos, no Adeli.
Talvez os mais novos no partido ou na idade não o conheçam tanto quanto eu, até porque o conheço desde antes do PT daqui ser legal.
Passamos juntos por muitas lutas que vão desde a construção de entidades do movimento social até o sindical que resultaram na criação da CUT, do PT e outras.
Na construção do partido, que iniciamos numa sala da Assembleia Legislativa passando pela 1ª sede da Comendador Coruja.
O Adeli já ocupou vários cargos não só no partido como também na administração publica e na comunidade.
Já deve ter concorrido a todos os cargos possíveis, assim como muitos de nós por vezes até por necessidade partidária.
Entendo que chegou o seu momento e, caso seja eleito com o teu voto terá feito uma boa escolha.
Bom voto e boa luta,
Namir Bueno.
PLENÁRIA DE APOIO A ADELI
Nesta quarta-feira, militantes e lideranças do PT se reuniram na sede do Diretório Municipal para reafirmar seu apoio a Adeli Sell para presidente Municipal do PT de Porto Alegre.
Lideranças do MPT e da Articulação de Esquerda confirmaram seu empenho em mudar um quadro que vem se repetindo nos 30 anos de existência do partido, recuperando os ideais e o encantamento que motivaram os trabalhadores a criarem seu partido. Rodrigo Oliveira, candidato do MPT no primeiro turno, o deputado Adão Villaverde, o vereador Comassetto e Marcel Frison fizeram questão de ressaltar que o resultado do primeiro turno demonstrou claramente que não há um pensamento único dominante, que a militância quer mudanças políticas que sinalizem renovação e maior participação nas instâncias de base.
O canditado do PTLM no primeiro turno, Rodrigo Maroni, fez questão de abrir seu voto em Adeli. Maroni afirmou que, apesar do PTLM haver liberado seus militantes para o 2º turno, ele e todo o gabinete do deputado Fabiano Pereira estão comprometidos com a ideia de mudança que significa votar em Adeli, trabalhando firmemente para que isto ocorra.
Lideranças do MPT e da Articulação de Esquerda confirmaram seu empenho em mudar um quadro que vem se repetindo nos 30 anos de existência do partido, recuperando os ideais e o encantamento que motivaram os trabalhadores a criarem seu partido. Rodrigo Oliveira, candidato do MPT no primeiro turno, o deputado Adão Villaverde, o vereador Comassetto e Marcel Frison fizeram questão de ressaltar que o resultado do primeiro turno demonstrou claramente que não há um pensamento único dominante, que a militância quer mudanças políticas que sinalizem renovação e maior participação nas instâncias de base.
O canditado do PTLM no primeiro turno, Rodrigo Maroni, fez questão de abrir seu voto em Adeli. Maroni afirmou que, apesar do PTLM haver liberado seus militantes para o 2º turno, ele e todo o gabinete do deputado Fabiano Pereira estão comprometidos com a ideia de mudança que significa votar em Adeli, trabalhando firmemente para que isto ocorra.
REFORMA POLÍTICA - FALA ROCHINHA
Após PED, Rochinha defende pacto de unidade e retomada da bandeira da reforma política
Concluídas as eleições internas do PT em quase todo o país, o partido deve agora buscar um “pacto de unidade” que priorize o projeto nacional e a disputa eleitoral de 2010. Essa é a avaliação de Francisco da Rocha, o Rochinha, um dos coordenadores da CNB.
Para ele, a expressiva votação de José Eduardo Dutra e a formação de uma nova maioria no Diretório Nacional – os 55% conquistados pela chapa O Partido que Muda o Brasil – não irão interromper o processo de diálogo que tem caracterizado a atual direção.
“Tanto o Berzoini quanto o Zé Eduardo Dutra tem esse entendimento de que nenhuma corrente constrói sozinha o PT. (...) É momento de chamar todo mundo e de se fazer uma conversa política para valer, buscando um grau de unidade à altura dos desafios que o PT enfrentará em 2010”, afirmou.
Entre as tarefas imediatas do partido, Rochinha destaca a preparação para o IV Congresso Nacional do PT, marcado para fevereiro do ano que vem. Ele disse que irá levar ao Congresso uma proposta de resolução sobre a urgência de uma reforma política com financiamento público de campanha e voto em lista. “Se não fizermos isso, não estaremos dando a contribuição que o partido tem a obrigação de dar para a política brasileira e para a sociedade brasileira”, disse.
Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Mais de meio milhão de petistas votaram no PED 2009. A que você atribui esse inédito nível de mobilização da militância petista?
Quero começar agradecendo ao contingente de companheiros e companheiras que me ajudaram a coordenar esse processo, sob a confiança do presidente eleito, Zé Eduardo Dutra, e do atual presidente Ricardo Berzoini, e às pessoas que estiveram junto comigo nessa coordenação. O resultado foi além das minhas expectativas. Você lembra que, na nossa primeira conversa, eu tinha uma estimativa de 170 mil votando na CNB e 390 mil no geral. Cheguei perto de acertar nos percentuais – nossa chapa ficou com 55% e o Dutra teve 58%. Mas, para minha satisfação, o comparecimento foi muito além. Acho que isso se deve a vários fatores. Primeiro, os Estados foram à luta para mobilização dos filiados. Depois, teve um fato que contribuiu bastante, que foi a ida do presidente Lula, da dona Marisa e da ministra Dilma às urnas. Isso fez com que várias pessoas saíssem de casa e também se dirigissem aos locais de votação. Então, de 390 mil para mais de 500 mil, eu perdi feio. Isso é inédito para um partido, especialmente no Brasil e na América Latina, em que a tradição é ter cúpulas partidárias sem participação efetiva da base. Para o PT, o filiado é o principal elo de sustentação do partido. Ele esteve presente, ele deu resposta, foi participante e isso tem me deixado extremamente feliz. Quero inclusive congratular-me com todos, inclusive com aqueles que eu poderia chamar de anônimos, mas que são petistas tanto quanto eu e outros, independentemente da posição que tem dentro do PT.
Essa participação significa que a militância do PT está mobilizada para a campanha do ano que vem ou uma coisa não tem nada a ver com a outra?
Acho que tem as duas coisas. Nós precisamos agora nos debruçar sobre os números e fazer uma profunda reflexão. Acho, inclusive, que foi um recado a todos nós da direção, como quem diz: “nós estamos creditando a vocês uma fatura e vocês devem dar conta do recado”. Ou seja, dar continuidade à organização partidária iniciada na gestão do Berzoini, que se empenhou profundamente nisso, junto com o Paulo Ferreira.
Eu acho que essa participação no PED ajuda o partido a se organizar e a se preparar para o desafio do ano que vem. E estou muito satisfeito porque esse grande contingente com certeza estará muito mais engajado em 2010 e trará consigo vários outros atores para se juntar a esse exército que nós precisamos para eleger a companheira Dilma Rousseff. [Secretário Nacional de Finanças do PT]. A participação no PED foi um recado também para vários formadores de opinião que fizeram análises extremamente superficiais, misturando alhos com bugalhos. Sem querer desmerecer nenhum partido, o PT tem outro formado, do ponto de vista da sua organização. Nessa coisa, os chamados cientistas políticos ou os chamados comentaristas e formadores de opinião, para mim, estão a léguas ou a quilômetros de entender a dinâmica da organização interna do PT.
As eleições regionais foram definidas em primeiro turno em mais de 20 Estados. Qual a importância disso para a prevalência do projeto nacional em 2010?
Sem dúvida, isso demonstra muita unidade em torno do projeto maior, nacional. Na outra entrevista eu já havia dito que esse sentimento era muito presente para mim, que acompanho mais de perto, sem nenhuma pretensão, o desenrolar da política interna do PT. Veja que em vários locais nós fizemos chapas unitárias e eu fiquei até preocupado. Com chapa unitária, você pode ter problema de mobilização, porque a essência do PT é a disputa. Onde não tem disputa, a mobilização normalmente cai. Mas até nisso nós conseguimos nos superar. Temos o exemplo da Bahia, de Santa Catarina e mais dois ou três que tiveram chapas unitárias e a mobilização não comprometeu o resultado.
Por outro lado, os repuxos internos, o puxa-puxa da disputa em alguns Estados, são extremamente salutares, desde que não se baixe o nível, desde que não se vá para o lado pessoal. Sendo na política, é uma coisa importante. O que eu procurei fazer, junto a vários outros companheiros, foi administrar as questões do puxa-puxa local para não influir no desenvolvimento da chapa nacional e na votação do companheiro Zé Eduardo Dutra. Isso deu um resultado irreparável. Teve problemas em alguns Estados, do ponto de vista das disputas locais, mas isso não influiu em absolutamente nada na disputa nacional.
As disputas locais continuam em quatro Estados onde haverá segundo turno, sendo dois deles muito importantes – Rio de Janeiro e Minas Gerais. Você teme algum tipo de radicalização nessa reta final? Como evitar que isso ocorra?
Evitar é difícil. A tensão vai subir. É lógico que nessa semana, como foi na última semana do primeiro turno, a tensão política vai subir. E é bom, tem que acontecer isso mesmo. O que eu acho é que tem que estar dentro dos parâmetros do companheirismo, da respeitabilidade. Quem ganhar, ganhou; quem perder, perdeu. Eu sou o tipo da pessoa que fica louca quando perde, mas tenho que entender que perdi. No momento que você perde, tem de admitir e cumprimentar o vencedor. A disputa vai acontecer, com certeza, até o dia 6. Eu estou preparado para isso, estou acompanhando, mas acho que não vai ter nenhum problema que possa comprometer o resultado final.
No plano nacional, a chapa O Partido que Muda o Brasil obteve 55% dos votos. Essa nova maioria no Diretório pode ser comparada à maioria que existia até 2005 ou é uma maioria diferente? O que ela significa na atual conformação do PT?
Cada momento é um momento. Nos PEDs passados nós não tínhamos um milhão de filiados. Neste, nós temos um milhão, trezentos e cinqüenta mil. Tem gente nova, tem atores novos, tem renovação. Vai aparecer, agora, nesse mapa que fecharemos no dia 6, vários atores novos no processo interno. Com certeza, essas pessoas passarão a ser figuras de destaque nos seus municípios, nos seus Estados e possivelmente até em nível nacional. Essa é a dinâmica do partido. Você não pode fazer comparação entre um PED e outro, porque as pessoas, na sua grande maioria, são diferentes. E a participação da base prova claramente que teve, de fato, um processo de renovação.
Não existe corrente que construa o PT sozinha. A gente não pode olhar o resultado da CNB pela frieza dos números. Os números são importantes. Eu briguei, trabalhei para que a gente alcançasse esse resultado, junto com uma quantidade grande de pessoas. Mas eu quero deixar claro que esse é o momento de nós chamarmos as demais correntes para trabalhar, independentemente das diferenças políticas, um pacto de unidade. Já tem essa unidade em torno do projeto geral, que são as eleições do ano que vem. Agora temos de trabalhar as discussões da pauta interna do partido, sejam organizativas, sejam políticas, sejam do ponto de vista da definição de cargos na Executiva. Temos de fazer esse chamamento. Tanto o Berzoini quanto o Zé Eduardo Dutra tem esse entendimento de que nenhuma corrente constrói sozinha o PT. Não é porque você teve 50%, 60%, com uma votação expressiva para presidente, que pode passar pela sua cabeça a possibilidade de fazer exclusão. Pelo contrário. É momento de chamar todo mundo e de se fazer uma conversa política para valer, buscando um grau de unidade à altura dos desafios que o PT enfrentará em 2010.
Qual o próximo passo?
Tem um passo muito importante agora, que é a preparação do IV Congresso Nacional do PT. E nesse Congresso, além da pauta eleitoral, tem uma coisa que eu vou me debruçar para apresentar como projeto de resolução, que é a questão da reforma política. O Brasil precisa fazer uma profunda reforma política. Nós precisamos retomar essa pauta, incluindo financiamento público de campanha, voto em lista, fidelidade partidária e mandatos dos parlamentares subordinados à legenda. Se não fizermos isso, não estaremos dando a contribuição que o partido tem a obrigação de dar para a política brasileira e para a sociedade brasileira. Portanto, essa resolução eu levarei ao Congresso do PT e espero que os candidatos nossos se elejam comprometidos com isso.
O PT já se manifestou sobre esse tema em outras ocasiões, inclusive no III Congresso, e nesses mesmos termos que você coloca. No entanto, pouco se avançou porque não depende só do PT, a gente sabe disso. Como fazer para ser diferente dessa vez?
Teremos de ampliar as conversas com os demais partidos, sejam eles da base aliada ou não. Mesmo nos partidos que são nossos adversários existem pessoas, dirigentes e filiados que concordam com a reforma. Mas, sobretudo, temos de envolver a sociedade brasileira nessa discussão. Tem que politizar essa discussão com a sociedade. No Brasil, do ponto de vista da política, as coisas só acontecem quando você levanta uma bandeira que engaja a sociedade no processo. O PT tem obrigação de fazer isso. E eu vou ser uma das pessoas que vai brigar, no bom sentido, para que a gente transforme essa bandeira num grande movimento social.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O BRASIL E O PRÉ-SAL
Ministra da Casa Civil e presidente da Petrobras participam de seminário na AL
Parlamento integra Comitê gaúcho em Defesa do Pré-sal
Sérgio Gabrielli e Dilma Rousseff estarão presentes no seminário desta sexta-feira
Nesta sexta-feira (4) será realizado no Teatro Dante Barone o seminário O Brasil e o Pré-Sal – Uma nova perspectiva para o País e o Rio Grande do Sul, com o apoio institucional do Parlamento gaúcho. Estão confirmadas as participações da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e do presidente da Casa, deputado Ivar Pavan (PT), além de outras autoridades. A Assembleia Legislativa está à frente da luta em defesa do Pré-sal desde as primeiras mobilizações da sociedade gaúcha em torno da soberania sobre esta imensa riqueza natural brasileira.
Seminário
Dilma Rousseff é a palestrante da mesa de abertura, que tratará sobre "O Novo Marco Regulatório do Petróleo". O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT), também participa da abertura. Já estão confirmados, para compor a mesa oficial, além da ministra e do presidente do Parlamento gaúcho, a diretora da revista Voto, Karim Miskulin, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, o presidente do Conselho do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, o presidente da Federasul e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, José Antônio Cairolli e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT), apresenta no início da tarde o painel "O papel do Congresso Nacional frente ao Marco Regulatório". Pavan é um dos principais defensores das mudanças do marco regulatório do setor, e entende que o seminário reforça a mobilização em defesa da aprovação dos projetos em discussão no Congresso Nacional. “O debate ajuda a popularizar este tema. A palavra pré-sal não expressa o que é esta reserva e o que ela significa para a população. O esclarecimento dá respaldo à proposta do presidente Lula na sociedade”, afirma o deputado.
À tarde, às 16h15, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, é o expositor do painel “A Geopolítica do Petróleo e a Distribuição dos Dividendos do Pré-Sal”. Também são painelistas confirmados o desembargador e representante do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal, Dorval Bráulio Marques, e o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira. O painel será mediado pelo vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia.
Dentre os objetivos do evento, estão a apresentação de um panorama sobre a descoberta do pré-sal; a discussão sobre quais são as reais perspectivas para o país e para o Rio Grande do Sul; o debate sobre a participação das empresas e da nova estatal na exploração do petróleo; e os benefícios do pré-sal para a indústria gaúcha.
Inscrições devem ser feitas junto à Revista Voto pelo telefone (51) 3331-2774.
Programação
O Brasil e o Pré-Sal: Uma nova perspectiva para o País e para o Rio Grande do Sul
ABERTURA: O Novo Marco Regulatório do Petróleo
Horário: Das 8:30 às 10:00
Palestrante: Dilma Rousseff (Ministra-chefe da Casa Civil)
Integrantes da mesa oficial de abertura do evento:
Karim Miskulin (Diretora da Revista VOTO)
José Fogaça (Prefeito de Porto Alegre)
Jorge Gerdau (Presidente do Conselho do Grupo Gerdau)
José Antônio Cairolli (Presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil)
Paulo Tigre (Presidente da Fiergs)
Ivar Pavan (Presidente da Assembleia Legislativa do RS)
Yeda Rorato Crusius (Governadora do Rio Grande do Sul)
PAINEL 1: O Papel das Empresas Brasileiras e o Impacto na Indústria
Horário: Das 10:15 às 12:00
Expositor: Marcus Coester (vice-presidente da ABIMAQ e representante do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal)
Mediação: Artur Lorentz (Secretário de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul)
Painelistas:
Humberto Busnello (vice-presidente da Fiergs)
João Carlos de Luca (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis)
Adelar Fochezatto (Presidente da Fundação de Economia e Estatística)
Fernando Marroni (Deputado Federal)
INTERVALO PARA ALMOÇO: 12:30
PAINEL 2: – O Papel do Congresso Nacional Frente ao Marco Regulatório
Horário: Das 14:00 às 16:00
Expositor: Ivar Pavan (Presidente da Assembleia Legislativa do RS)
Mediação: Carlos Cini Marchionatti (Presidente da Ajuris)
Painelistas:
Beto Albuquerque (Deputado Federal)
Henrique Fontana (Deputado Federal)
Onyx Lorenzoni (Deputado Federal)
Alberto Oliveira (Deputado Estadual)
Coffe break: 16:00 às 16:15
PAINEL 3: – A Geopolítica do Petróleo e a Distribuição dos Dividendos do Pré-Sal
Horário: Das 16:15 às 18:00
Expositor: José Sergio Gabrielli (Presidente da Petrobras)
Mediador: Marco Maia (Vice-presidente da Câmara dos Deputados)
Painelistas:
Dorval Bráulio Marques (Desembargador Diretor de Relações Institucionais da Associaçao dos Juízes do RS)
José Antônio Cairolli (Presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil)
Edson Menezes da Silva (Chefe de assessoria técnica da diretoria geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)
Encerramento: 18:00
Assembleia Legislativa do RS - Gabinete da Presidência
Stela Pastore - Assessoria de imprensa
(51) 3210.2232 / 9662.2230
ROLOS NO PISA
Fogaça nomeou denunciado por peculato para cuidar da execução do Programa Sócio-Ambiental
de Marco Aurélio Weissheimer
No dia 28 de julho deste ano, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB) publicou ato no Diário Oficial do Município, designando o sr. Geraldo Portanova Leal como coordenador geral da unidade de execução do Programa Integrado Sócioambiental (Pisa), subordinada ao secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães. Alguns meses antes, em dezembro de 2008, Portanova Leal foi denunciado por peculato pelo Ministério Público, juntamente com o ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto e outras sete pessoas. Segundo o MP, entre os meses de abril e novembro de 2007, os denunciados subtraíram, para si e terceiros, a quantia de R$ 938.471,23, decorrente do superfaturamento de um contrato de prestação de serviços.
“Na ocasião, os denunciados agindo em conjunto, apropriaram-se dos valores pagos pela FENASEG para prestação de serviço previsto no contrato nº 065/2007, em que era beneficiário o Detran/RS e contratada a empresa Tops Consultoria Empresarial Ltda., sendo os valores parcialmente desviados via Grão & Pão Indústria e Comércio Ltda., empresa inativa de propriedade de Imahero Fajardo Pereira”, informou na época o MP.
Ainda segundo o MP, o denunciado Geraldo Portanova Leal, que, na ocasião, era Diretor-Superintendente da Fundação Corsan, atuou como intermediário entre Flavio Vaz Netto e Imahero Fajardo Pereira, representante de fato da empresa Tops Consultoria, com o objetivo de preservar Vaz Netto de contatos telefônicos diretos com o empresário que estava por trás da superfaturada contratação da Tops Consultoria. A fim de ocultar o superfaturamento do projeto, os denunciados promoveram a apresentação de propostas fictícias, em valores superiores ao proposto pela Tops.
Na segunda-feira, a CPI da Corrupção, na Assembléia Legislativa, divulgou um relatório que, entre outras coisas, aponta indícios de que licitações do Programa Sócio-Ambiental (uma obra orçada em R$ 586 milhões) teriam sido direcionadas e obras divididas para beneficiar obras integrantes do esquema. Investigações preliminares teriam descoberto indícios de combinação prévia de valores e empresas vencedoras das licitações. Um grupo de empresários teria tido acesso aos projetos meses antes do lançamento das respectivas licitações. O superfaturamento envolvendo apenas um lote do projeto já seria maior do que a fraude no Detran, chegando a cerca de R$ 61 milhões. Uma conversa gravada revelaria que a pauta de uma reunião entre um secretário do município e empreiteiras seria o “combinado com o lado de lá” e que 1,25% iria para o “PM”.
A Polícia Federal já confirmou a existência de indícios de irregularidades em obras do programa.
de Marco Aurélio Weissheimer
No dia 28 de julho deste ano, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB) publicou ato no Diário Oficial do Município, designando o sr. Geraldo Portanova Leal como coordenador geral da unidade de execução do Programa Integrado Sócioambiental (Pisa), subordinada ao secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães. Alguns meses antes, em dezembro de 2008, Portanova Leal foi denunciado por peculato pelo Ministério Público, juntamente com o ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto e outras sete pessoas. Segundo o MP, entre os meses de abril e novembro de 2007, os denunciados subtraíram, para si e terceiros, a quantia de R$ 938.471,23, decorrente do superfaturamento de um contrato de prestação de serviços.
“Na ocasião, os denunciados agindo em conjunto, apropriaram-se dos valores pagos pela FENASEG para prestação de serviço previsto no contrato nº 065/2007, em que era beneficiário o Detran/RS e contratada a empresa Tops Consultoria Empresarial Ltda., sendo os valores parcialmente desviados via Grão & Pão Indústria e Comércio Ltda., empresa inativa de propriedade de Imahero Fajardo Pereira”, informou na época o MP.
Ainda segundo o MP, o denunciado Geraldo Portanova Leal, que, na ocasião, era Diretor-Superintendente da Fundação Corsan, atuou como intermediário entre Flavio Vaz Netto e Imahero Fajardo Pereira, representante de fato da empresa Tops Consultoria, com o objetivo de preservar Vaz Netto de contatos telefônicos diretos com o empresário que estava por trás da superfaturada contratação da Tops Consultoria. A fim de ocultar o superfaturamento do projeto, os denunciados promoveram a apresentação de propostas fictícias, em valores superiores ao proposto pela Tops.
Na segunda-feira, a CPI da Corrupção, na Assembléia Legislativa, divulgou um relatório que, entre outras coisas, aponta indícios de que licitações do Programa Sócio-Ambiental (uma obra orçada em R$ 586 milhões) teriam sido direcionadas e obras divididas para beneficiar obras integrantes do esquema. Investigações preliminares teriam descoberto indícios de combinação prévia de valores e empresas vencedoras das licitações. Um grupo de empresários teria tido acesso aos projetos meses antes do lançamento das respectivas licitações. O superfaturamento envolvendo apenas um lote do projeto já seria maior do que a fraude no Detran, chegando a cerca de R$ 61 milhões. Uma conversa gravada revelaria que a pauta de uma reunião entre um secretário do município e empreiteiras seria o “combinado com o lado de lá” e que 1,25% iria para o “PM”.
A Polícia Federal já confirmou a existência de indícios de irregularidades em obras do programa.
JÚLIO GARCIA TAMBÉM APOIA ADELI
"Conheço o companheiro Adeli Sell há mais de trinta anos. Juntos, combatemos, ainda durante os nada saudosos 'anos de chumbo', pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, pela redemocratização do Brasil, pelas Diretas Já, pelos direitos sonegados dos trabalhadores e da juventude, pelo Socialismo. Estivemos lado-a-lado na clandestinidade, nas greves, no movimento estudantil e sindical, nas passeatas e no enfrentamento com o aparato repressivo da ditadura militar.
Estivemos juntos na fundação e na organização do PT, na capital e no interior. Fizemos 'dobrada' nas eleições de 1990, ele candidato à deputado estadual, eu à federal.
Aprendi, ao longo do tempo, a admirá-lo e a respeitá-lo cada vez mais e, mesmo que em alguns momentos tenhamos tido nossas divergências táticas dentro do partido (bem menores, à bem da verdade, do que nossas convergências), nossa amizade manteve-se firme, fortaleceu-se, nunca foi arranhada.
Então, não poderia ser diferente: neste momento decisivo que vive o Partido dos Trabalhadores da capital dos gaúchos, sedento de renovação, manifesto meu apoio irrestrito, solidário e militante ao bravo amigo e companheiro Adeli Sell nessa caminhada pela - urgente e necessária - reoxigenação e democratização do PT. Apóio entusiasticamente Adeli Sell para presidente do PT de Porto Alegre. Sua história de lutas, coerência, combatividade e lucidez o qualificam para assumir e enfrentar os desafios inerentes à essa enorme responsabilidade partidária. O PT portoalegrense precisa - e vai ter - Adeli como seu presidente!"
*Júlio Garcia (foto) é bacharel em Direito; militante do Movimento Mídia Livre; fundador do PT e da CUT; ex-integrante da Executiva da 1ª zonal de Poa e do Diretório Estadual do PT.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
ADELI – PASSADO, PRESENTE E FUTURO NA PRESIDÊNCIA DO PT PORTO ALEGRE
Por Luiz Muller
transcrito do site: http://luizmullerpt.wordpress.com/2009/11/23/adeliptpoa/
O Adeli foi militante de uma organização clandestina da qual também fiz parte: A OSI – Organização Socialista Internacionalista. No movimento estudantil a nossa turma chamava Liberdade e Luta. Era uma organização trotskista. O Adeli, assim como eu e muitos outros militantes das mais variadas correntes de opinião, saímos a campo ainda em 1980 para arregimentar filiados ao PT, pois só um número significativo de filiações garantiria o registro oficial do partido. Pois em plena época da ditadura militar chegamos ao número nescessário de filiados. Registramos o PT. Foi ali que definimos que o PT, que nasceu combatendo o socialismo real repressor e apoiando os movimentos pela liberdade mundo afora, este partido ia trilhar os caminhos da institucionalidade para apregoar e propagar o nosso programa. O programa, pra muito longe do socialismo real, nunca tentou impor, mas ganhar pelo convencimento a classe trabalhadora e a sociedade brasileira. E foi assim, convencendo, chegando e fazendo, que o PT chegou a presidência da república. Mas para chegar lá, alianças são necessárias, e pautadas por programa. O Adeli estava no PT em todos estes momentos. Ajudou a fundar muitos diretórios pelo Rio Grande afora. Perdemos e ganhamos eleições. Mas fomos crescendo. Ainda gurís, com 9 anos, ganhamos Porto Alegre. E ganhamos tantas vezes, por que propunhamos novidades. E o nosso programa foi se realizando aos poucos. Não por que o impusemos, mas por que convencemos a sociedade sobre o novo. Mas o novo, quando já está realizado, serve para somar na memória e na experiência mas já não representa mais ser novo quando é repetido. O novo precisa sempre acrescentar mais.
E nós temos um programa muito grande para realizar. Ele sempre será novo, desde que não repitamos o que já deixou de ser novo, pois já está realizado. Não se dorme sobre os louros da vitória. As vitórias e as folhas de louro são efêmeras. A vida em sociedade é permanente e ela exige mudanças decisivas às vezes, assim como aquela quando lançamos a Carta aos Brasileiros. E o Adeli estava junto com todos os petistas de verdade em todos estes momentos. Não me lembro nestas andanças todas, se alguma vez as correntes nas quais militamos foram maioria no PT. Mas trouxemos conosco a bandeira da democracia, que na mão da classe trabalhadora e de seu partido, mais do que qualquer outra, tem que ter as marcas da pluralidade, tanto para fora como para dentro do PT. Este é o Adeli, a cara do PT de ontem, de combate à ditadura e pela democracia, mas também a cara do PT de hoje, maduro para fortalecer cada vez mais os espaços e conquistas da classe trabalhadora no Brasil e no mundo. E o Adeli está ao segundo turno do PED do PT. Se não houve um vitorioso no primeiro turno, é por que a maioria quer mudanças. E as mudanças só virão se estiverem contidas na estrela que nos ilumina com a memória do passado,
mas sinaliza o caminho promissor do futuro que cabe ao PT,
não só em Porto Alegre, mas no Estado, no País e no Mundo.
Luiz Müller
Coordenador Conselho Político
do Senador Paulo Paim
lhmuller@yahoo.com.br
visite meu Blog: http://luizmullerpt.wordpress.com/
me contate no Twitter: http://twitter.com/luizmuller
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Por Falar em Democracia
Dia 22 de novembro foi um dia histórico para o PT de Porto Alegre, uma verdadeira festa democrática que mostra a vitalidade de um partido que hoje está mudando o Brasil. Foram mais de 3.000 filiados(as) que compareceram às urnas e afirmaram no município o segundo turno.
Adeli representou 32% do partido que aposta na renovação, na afirmação de um PT para todos, na articulação constante com os movimentos sociais com renovação e diálogo.
No coluna do dia 26/11, a jornalista do Correio do Povo Taline Oppitz, declara: "Apesar da vitória de Pont, que defende cautela na busca de parceiros e na formação de coligações, o desempenho de seu adversário evidencia no Estado maior equilíbrio na correlação de forças entre as tendências e mudança na hegemonia da Democracia Socialista, a DS. Depois de dois anos resistindo à ampliação na política de alianças, atitude que levou o partido ao isolamento no Rio Grande do Sul e a emblemáticas derrotas na corrida pela Prefeitura de Porto Alegre e ao Piratini, o cenário interno começa a ser alterado. O recado negativo das urnas não foi o único que serviu como lição." A jornalista também trouxe a reflexão de que "os filiados avaliaram na eleição interna grupos do PT gaúcho dispostos a flexibilizar".
Como constata-se, há o crescimentos de "forças 'mais arejadas' do partido"!
Nesse sentido, fica o chamado:
Dia 06 de dezembro conclamamos todos os filiados(as) para comparecer novamente e construir um PT de unidade que dispute a hegemonia na sociedade na busca da construção do socialismo democrático.
"Nós vamos ser o presidente da UNIDADE do partido, porque saberemos abrir espaços para a LUTA SOCIAL. Nossas AÇÕES serão sempre de ampla consulta para que todas elas sejam DEMOCRÁTICAS. Nós vamos presidir o partido e não seremos chefe de grupo, para garantir a participação da MILITÂNCIA." ADELI SELL
Vereador Engº Comassetto;
Camara Municipal de Porto Alegre,
Av.Loureiro da Silva,255-Sala 241.
Fone e fax:51- 3220-4269 - 99335295
http://www.comassetto.blogspot.com/
Adeli representou 32% do partido que aposta na renovação, na afirmação de um PT para todos, na articulação constante com os movimentos sociais com renovação e diálogo.
No coluna do dia 26/11, a jornalista do Correio do Povo Taline Oppitz, declara: "Apesar da vitória de Pont, que defende cautela na busca de parceiros e na formação de coligações, o desempenho de seu adversário evidencia no Estado maior equilíbrio na correlação de forças entre as tendências e mudança na hegemonia da Democracia Socialista, a DS. Depois de dois anos resistindo à ampliação na política de alianças, atitude que levou o partido ao isolamento no Rio Grande do Sul e a emblemáticas derrotas na corrida pela Prefeitura de Porto Alegre e ao Piratini, o cenário interno começa a ser alterado. O recado negativo das urnas não foi o único que serviu como lição." A jornalista também trouxe a reflexão de que "os filiados avaliaram na eleição interna grupos do PT gaúcho dispostos a flexibilizar".
Como constata-se, há o crescimentos de "forças 'mais arejadas' do partido"!
Nesse sentido, fica o chamado:
Dia 06 de dezembro conclamamos todos os filiados(as) para comparecer novamente e construir um PT de unidade que dispute a hegemonia na sociedade na busca da construção do socialismo democrático.
"Nós vamos ser o presidente da UNIDADE do partido, porque saberemos abrir espaços para a LUTA SOCIAL. Nossas AÇÕES serão sempre de ampla consulta para que todas elas sejam DEMOCRÁTICAS. Nós vamos presidir o partido e não seremos chefe de grupo, para garantir a participação da MILITÂNCIA." ADELI SELL
Vereador Engº Comassetto;
Camara Municipal de Porto Alegre,
Av.Loureiro da Silva,255-Sala 241.
Fone e fax:51- 3220-4269 - 99335295
http://www.comassetto.blogspot.com/
APÓIAM ADELI À PRESIDÊNCIA DO PT PORTO ALEGRE
"Pela sua trajetória como militante histórico e qualificado, como gestor público e legislador comprometido com a comunidade da capital o Adeli é o mais indicado para presidir do PT de Porto Alegre no momento de afirmação partidária rumo à vitória com Tarso no RS e Dilma na presidência do Brasil". Adão Villaverde – Deputado Estadual
“Conheço Adeli Sell de longa data e sei do eficiente trabalho que tem realizado frente à Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Para presidente do PT da capital, precisamos de um companheiro engajado e dedicado, por isso, Adeli Sell é o meu candidato”, Deputado Federal Marco Maia (PT/RS), Vice-Presidente da Câmara.
"O companheiro Adeli tem uma trajetória destacada na construção do partido, de busca por decisões letivas, de compromisso com os movimentos sociais. Para os desafios que temos pela frente, ele é o candidato mais preparado para conduzir o PT em Porto Alegre". – Deputado Estadual e Presidente da ALERGS – Ivar Pavan
"Apoiar o colega vereador Adeli Sell à presidência do PT municipal é construir esperanças, motivar a militância e ter um PT para todos, unidos na perspectiva de voltar à Prefeitura de Porto Alegre e construir condições para uma vida melhor para os portoalegrenses". - Vereador Aldacir Oliboni
ARTICULAÇÃO DE ESQUERDA APÓIA ADELI NO 2º TURNO
A Articulação de Esquerda diante do 2º turno das eleições para a Presidência do Diretório Municipal de Porto Alegre reivindica os seguintes compromissos:
a) Fortalecimento das instâncias coletivas de direção. O Novo Presidente do PT de Porto Alegre, respeitado o seu espaço e legitimidade, deve pautar sua ação apartir da construção de posições coletivas do PT.O PT precisa de uma direção que seja coletiva e inclusiva.
b) Fortalecimento das instâncias Zonais. Estas instâncias é que estabelecem o contato cotidiano com os milhares de filiados e filiadas. O Seu fortalecimento redundará num partido mais orgânico, um partido que democratiza o espaço para ação de milhares de lutadores políticos e sociais.
c) Sede do PT. Defendemos que o PT de Poa mantenha uma Sede municipal e construa as condições para que existam sedes zonais ou regionais. O Ponto de encontro é reunião dos petistas deve ser um local de todo o partido e não o espaço de uma corrente ou mandato.
d) Direção e Vereadores. O Partido deve primar pela construção de posiçoes comuns entre os seus vereadores e a sua Direção Partidária. Devemos combater políticas isoladas. Respeitaremos e abriremos espaço para as posiçoes individuais, mas a política deve ser guiada por uma linha coletiva que dirija o seu DM e a sua bancada.
e) Que o partido promova junto a sua base em conjunto com o movimento popular um amplo debate sobre a reforma urbana no sentido da construção de uma opinião partidaria sobre o crescimento da cidade, circulação e transporte, preservação ambiental, preservação cultural e soluções de trabalho e renda para as populações de baixa renda.
Com base nestes elementos defenderemos o nosso voto no 2º turno no companheiro Adeli Sell.
Júlio Quadros .
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