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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Canoas ganhou neste sábado sua primeira Bibliopraça


Os livros chegaram à praça, e desta vez pra ficar. Canoas inaugurou neste sábado, 14, a primeira biblioteca com estrutura fixa em uma praça na cidade, e também, a pioneira em seu modelo no país. Trata-se da Bilbiopraça, uma estrutura na forma de um grande livro, que, quando aberto, em forma de leque, transforma-se em prateleiras. Cada “página” tem 1,30 metro de comprimento por 1,75 metro de altura. O equipamento, feito de metal, comporta 150 livros de diversos gêneros e foi inaugurado na Praça Dona Mocinha (localizada entre as ruas Alegrete e Júlio de Castilhos), no bairro Niterói.

Antes de ser oficialmente inaugurada, a Bibliopraça já estava exposta para população. Morador do bairro, o motoboy Jorge Adriano da Rosa, 36 anos, foi o primeiro a se cadastrar para o empéstimo de livros. “Adoro ler de tudo, como ficção, livros de época e de grandes autores. A iniciativa é ótima, pois facilita o acesso à literatura”, disse.

O empréstimo de livros será uma das facilidades ao alcance da população. O cadastro pode ser feito no local, com a apresentação de documento de identificação e comprovante de residência. Os livros podem ser levados por uma semana. Quem optar, pode ler na praça, sem necessidade de cadastro.

ESTÉTICA

Além de ferramenta para a expansão da leitura, a Bibliopraça também embeleza a recém revitalizada praça Dona Mocinha. Colocada em estrutura fixa, sob um pergolado de madeira, o ‘livro gigante” reproduz a capa e contracapa de uma publicação quando está fechado. Na cor verde, integra-se à predominância dos elementos naturais, como canteiros e árvores, da praça. Modelo igual não existe no país, garante o titular da Cultura, Jéferson Assumção.

FUNCIONAMENTO

Os livros estão distribuídos na proporção de 30% de obras para o público adulto; 30 % de literatura juvenil; 30% destinado ao público infantil e 10% dos livros de autores canoenses.

O gerenciamento da Bibliopraça Dona Mocinha fica a cargo da comunidade local, através de um comitê gestor e da subprefeitura da região (Sudeste), onde também poderão ser feitas as inscrições para os empréstimos (que também podem ser feitas junto à Biliopraça).

O funcionamento inicial é de sexta-feira a domingo, das 12 às 17 horas. Uma parceria com um comércio local garante que as devoluções possam ser feitas em qualquer dia da semana, e inclusive, o local terá alguns livros à disposição nos dias em que a bibliopraça não estiver funcionando.

O projeto integra o PAC (Plano de Ação por Canoas) da Prefeitura. Além da Bibliopraça Dona Mocinha, Canoas possui desde 2009 duas Biblioparques (nos dois principais parques da cidade), cinco bibliotecas públicas municipais, dez bibliotecas comunitárias e quatro Arcas das Letras nas regiões rurais. Estão sendo selecionados 15 pontos de leitura para toda a cidade. No dia de hoje, 15, o prefeito municipal Jairo Jorge, assina a ordem de serviço da reforma de quatro outras praças de Canoas – Praça da Brigada (Guajuviras), Praça Pio X (Mathias Velho), Praça Imaculada (Rio Branco) e Praça da Emancipação - Centro. Todas elas terão bibliopraças.

A bibliopraça é uma ação que constitui o Plano Municipal de Livro,

Leitura e Literatura (PMLLL), focado em quatro eixos:

- Democratização do Acesso
- Fomento à Leitura e à Formação de Mediadores
- Valorização da Leitura e Comunicação
- Desenvolvimento da Economia do Livro

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

“Porto Alegre, a modernidade suspensa”


Adeli Sell lança seu novo livro “Porto Alegre, a modernidade suspensa”, no próximo dia 3 de setembro, às 19 horas, no Instituto Cultural Norte-Americano, onde analisa a cidade em que vivemos, sua vocação e potencialidades. Mas ele não se contenta apenas em constatar os problemas. Fazendo uso de sua experiência de vereador da cidade há quatro mandatos, de ex-secretário da SMIC, professor, livreiro e, sobretudo, por seu compromisso de político engajado na construção de alternativas sociais, Adeli vai atrás de soluções, propondo uma gestão pública que pense no futuro sem deixar o cotidiano de lado.

O livro propõe que haja planejamento estratégico urbano, ambiental e econômico que vá além do período de mandato de cada gestor, projetos e ações que pensem a cidade nas próximas décadas, em sua globalidade. Pois, para Adeli, não basta trocar os problemas de lugar ou maquiar o que está estragado, pois “se a cidade não for pensada como um organismo vivo e íntegro, com todos os seus órgãos saudáveis e concatenados, a capital dos gaúchos seguirá fragmentada e as desigualdades e exclusões serão cada vez mais dramáticas”. No livro, Adeli aborda temas como a cidade legal e a cidade ilegal, mobiliário urbano, circulação e transporte, a exclusão e a inclusão social, a participação popular, além de apresentar um projeto de qualificação estética da capital, o “Pinta Porto Alegre”.

“Com este livro, tenho a pretensão de entrar em campo, jogar o jogo para vencer, sem desprezar adversários e ideias daqueles que pensam diferentemente de mim. Quero dialogar com os diferentes para construir o novo”, diz Adeli.

O que: lançamento do livro “Porto Alegre, a modernidade suspensa”
Quando: 3 de setembro, sexta-feira, às 19 horas
Onde: Instituto Cultural Norte-Americano (R. do Riachuelo, 1257 - Porto Alegre)


Quem é Adeli Sell:

Adeli Sell nasceu no município de Palhoça, em 1953, e criou-se em Cunha Porã (SC). Aos vinte anos, veio para Porto Alegre, onde se formou em Letras, na UFRGS. Professor e livreiro, sempre foi um lutador incansável em defesa da um Estado democrático e igualitário. Adeli foi um dos fundadores do PT, e nestes 30 anos de militância pautou-se por ampliar sua atuação, mas sem perder a referência ideológica. Secretário da SMIC no quarto governo da Administração Popular, apoiou a economia solidária e travou batalha sem fronteiras contra ilegalidades, como pirataria, contrabando e falsificação. Eleito vereador em 1996, atualmente exerce seu quarto mandato na Câmara de Porto Alegre.

Lucia Jahn – MTb 16502 – tel. 3220.4254 – adelisell@camarapoa.rs.gov.br