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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O vai e vem do caminhar

Na maioria das cidades do Brasil, aqui em Porto Alegre de um modo especial, as pessoas são proibidas de caminhar. E com o olhar cada vez mais baixo, para cuidar por onde pisa, o porto alegrense pára de ver o todo... e os outros. As calçadas nem sempre existem, e quando existem forçam um andar torneado, curvilíneo e até rebolado de quem se equilibra numa corda bamba cotidiana. É como entrar num game e chegar na fase em que o chão se foi, ou se pula e passa a fase ou é game over.   

Já em pleno calçadão, a dita liberdade do passeador se transforma em obstáculo para outros. As famílias ladeadas com seus inúmeros membros esquecem dos caminhantes de outros. Na calçada, valem todos os caminhares: apressados, atrasados ou distraídos.

Em Bogotá, com o Programa Amor por Bogotá, eles ensinam os pedestres que caminhar pede um fluxo. Que ir e vir é uma expressão da vida real, do respeito ao vai e vem e que só existe quando é para os dois. E já tem cidade que vive fases mais evoluídas, em que já não é preciso riscar o chão.


Pensem nisto.
Porto Alegre tem que ousar mais.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Artigo (Adeli Sell) - É preciso separar e reciclar

Porto Alegre já foi exemplo de modernidade, em todos os sentidos. Hoje, está suspensa e em retrocesso.

O lixo era separado, recolhido e reciclado, sendo levado às cooperativas e associações de galpões de reciclagem. Hoje, nossos resíduos estão todos misturados. Lixo seco com  lixo orgânico, jogado pelas ruas de nossa cidade. E o pouco que é separado e tem utilidade, acaba na mão de atravessadores porque o caminhão do DMLU ou não passa ou passa fora de hora.

Um dos nossos maiores problemas da atualidade é a falta de uma política séria para o destino final dos resíduos sólidos. O melhor exemplo é que continuamos, há tempos, com apenas 16 galpões de reciclagem na cidade, estes quase sem matéria prima, pois o que ali chega é o resto do resto do lixo.

Carrinheiros e carroceiros acabam fazendo o que a Prefeitura não faz, mas caem nas mãos dos atravessadores, estes sim os que efetivamente ganham alguma coisa.

Quem perde com esta situação de descaso e abandono é o povo e o ambiente que estará no futuro tão degradado que nem mais vida poderá existir.

Sim, parece trágico, mas esta é a dura realidade. E eu quero enfrentá-la não apenas para estar em paz com a minha consciência, mas quero salvaguardar as gerações futuras com a saúde do planeta.

A Prefeitura deveria começar a realizar imediatamente uma campanha de educação ambiental nas escolas, de casa em casa, colocando depois fiscais para autuar e multar. Pois, na minha avaliação, depois da educação vem a pressão e a repressão. É assim que se faz.

A Prefeitura deveria multar e depois romper os contratos com as empresas terceirizadas que não cumprem os mesmos, deixando a população com o lixo espalhado pelas ruas como acontece nos dias atuais.

É hora de todos fazerem o seu dever. De um lado, devemos nós, os moradores da cidade, separar e buscar a reciclagem. Mas cabe ao DMLU fazer a sua parte, o que atualmente não está acontecendo.

Para ter vida e sustentabilidade no futuro, façamos agora o que não pode ser feito no amanhã.

*vereador e Presidente do PT-POA

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

“Porto Alegre, a modernidade suspensa”


Adeli Sell lança seu novo livro “Porto Alegre, a modernidade suspensa”, no próximo dia 3 de setembro, às 19 horas, no Instituto Cultural Norte-Americano, onde analisa a cidade em que vivemos, sua vocação e potencialidades. Mas ele não se contenta apenas em constatar os problemas. Fazendo uso de sua experiência de vereador da cidade há quatro mandatos, de ex-secretário da SMIC, professor, livreiro e, sobretudo, por seu compromisso de político engajado na construção de alternativas sociais, Adeli vai atrás de soluções, propondo uma gestão pública que pense no futuro sem deixar o cotidiano de lado.

O livro propõe que haja planejamento estratégico urbano, ambiental e econômico que vá além do período de mandato de cada gestor, projetos e ações que pensem a cidade nas próximas décadas, em sua globalidade. Pois, para Adeli, não basta trocar os problemas de lugar ou maquiar o que está estragado, pois “se a cidade não for pensada como um organismo vivo e íntegro, com todos os seus órgãos saudáveis e concatenados, a capital dos gaúchos seguirá fragmentada e as desigualdades e exclusões serão cada vez mais dramáticas”. No livro, Adeli aborda temas como a cidade legal e a cidade ilegal, mobiliário urbano, circulação e transporte, a exclusão e a inclusão social, a participação popular, além de apresentar um projeto de qualificação estética da capital, o “Pinta Porto Alegre”.

“Com este livro, tenho a pretensão de entrar em campo, jogar o jogo para vencer, sem desprezar adversários e ideias daqueles que pensam diferentemente de mim. Quero dialogar com os diferentes para construir o novo”, diz Adeli.

O que: lançamento do livro “Porto Alegre, a modernidade suspensa”
Quando: 3 de setembro, sexta-feira, às 19 horas
Onde: Instituto Cultural Norte-Americano (R. do Riachuelo, 1257 - Porto Alegre)


Quem é Adeli Sell:

Adeli Sell nasceu no município de Palhoça, em 1953, e criou-se em Cunha Porã (SC). Aos vinte anos, veio para Porto Alegre, onde se formou em Letras, na UFRGS. Professor e livreiro, sempre foi um lutador incansável em defesa da um Estado democrático e igualitário. Adeli foi um dos fundadores do PT, e nestes 30 anos de militância pautou-se por ampliar sua atuação, mas sem perder a referência ideológica. Secretário da SMIC no quarto governo da Administração Popular, apoiou a economia solidária e travou batalha sem fronteiras contra ilegalidades, como pirataria, contrabando e falsificação. Eleito vereador em 1996, atualmente exerce seu quarto mandato na Câmara de Porto Alegre.

Lucia Jahn – MTb 16502 – tel. 3220.4254 – adelisell@camarapoa.rs.gov.br

quarta-feira, 7 de abril de 2010

NOTA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES SOBRE A CRISE NA SAÚDE DE PORTO ALEGRE E PELA INSTALAÇÃO DE UMA CPI NA CÂMARA MUNICIPAL


As Direções executivas Estadual e Municipal e a Bancada de Vereadores do PT na Câmara de Porto Alegre vêm a público manifestar sua indignação com os episódios de corrupção envolvendo a gestão na Secretaria da Saúde do município, sob a administração do ex-prefeito José Fogaça. Administração que, reiteramos, está envolta em casos suspeitos de desvios de recursos públicos federais e de recebimento de propinas de uma empresa inidônea, responsável – pasmem – pela segurança em Unidades de Saúde até 2007!

Como se não bastasse o desvio de recursos federais na ordem de R$ 9,6 milhões, do Programa Saúde da Família, conforme inquérito policial, na última quinta, dia 01/04, o Ministério Público Estadual divulga que o assassinato do ex-Secretário da Saúde, Eliseu Santos, foi encomendado, portanto, uma execução por “motivo torpe e vingança”, conforme os promotores responsáveis pela investigação. A sensação de estarrecimento só aumenta na medida em que diligências da Policia Civil apontaram para latrocínio. A sociedade gaúcha exige das suas instituições a necessária prestação de contas relativas ao caso “Reação”, e que as instituições atuem com total transparência nesse e em todos os casos que envolvam a malversação de recursos públicos.

Em 2007, a Bancada de Vereadores do PT encaminhou requerimento para instalação de CPI, por conta de denúncias de propinas pagas pela “empresa” Reação a agentes públicos da Secretaria da Saúde. Em 19/05/2009, foi colhido depoimento de representante da Reação na Comissão de Saúde, com denúncias gravíssimas de corrupção na Secretaria da Saúde, o que apenas reforçou a urgência da CPI. Portanto, os vereadores do PT agiram a tempo e em consonância com sua missão de fiscalizar o poder executivo no município. Infelizmente, o requerimento pela instalação da CPI não obteve as assinaturas necessárias da base de vereadores do governo Fogaça.

Por fim, esperamos que a opinião pública seja devidamente esclarecida e a credibilidade das instituições preservadas. Todavia, reiteramos que a instalação de uma CPI na Câmara Municipal de Porto Alegre, para averiguar responsabilidades nos casos de desvios e de corrupção na gestão da Secretaria da Saúde, é uma tarefa inadiável para a elucidação dos graves problemas de desvios de recursos públicos numa área tão importante para nossa população.


EXECUTIVA ESTADUAL DO PT/RS
EXECUTIVA MUNICIPAL DO PT/POA
BANCADA DE VEREADORES DO PT NA CMPA

Porto Alegre, 6 de abril de 2010


FONES P/CONTATOS:
DEP. RAUL PONT (PRESIDENTE PT/RS) – (51) 3210-1313/99713876
VER. ADELI SELL (PRESIDENTE PT/POA) – (51) 3220-4254/99335309
VER. ENGº COMASSETTO (LÍDER BANCADA) – (51) 3220-4269/99335295

terça-feira, 30 de março de 2010

Jornalista Humberto Andreatta é praça na Vila Nova



A Vila Nova passa, a partir de agora, a ter uma praça que homenageia o jornalista Humberto Andreatta. O local, que até então não fora cadastrado, recebeu o nome deste profissional marcante na imprensa de nossa capital, jornalista sempre comprometido com a com a ética e com a verdade. A iniciativa do projeto é do vereador Adeli Sell, que agora foi aprovado pelo prefeito de Porto Alegre.

Localizada na rua Gervásio da Rosa com rua João Francisco Barbosa, bairro Vila Nova, Zona Sul da cidade, a praça é referência importante para a comunidade, sendo utilizada para esportes e lazer, contando com equipamentos infantis e quadra poliesportiva já instalados.
A escolha do homenageado partiu da iniciativa de amigos e admiradores do jornalista Humberto Andreatta. Referência de jornalismo ético, investigativo e comprometido com o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária, Betão Andreatta, como era conhecido, exerceu vários cargos, de repórter a editor, passando pelas funções de redator e chefe de reportagem, sempre preocupado em revelar as dificuldades que enfrentam os setores menos favorecidos da sociedade.



terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Denúncia de abuso de poder no SUS de Porto Alegre


Rodrigo Ribeiro, pedagogo especialista em docência do ensino superior, envia relato sobre uma situação surreal que está vivendo, envolvendo o SUS de Porto Alegre. No título do relato, ele resume a natureza do problema:

Por defender uma idosa na fila do SUS, sinto-me o Papai Noel, julgado criminalmente em “Milagre na rua 34”

“É pertinente iniciar este relato lembrando do diálogo entre o gato Chechire e Alice, em “Alice no país das maravilhas”. Alice pergunta qual o caminho seguir, pois eram vários, mas o gato responde que não importa o caminho, desde que se caminhe bastante e saiba onde se quer chegar. Minha caminhada tem sido plena, aos 32 anos estou banhado pelos ideais de justiça. Trata-se de um princípio herdado pelo pai, policial civil aposentado, e pelos ensinamentos da vida. Casado com uma enfermeira Mestre em Ciências da Saúde Humana que, formada há 10 anos, sempre atuou no SUS, pude contribuir com os principais princípios da Saúde brasileira. Foi por influência dela que cheguei a ser co-ministrante na disciplina de Organização do Processo de Trabalho em Enfermagem, onde a Carta dos Direitos dos Usuários do SUS é ensinada e defendida como premissa básica.

Há inúmeras correntes que atacam o SUS, usando de fatos tais quais os que estou vivendo, mas na verdade, o problema não é o SUS, e sim uma pessoa que o está gerenciando na mínima instância. O SUS é perfeito. No meu caso, a ingerência está na Prefeitura de Porto Alegre, especificamente na Unidade Básica de Saúde Vila Ipiranga, na Zona Norte. Abuso de poder, perseguição, desrespeito aos idosos, calúnia, são algumas das prerrogativas da gerência daquela UBS. Todos têm uma história, pois a minha retrata a mais vil prática de injustiça, desumanidade e opressão que poderia haver, sobretudo em se tratando da prestação de um serviço público tão visado quanto o SUS.

Com um problema preocupante no esôfago, estava na fila da UBS de meu bairro, e testemunhei a figura do segurança aos gritos com uma senhora pós cirúrgica – com a identidade em mãos, dizendo que ela não poderia consultar, pois não portava a carteira do SUS. Ao intervir, fui convidado a entrar na sala da gerente acompanhado da senhora, mas quando a gerente percebeu que eu havia conhecido a idosa na fila, chamou o segurança para me expulsar da sala. Após muitas lágrimas da idosa, e minha insistência a favor dela do lado de fora, a gerente “sensibilizou-se” e disponibilizou de uma ficha, vários lugares atrás. Eu também fui penalizado com a perca de alguns lugares na fila.

A partir daquele instante, comecei a ser literalmente perseguido pelo segurança e pela gerente da UBS. Não entendo como uma UBS formada por uma equipe tão dinâmica e prestativa, tal qual esta da Vila Ipiranga, na Zona Norte de Porto Alegre, pode ter um segurança e uma gerente tão ditadores quanto se apresentaram para mim, um usuário que não se calou diante de uma injustiça contra uma idosa.

Sempre que eu ia verificar meus encaminhamentos de exames e para especialistas, meu nome não estava na listagem. Lógico, diante da condição que me encontrava, suspeitando da perseguição, solicitava o direito de ver meus prontuários, agenda completa dos encaminhamentos, saber a ordem que me encontrava. Tudo era negado, inclusive sendo até impedido meu acesso à UBS. Diante de meu protesto, verbalizando educadamente o senso de indignação, o segurança e a gerente chamavam a Guarda Municipal, que, percebendo a própria injustificada presença de policiais, convenciam a gerente a conversar comigo, porém ela sempre mostrava dados incompletos. Em um dos encontros com a Guarda Municipal na UBS da Vila Ipiranga, um deles amigavelmente orientou-me a denunciar a situação no serviço “Fala Porto Alegre – 156”, o que fiz prontamente.

Até hoje não recebi um parecer da Prefeitura de Porto Alegre a respeito dos fatos, mas foi para se vingar, que a gerente do posto, provavelmente em comum acordo com o segurança, denunciou-me criminalmente na 14ª DP, dizendo que eu gritava, fazia baderna, perturbava a paz e o sossego alheio e que me fiz passar por acompanhante de uma idosa.

Enfim, vou a julgamento.

Urge um manifesto popular contra esta prática, a da opressão em qualquer serviço público ou privado. Não pode, um cidadão de bem, trabalhador, que prega a paz, a justiça, a humanidade, ser perseguido desta forma. Paulo Freire, em “A pedagogia do oprimido”, fala da cadeia de opressão que assola o sistema. Certamente o SUS não é o topo desta cadeia, bem ao contrário, ele representa a democratização da saúde, mas tenho certeza que a gerente da UBS em Porto Alegre serve a alguém.

Em “Milagre na rua 34”, Papai Noel foi absolvido da acusação de ser louco por pregar a paz, a benevolência, o espírito de natal. Advogados me disseram que o Juizado Especial Criminal não é filme”.

Do blog RS Urgente - Marco Weissheimer

sábado, 23 de maio de 2009

EU VI O INFERNO (na Vila Pinto)



clique nas fotos para ampliar.
Neste sábado, dia 23, percorri a Vila Pinto, da rua T3 até o Beco P1.
As fotos falam por si, é lixo e entulho por todos os lados. O arroio vive atrolhado de lixo e entulhos, colocando em risco as casas vizinhas quando as chuvas aumentam.
O mau cheiro é insuportável. Umidade em todos os lugares, causando vários problemas de saúde, especialmente para as crianças e idosos.
Dentro do arroio há uma árvore que ameaça cair sobre várias casas, mas a SMAM, apesar das várias solicitações, não corta.
Dias atrás duas casas queimaram e não sobrou nada. Depois de muita batalha, conseguimos que o Demhab fornecesse duas casas de emergência, mas faltam as coisas básicas para o dia a dia destas pessoas, das louças ao agasalho de inverno.
A Vila virou pista de decolagem de urubus, que passam o dia sobrevoando a região, num triste espetáculo da miséira. Uma vergonha e um descaso.
Onde anda a nossa Prefeitura?
Estamos entregando ao prefeito, nesta segunda, um dossiê completo deste INFERNO QUE EU VI NA VILA PINTO.