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quarta-feira, 12 de maio de 2010

FALA BRASIL! TAMBÉM É REVISTA


Na foto, Rosy Moreno, Margarete Moraes, Adeli, Paulo Ferreira,
Rosane Scherer e Adroaldo Bauer.

Dia 7 de maio foi lançado o primeiro número da revista Fala Brasil: A cultura preto no branco, em evento que reuniu amigos, apoiadores e admiradores, entre os quais me incluo. Símbolo de resistência cultural em nossa cidade, Rosane Scherer há 15 anos edita o jornal Fala Brasil!, em parceria com importantes companheiros de caminhada, como Zé Augustho Marques, Danúbio Gonçalves e Adroaldo Bauer.

O Fala Brasil agora ganhou mais um formato, mais bonito, mais perene, mas igualmente combativo em prol da cultura que se faz e que se deseja fazer. Divulgando as manifestações artísticas e culturais, vai muito além. Não se limitando a informar, também forma as novas plateias, leitores, ouvintes, pois incita à reflexão, ao debate, traz o contraditório do senso comum, lança outras luzes sobre o que já existe.

Quero, aqui, dar um abraço muito carinhoso em Rosane Scherer e Zé Augustho Marques, responsáveis por um trabalho incansável para garantir recursos que permitam que, ano após ano, todos os meses, de forma gratuita, o jornal esteja em mais de 120 pontos de distribuição da cidade. Espaços culturais e institucionais, como teatros, museus, câmaras legislativas, universidades, além de hotéis, livrarias, shoppings e assinantes de outras cidades recebem o Fala Brasil!, garantindo um público de cerca de 30 mil leitores, que inclui consumidores de cultura e formadores de opinião.

Depositários de nossas memórias culturais, o Fala! a cada dia se lança ao novo. E aí está a revista, feita com suor, coragem e muita garra, que é o que se precisa para conseguir sobreviver de forma independente numa sociedade dominada por uma mídia tão monopolizadora como a de hoje.

Longa vida ao Fala Brasil!


O lançamento da Revista foi também oportunidade de encontrar bons amigos, como Margarete Moraes e Paulo Ferreira, que no momento moram em Brasília, mas sempre que podem  estão em nossa cidade.      
Na foto, Paulo Ferreira, Margarete Moraes, Zé Augustho Marques, Adeli, Leila Mattos e Pedro Mazan.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A cidade de todos

Adeli Sell*

Lei municipal, aprovada em 2008, determina que as carroças sejam gradativamente reduzidas em nossa cidade até sua total extinção, num prazo de oito anos. Mas, para que a lei seja aplicada, é necessário assegurar que as pessoas que fazem uso desse instrumento tenham condições de se sustentar.

Levado por esta preocupação, apresentei projeto, aprovado no dia 7 de abril corrente, que institui o Fundo Municipal para a reinserção de catadores, carrinheiros e carroceiros em novas atividades produtivas e laborais, através de cursos de formação de mão de obra. Com isso, aqueles que trabalham como catadores terão condições de migrar para outros ramos de atividade, garantindo a sobrevivência e dignidade de suas famílias. A aplicação do Fundo, além de beneficiar os catadores, será decisiva para ajudar a resolver o problema do sofrimento dos cavalos na cidade.

Em minha atuação como vereador, tenho me pautado por uma visão de respeito a todos os seres vivos da cidade: pessoas e animais. Por isso, busco instrumentos que disciplinem e aprimorem a vida. Foi nesse sentido que, em 2001, fiz a lei que determina recolhimento de dejetos de cachorros nas ruas da cidade, e agora, a ampliação desta para os cavalos, através de bolsas coletoras, enquanto as carroças não forem retiradas das ruas. Infelizmente, alguns entenderam que isso levaria a mais sofrimento para os animais. Em momento algum pretendi que cavalos fossem submetidos ao uso de “fraldões”, o que seria ridículo e um desrespeito à natureza. O que promulgo é que, ao invés de largados pelas ruas, os dejetos sejam recolhidos em um suporte – que pode ser lona, plástico ou outro material adequado – colocado entre os varões das carroças, sem causar incômodo aos animais nem custos adicionais a seus proprietários. Aos dejetos, será dado fim adequado, que podem inclusive ser utilizados como adubo.

A cidade que queremos, é um lugar onde todos, pessoas e animais, possam viver de forma digna e terem seus direitos respeitados.

terça-feira, 30 de março de 2010

Jornalista Humberto Andreatta é praça na Vila Nova



A Vila Nova passa, a partir de agora, a ter uma praça que homenageia o jornalista Humberto Andreatta. O local, que até então não fora cadastrado, recebeu o nome deste profissional marcante na imprensa de nossa capital, jornalista sempre comprometido com a com a ética e com a verdade. A iniciativa do projeto é do vereador Adeli Sell, que agora foi aprovado pelo prefeito de Porto Alegre.

Localizada na rua Gervásio da Rosa com rua João Francisco Barbosa, bairro Vila Nova, Zona Sul da cidade, a praça é referência importante para a comunidade, sendo utilizada para esportes e lazer, contando com equipamentos infantis e quadra poliesportiva já instalados.
A escolha do homenageado partiu da iniciativa de amigos e admiradores do jornalista Humberto Andreatta. Referência de jornalismo ético, investigativo e comprometido com o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária, Betão Andreatta, como era conhecido, exerceu vários cargos, de repórter a editor, passando pelas funções de redator e chefe de reportagem, sempre preocupado em revelar as dificuldades que enfrentam os setores menos favorecidos da sociedade.