segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PT divulga carta resposta ao PCdoB e PSB

A Comissão Executiva do PT de Porto Alegre aprovou nesta segunda-feira (12/09) carta em resposta ao documento encaminhado ao partido pelo PCdoB e PSB. No documento, a sigla reitera que terá o protagonismo necessário de um partido com o tamanho e com a história do PT nas eleições 2012 e informa que, por seu acúmulo programático, experiência e capacidade de gestão pública, também se propõe a apresentar nome para constituir uma ampla aliança democrática e popular para 2012. Neste sentido, o PT dará continuidade ao diálogo com todos os partidos que dão sustentação ao Governo Tarso Genro.

Veja documento na íntegra

Companheiros(as) das Direções Municipais do PCdoB e PSB e seus militantes

A Comissão Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores, respeitosamente, dirige-se às Direções e aos militantes do PCdoB e PSB, em resposta a carta enviada ao PT sobre as eleições 2012.

Com a participação da população e da Frente Popular, o PT de Porto Alegre teve a honra de ajudar a escrever algumas páginas da trajetória política de nossa querida capital. O PT acumulou, nos 16 anos em que esteve à frente do Paço Municipal, ricas e variadas experiências de gestão e planejamento participativo.


Num processo de co-gestão da cidade através do Orçamento Participativo, conselhos, movimentos sociais e quatro congressos da cidade foram construídos resultados importantes na melhoria da qualidade de vida e cidadania. O nascimento do Fórum Social Mundial, em Porto alegre, é um exemplo emblemático da importância da nossa gestão na cidade para o mundo.

Agora estamos trabalhando para implementar e desenvolver nosso programa democrático e popular através de nossos governos Dilma e Tarso, com a vossa participação efetiva, além de acompanhar e construir as pautas dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil na busca de uma vida digna e plena de direitos. Entretanto, o debate eleitoral de 2012 tem sido antecipado. Vários partidos, com todo o direito que lhes cabe, já lançaram candidatos antes mesmo do debate de programa de governo e de uma política de aliança do campo popular. Na imprensa e em geral surgem especulações de todo o tipo sobre a posição do PT. Por isso, queremos reiterar que teremos o protagonismo necessário de um partido com o tamanho e com a história do PT nas eleições 2012.

O PT, por seu acúmulo programático, experiência e capacidade de gestão pública, por sua trajetória inovadora e exitosa na administração municipal, pela sua representação política e social em Porto Alegre, propõe-se a apresentar também  nome para constituir uma ampla aliança democrática e popular para construir a vitória nas eleições 2012 e voltar ao Paço Municipal. Neste sentido, o PT dará continuidade ao diálogo com todos os partidos que dão sustentação ao Governo Tarso Genro.

Queremos reiterar aos camaradas do PCdoB e PSB, que respeitamos todas as candidaturas do campo popular e através de um processo de debate programático e de diálogo, buscaremos a unidade do campo popular tanto no 1º turno como no 2º turno das eleições 2012.

Por último, afirmamos nossa diretriz central, que é tornar Porto Alegre uma cidade com desenvolvimento econômico e social ambientalmente sustentável e de democracia participativa e popular. Conceitos esses, que estiveram expressos e foram vitoriosos em lutas recentes ocorridas na cidade, que combinaram a luta por direito à moradia digna com a preservação da natureza.

Porto alegre, 12 de setembro de 2011

COMISSÃO EXECUTIVA DO PT DE PORTO ALEGRE

sábado, 10 de setembro de 2011

GHC quer se tornar referência na saúde do Brasil

O Centro de Eventos Iole Kunze ficou lotado em mais uma edição do Almoço Temático promovido pelo PT-POA
Diretores, gerentes e funcionários do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) tem um desafio imenso pela frente: resolver, nos próximos 100 dias, a superlotação na maior emergência 100% SUS do Estado, garantindo acesso e melhorando a qualidade nos atendimentos. A informação foi dada na última sexta-feira (09.09) pelo Diretor-Superintendente do GHC Carlos Eduardo Nery Paes, durante mais um almoço temático promovido pelo PT de Porto Alegre.

“Nós precisamos além de investir na saúde, melhorar o acesso à cidadania, pois saúde é um dever do Estado e um direito de qualquer cidadão”, disse Paes ao fazer um relato sobre as políticas de saúde implantadas pelo Grupo. Segundo ele, por solizitação do Ministério da Saúde, o Hospital Conceição está promovendo uma campanha para agilizar processos internos e repensar fluxos e as rotinas de trabalho dentro do Hospital.

Na avaliação do dirigente, a superlotação da Emergência não se dá apenas em função da demanda, mas também pelas internações inadequadas, fora de área, em macas e cadeiras. “Hoje, temos uma média de 153 pessoas aguardando internação no hospital para 50 leitos. Chegamos, no entanto, há 185 pessoas para 50 leitos, o que é considerado desumano e inaceitável”.

Para tanto, o Hospital está promovendo melhorias que vão desde solução de tarefas diárias a maior agilidade na realização de cirurgias, por exemplo.

 Adeli SEll, Carlos Eduardo Nery Paes e Caçapava
Conheça o GHC
Referência no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) é formado pelos hospitais Conceição, Criança Conceição, Cristo Redentor e Fêmina, 12 postos de saúde do Serviço de Saúde Comunitária e três centros de Atenção Psicossocial. Os quatro hospitais dedicam-se a atender as diversas necessidades de cuidados das pessoas, sendo responsáveis por 35% de todas as internações pelo SUS em 2009 em Porto Alegre. Quase 16% de todos os atendimentos ambulatoriais em hospitais pelo SUS na Capital ocorrem no Grupo.

Vinculada ao Ministério da Saúde, essa estrutura reconhecida nacionalmente forma a maior rede pública de hospitais do Sul do país, com atendimento 100% SUS. Com uma oferta de 1.564 leitos, é responsável pela internação de 59,9 mil gaúchos por ano.

Com uma equipe de 7.913 profissionais, o GHC é responsável por cerca de 2,2 milhões de consultas e outras 36,1 mil cirurgias anuais. Em exames, o Grupo contabiliza cerca de 3,3 milhões por ano. A instituição faz o diagnóstico de mais da metade dos casos esperados de câncer para a população de Porto Alegre. O GHC é responsável por 25% dos atendimentos de emergência da Capital.

A instituição também é considerada o berçário dos gaúchos. Em 2009, o Conceição e o Fêmina fizeram 53% dos partos de Porto Alegre. Dos cerca de 18,5 mil nascimentos anuais em Porto Alegre, quase 9,8 mil ocorreram no Conceição e no Fêmina, o que significa mais de um nascimento por hora.

Mulheres
Além da média salarial ser uma das mais altas do Brasil, outro ponto interessante abordado por Paes diz respeito ao quadro de funcionários. Segundo ele, dos cerca de 8 mil funcionários, 74% são mulheres.

O secretário de Movimentos Populares do PT-POA, Danilo Toigo Farias Caçapava foi quem mediou o debate. A atividade também foi prestigiada pelo presidente do PT-POA Adeli Sell, vereador Aldacir Oliboni, Coordenador da UL Gerson Almeida e Celso Woyciechowski, presidente da CUT-RS.

Na próxima sexta-feira (16.09) teremos mais uma edição do almoço temático. Na pauta, o PT e o Movimento Sindical. A atividade ocorre por adesão e pode ser confirmada através do fone 3211-4888.

Por Tatiana Feldens, Asscom PT-POA

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bons exemplos que podemos implantar por aqui

Veja que legal esta iniciativa implantada no velho mundo. Instalaram por lá um outdoor movido a energias renováveis - vento ou solar. O mais legal disto tudo é que o "letreiro" só acende quando tem energia suficiente pra isso.

O outdoor europeu está localizado próximo ao aeroporto de Heathrow, em Londres. É movido por 96 paineis solares, além de 5 turbinas eólicas.

Assista ao vídeo em inglês ao lado.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PT-POA que garantir nominata feminina em 2012


O presidente municipal do PT-POA, vereador Adeli Sell, fez nesta terça-feira (06.09) um almoço com um grupo de mulheres do partido. Elas comemoraram a reforma do Estatuto do PT que garantiu a participação feminina em 50% na composição das direções, delegações, comissões e cargos com funções específicas de secretarias.

Na oportunidade, discutiram também uma mobilização que garanta o máximo de candidatas mulheres na nominata para as eleições de 2012.

A Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres Márcia Santana ressaltou a necessidade de derrubar o mito de que o partido não terá mulheres para completar o processo de paridade. Também sugeriu a realização de caravanas nas zonais, com agendas descentralizadas, buscando além de filiar mulheres, mobilizar a participação feminina para as próximas eleições.

“É um bom momento para pensarmos em avanços”, disse Márcia, acrescentando que o argumento de que “não basta ser mulher” já não pode mais ser utilizado pelo partido. “Precisamos fortalecer a relação e focar na política”, completou.

Na avaliação de Adeli Sell, “a paridade de gêneros mostrou que o PT é um partido igualitário. Cabe a mim agora, como presidente do diretório municipal, mobilizar e incentivar as companheiras a serem candidatas; fazer campanha e ajudá-las a se elegerem no ano que vem”, disse Adeli.

As secretárias de políticas para as mulheres do PT estadual e municipal, Catherine Topper e Dalva Chagas, respectivamente, participaram do encontro. A Secretária de Comunicação do PT-POA, Michele Sandri, e a Secretária Geral do PT-RS, Eliane Silveira também participaram da atividade.

Paridade
O PT já havia sido uma legenda precursora ao estabelecer a cota de 30% de mulheres na direção do Partido. Agora a sigla sai na frente mais uma vez, reconhecendo a necessidade de ter uma aposta igualitária entre homens e mulheres, cavando espaços de poder e espaços de decisão.

As mulheres do PT construíram muitas vitórias, inclusive a vitória histórica de Dilma Rousseff presidenta da República. São mulheres do campo e da cidade, mulheres indígenas, brancas e negras que construíram esse Partido. Essas mulheres que hoje integram a legenda amanhã estarão nas ruas dizendo que mais uma vez o PT diz sim para as mulheres.


Agenda
A Secretária de Mulheres do PT-POA, Dalva Chagas, aproveitou a oportunidade para convocar todos para reunião no próximo dia 12 de setembro, às 18h:30min, na sede municipal do PT. Estará em pauta a Organização do Encontro Setorial Municipal; Aprovação do Regimento Eleitoral e demais Informes.

Por Tatiana Feldens, Asscom PT-POA

Camelôs invadem centro de Porto Alegre novamente



Por Marcelo Bumbel / Blog Porto Imagem

Camelôs vendendo DVDs piratas estão tomando conta da subidinha da Rua da Praia. Eram 2, depois 3, agora já são 5, e estão tendo coragem de avançar Andradas adentro. Todos os dias que passo pela Rua da Praia vindo da Independência eles estão lá de plantão, tornando a estreita calçada ainda mais difícil de caminhar. Já mandei inúmeros e-mails para a SMIC, e nada.

O vereador Adeli Sell acaba de dizer na Rádio Pampa que a SMIC não tem funcionários suficiente e que a prefeitura precisaria contratar mais, que já estariam concursados.

Aos amigos do PortoImagem, ajudem no bombardeio de e-mails ao pessoal da SMIC: não podemos deixar que essa gente tome conta do nosso centro de novo:

fiscal@smic.prefpoa.com.br
sonia@sma.prefpoa.com.br
valtern@smic.prefpoa.com.br

PT responderá às cartas de PCdoB/PSB e PDT

O presidente municipal do PT, vereador Adeli Sell, informou hoje (06.09) que o partido deve continuar analisando as cartas enviadas ao partido pelo PCdoB/PSB e PDT e respondê-las com toda a serenidade que a conjuntura política exige.

"Não há necessidade de pressa, pois estamos distantes do pleito", disse Adeli.

Uma nova reunião da Executiva partidária será realizada dia 12, quando também será ouvido o deputado federal Henrique Fontana, que poderá colocar seu nome também para a disputa. Adeli Sell e Raul Pont já disponibilizaram seus nomes ao partido.

O PT da Capital também prepara uma grande plenária para o dia 1° de outubro para tratar do tema com a militância petista.

Asscom PT-POA

Seminário As Eleitas, Os Eleitos prossegue hoje na Câmara

Partidos e carreiras políticas na América Latina. Este é o tema que está sendo debatido na manhã desta terça-feira no Seminário Internacional As Eleitas, Os Eleitos, na Câmara Municipal de Porto Alegre. O evento, que está sendo coordenado pelo vereador Adeli Sell, é uma promoção da Câmara em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A programação do seminário foi desenvolvida visando apresentar experiências de instituições de referência no debate sobre papel de um parlamentar.

A atividade também marca o 238º aniversário da Câmara Municipal, comemorado hoje, dia 6 de setembro, e conta com o apoio da Associação Brasileira de Ciência Política, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Ufrgs e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Integram a mesa Miguel Serna, da Universidad deLa Republica (Uruguai), Robert Funk, da Universidad de Chile e Socorro Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Assessoria do vereador

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PDT também formaliza convite ao PT-POA

Adeli disse que o partido irá analisar a carta junto com o documento enviado na semana passada pelo PCdoB e PSB
O presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan, e o prefeito José Fortunati entregaram na noite desta segunda-feira (05/09) documento formal à Direção do Partido dos Trabalhadores em Porto Alegre com o propósito de iniciar o debate sobre o processo eleitoral de 2012.

O presidente municipal Adeli Sell, e seu respectivo vice, Rodrigo Oliveira (foto), recebaram o documento, junto com os demais integrantes da Executiva Municipal. O texto lembra as participações do PDT nos governos petistas em nível federal e estadual, exalta semelhanças entre as administrações petistas em Porto Alegre com a administração do pedetista Alceu Collares à frente da prefeitura, e também com as administrações de José Fogaça e Fortunati.

Veja carta na íntegra

Porto Alegre, 05 de setembro de 2011.

Companheiros do Partido dos Trabalhadores:

Após os encontros entre o Presidente do PDT, Carlos Lupi e o Presidente Nacional do PT, Deputado Rui Falcão, e, posteriormente, com o Presidente Regional do PT, Raul Pont, e o Presidente Municipal do PT de Porto Alegre, Vereador Adeli Sell, ocorridos há poucos dias, tomo a iniciativa de procurar o PT do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre com o propósito de buscar iniciar um profícuo debate sobre o processo eleitoral de 2012 e 2014.

Como o PDT tem uma participação ativa tanto no Governo da Presidente Dilma Rousseff como no Governo de Tarso Genro, nos parece adequado que iniciemos com o PT um profundo debate sobre o processo eleitoral no Rio Grande do Sul, enfocando especialmente a cidade de Porto Alegre. Como o PDT vem tendo a responsabilidade de conduzir a administração da Capital de Todos os Gaúchos, desejo fazer algumas ponderações para a importância do debate e da busca de parceria entre os nossos partidos em Porto Alegre:

1.O primeiro ponto a destacar é de que a história de Porto Alegre está vinculada ao processo de participação popular advindo de um tecido social muito organizado através das suas associações de moradores, clubes de mães e outras formas de organização popular. É importante lembrar que o Prefeito Alceu Collares foi quem primeiro procurou estabelecer uma relação institucional com o movimento popular através da criação dos Conselhos Populares que tiveram grande presença na cidade naquele momento. Com a posse do Prefeito Olívio Dutra, o Partido dos Trabalhadores instituiu o Orçamento Participativo- OP, a inversão de prioridades, a coleta seletiva do lixo e outras políticas públicas inovadoras, onde o PDT e o atual Prefeito José Fortunati tiveram uma participação importante na sua formatação;

2.Também é necessário relembrar o aprofundamento das políticas sociais implementadas pelos nossos governos, com destaque para as áreas da criança e adolescente em situação de risco, moradias populares, saneamento básico, entre outras. Foi na gestão do Prefeito Raul Pont que Porto Alegre obteve, por duas vezes, o reconhecimento de Cidade Amiga da Criança, processo que foi coordenado pelo então vice-prefeito José Fortunati. Em 2008 voltamos a receber o mesmo reconhecimento;

3.Todo o esforço traduzido em 16 anos de governo da Administração Popular tiveram continuidade na gestão que se iniciou em 2005 e estão sendo aprofundados na atual gestão de Fortunati. Estamos presenciando um processo de revitalização da Democracia Participativa, com o resgate de demandas históricas do OP, com um forte investimento no atendimento do Plano de Investimentos, no fortalecimento do Conselho do Orçamento Participativo, na realização do V Congresso da Cidade, na realização do Fórum Social Mundial (que retornou ao RS em 2009), do Congresso da Rede Metrópolis, entre outras ações;

4. Além do mais, estamos investindo na qualificação dos serviços públicos oferecidos ao cidadão de Porto Alegre. Um exemplo disso é a modernização da área da saúde, a exemplo de cidades como Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, a mecanização da coleta do lixo, a ampliação da coleta seletiva para todos os bairros da cidade, a implantação do Programa Integrado Sócioambiental, iniciado em 2005, que vai possibilitar que a cidade possa chegar ao patamar de 80% do seu esgoto cloacal tratado até 2013, o atendimento ao cidadão através da modernização do “156”, entre outras iniciativas;

5.Também é importante salientar a grande parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre com o Governo Federal que tem se traduzido numa série de investimentos importantes para a cidade, como as obras para a Copa do Mundo, o PISA, o Programa Minha Casa Minha Vida e, provavelmente, o futuro metrô de Porto Alegre. O mesmo tem acontecido com o Governo Estadual onde a parceria já resultou na construção de uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA, que está em sua fase final na zona norte da cidade, a projetada requalificação do Cais Mauá, entre outras;

6.Temos plena consciência de que a Política Econômica que vem sendo adotada pelo Governo Federal tem sido a responsável pelos belos indicadores do desenvolvimento do nosso Estado e Cidade. Hoje, Porto Alegre, devido à política econômica séria implantada pelo Presidente Lula e que tem sua continuidade com a Presidente Dilma Rousseff, tem propiciado a Porto Alegre o menor índice de desemprego entre todas as capitais brasileiras.

7.Com o propósito de aprofundar e intensificar um movimento de qualificação da cidade de Porto Alegre, oferecendo ainda melhores condições de vida aos seus moradores, especialmente daqueles que mais necessitam do Poder Público, o PDT entende ser importante a parceria com o PT para o próximo governo municipal, garantindo deste modo, uma maior governabilidade que possibilite a realização de novos investimentos e ações públicas com o propósito de deixar um grande legado para as presentes e futuras gerações da cidade;

8.Com este objetivo, o PDT propõe que o PT participe na construção do programa de governo de Porto Alegre, juntamente com os demais partidos, para o período 2013-2016 e apresenta o nome do Prefeito José Fortunati para encabeçar uma coligação ampla e sólida para as eleições de 2012 a exemplo do que tem ocorrido na esfera federal, baseado no histórico político, administrativo e ético da sua figura, na sua militância junto aos movimentos popular e sindical e partidária. Cabe lembrar que Fortunati sempre apoiou o Governo Lula e esteve, desde o primeiro momento, no primeiro turno, ao lado da Presidente Dilma Rousseff, em todo o processo eleitoral;

9.De forma alguma, não deixaremos de reconhecer a legitimidade de outras opções existentes, especialmente a da candidatura própria, tão ferrenhamente defendida por vários militantes petistas. Mas, entendemos que devamos continuar construindo um pólo político capaz de viabilizar não somente uma alternativa vitoriosa no processo eleitoral de 2012, mas que tenha como horizonte a construção de uma aliança que nos permita viabilizar, também, uma grande vitória nas eleições de 2014, na perspectiva de um Rio Grande cada vez mais fortalecido no cenário nacional. Neste sentido é importante lembrar que o PDT tem 67 prefeitos no RS e o PT posta-se como vice em 13 desses municípios e participa em 35 coligações de prefeitos pedetistas (52% dos governos do PDT). O PT tem 61 prefeitos e o PDT participa da administração como vice-prefeito em 11 desses municípios e compõem 26 coligações de prefeitos petistas (43% dos governos do PT). Os dois partidos estão juntos em 60 governos cuja gestão é comandada por outras siglas partidárias, o que totaliza uma composição de 121 governos em que PT e PDT atuam conjuntamente.

Na certeza de estarmos iniciando um processo de reflexão bastante maduro sobre uma possível aliança entre o PDT e o PT em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul para 2012, reitero as nossas saudações trabalhistas.
Atenciosamente,

Romildo Bolzan
Presidente Regional do PDT

Asscom PT-POA

PT e PMDB se comprometem com a boa política na cidade


Os vereadores Adeli Sell e Sebastião Melo, presidentes do PT e do PMDB na capital, respectivamente, almoçaram juntos nesta segunda-feira no tradicional Chalé da Praça XV.

 Fotos: Tonico Alvares


Na avaliação do dirigente petista, os pontos de encontro dos dois partidos que disputam a hegemonia política no Estado são a necessidade de sobrepujar a síndrome da grenalização política e colocar os interesses da cidade acima dos interesses particularistas.

Juntos no governo Dilma, mas separados no Estado, estão crentes de que uma união nas eleições da Capital será precedida por uma longa discussão, sem impor nada aos militantes dos dois grupos políticos.

"Temos que continuar conversando, debatendo, buscando pontos comuns como fez Lula e Dilma, mas não vamos 'vender' uma falsa idéia de que haverá necessariamente uma coligação", diz Adeli.

Asscom PT-POA


Feira de adoção ocorre todos os sábados

Encontro busca ampliar nominata feminina em 2012

O presidente municipal do PT-POA, vereador Adeli Sell, fará um almoço com um grupo de mulheres do partido nesta terça-feira, dia 06 de setembro, na sede municipal, para discutir uma mobilização que garanta o máximo de candidatas mulheres na nominata para as eleições de 2012.

Na avaliação de Adeli, o partido avançou no IV Congresso ao garantir a paridade entre homens e mulheres. “Cabe a mim agora, como presidente do diretório municipal, mobilizar e incentivar as companheiras a serem candidatas; fazer campanha e ajudá-las a se elegerem no ano que vem”.

Adeli lembrou ainda que na legislatura passada, o PT elegeu quatro homens e quatro mulheres para o Legislativo. Além disso, dos 6 presidentes petistas da Câmara Municipal, 3 foram homens e 3 foram mulheres.

A Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres Márcia Santana, além das secretárias do PT estadual e municipal, respectivamente, Caterine Topper e Dalva Chagas, participarão do encontro.

Asscom PT-POA

PT-POA reconhece como justa a luta dos brigadianos, mas condena os métodos

O presidente do Diretório Metropolitano, vereador Adeli Sell, manifestou em nome do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre sua solidariedade à justa luta dos brigadianos por melhores salários e condições de trabalho, objetivo este perseguido há tempos pela categoria.

Reconhece o esforço que o governador Tarso Genro está fazendo para atender paulatinamente as demandas, uma tradição na sua postura de gestor público, pois quando no Ministério ajudou todos os estados e todo o setor de segurança com as chamadas "bolsas-formação”.

Mas o PT-POA repudia os métodos que estão sendo utilizados como a queima de pneus em espaços públicos e com o trancamento de vias. Não aceitamos que militantes do nosso partido possam se utilizar de uma postura inadequada destas, tendo o governador aberto todos os canais de comunicação para as negociações.

Adeli Sell
Presidente PT Porto Alegre

sábado, 3 de setembro de 2011

Dirceu e o tribunal da Veja

Por Washington Araújo

Espanto, perplexidade, surpresa. Alguém em sã consciência poderia dizer que teve uma destas reações ao deparar com a capa da revista Veja (nº 2232, de 31/8/2011)? Só se for a de um brasileiro residindo em Berlim ou em Nairobi. Veja pode ser acusada de práticas jornalísticas pouco usuais, politicamente destemperada, editorialmente desequilibrada, mas não pode ser acusada de incoerência. No caso atual, a eterna “bola da vez” é o combativo militante petista – e sempre combatido pela revista – José Dirceu. E quem apostar que está difícil nesses tempos de turbulência na economia internacional “emplacar” um escândalo com fortes cores nacionais apostará corretamente, pois nesses casos a revista da Abril lança mão de seu tema-de-escândalo-habitual: Zé Dirceu.

Uma rápida busca nos arquivos digitalizados da própria revista mostra nada menos que 49.587 resultados quando preenchemos o campo de pesquisa as palavras “José Dirceu”. E se formos pesquisar por edição, teremos que bisbilhotar – algo que a revista faz com maestria – nada menos do que em 91. Este é o número de vezes em que, no período 2002-2011, José Dirceu irá figurar na capa da revista, seja na manchete ou em chamadas secundárias.

Em uma breve retrospectiva vemos o vírus insidioso da intriga em seu nascedouro, como a farejar a proximidade inevitável do poder. E assim nasce a primeira chamada lateral de capa (25/9/2002): “José Dirceu: O homem que faz a cabeça de Lula”. E perfil mostra o guerrilheiro que treina em Cuba, participa ativamente da luta contra a ditadura brasileira e, foragido, se submete a uma cirurgia plástica no rosto. A segunda “aparição”, ocorre na edição de 6/11/2002, quando Dirceu divide a capa-palco com dois outros ministros do primeiro governo Lula – Antonio Palocci e Luiz Gushiken. Os três vestidos a caráter para ilustrar a chamada que guarda certa nostalgia dos tempos do Brasil Império. Diz a manchete: “A cúpula da nova corte – Os três mosqueteiros com quem é preciso falar para ser ouvido no governo Lula”. O texto tem um único objetivo: mostrar quem tem poder real no novo governo e classificar as demais autoridades como meros figurantes, resultado de acertos de promessas a partidos políticos ao longo da campanha presidencial.

Escolhidos a dedo
Chega o ano de 2004 e Veja mostra a que veio, elegendo José Dirceu como representante-mor do “mal” que se apossa do corpo do Brasil, quase como uma entidade sobrenatural, não obstante a chamada lateral de sua capa de 3/3/2004 parecesse vender a imagem de um ex-ministro-todo-poderoso em franca desgraça: “José Dirceu: O ministro continua encolhendo”.

Para chegar à tese do encolhimento do detentor de poder político, a revista vinha desde 2003 lançando farpas e lanças, como par dividir de forma irremediável aqueles mesmos três que antes saudara como sucedâneos de Athos, Portus e Aramis. É o período em que escapa da artilharia pesada apenas o D’Artagnan redivivo em Luiz Inácio Lula da Silva. E escapa porque consegue se manter em crescente popularidade junto aos milhões de súditos, para usar a metáfora acolhida pela revista. Logo na semana seguinte a edição deVeja (10/3/2004) traz seu rosto tomando toda a capa e os dizeres simulando desabafo do retratado: “Dirceu: Não vou sair do governo”.

São muitas matérias, geralmente citando fontes em off, frases recolhidas fora do contexto em que foram ditas e reajuntadas a contextos mais atuais, mas tendo um único objetivo: manter com Dirceu a aura de malévolo, gângster, traficante de influência nato e outros epítetos nada lisonjeiros a alguém que tem claro protagonismo político e partidário, além de sagaz operador do governo que ajudou a eleger ao criar estratégias vitoriosas e reconhecidas mesmo por seus mais acerbos adversários. Esta abordagem que cada vez mais se enraíza no modo-Veja-de-fazer-jornalismo deságua em outra capa com o rosto do ex-ministro e a manchete premonitória e sombria (3/8/2005): “O Risco Dirceu”.

De 2005 a 2007, José Dirceu estará sempre relacionado com o que a grande imprensa optou por chamar de “Mensalão do PT”. Matérias e quase-reportagens no período esposarão teses fatalistas tendo como ponto de convergência o impeachment do presidente Lula, a desmoralização completa dos partidos de esquerda, em particular do Partido dos Trabalhadores. As “páginas amarelas”, aqueles que abrem as edições de Vejacom “grandes entrevistas”, serão literalmente amareladas com entrevistados que desenvolvam qualquer tese, por mais estúpida que seja, para desmerecer ou se contrapor frontalmente a quaisquer das políticas públicas mais vistosas do governo Lula: o Bolsa Família, a transposição de águas do Rio São Francisco, o ProUni, a política de ações afirmativas (cotas para negros, índios nas universidades). Entrevistados mostrarão por a+b que o Bolsa Família é na realidade uma Bolsa-Esmola, que o programa tem apenas apelo eleitoral, é insustentável e só tem porta de entrada.

Lembram dessas histórias? Entrevistados escolhidos a dedo para prestar sua devoção incondicional aos cânones do neoliberalismo, ao papel mínimo do Estado, ao sacrossanto direito a extensões de terras para corar de inveja os faraós do antigo Egito. O acesso de afrodescendentes às universidades através de cotas receberá a cada semana um novo petardo onde tais luminares encontrarão apenas mazelas sociais no Brasil e nunca mazelas raciais.

Imprensa criminosa
Na edição de 19/9/2007 a chamada lateral na capa é um primor de síntese da atividade judiciária: “Caso MSI/Corinthians: A Polícia Federal descobre as pegadas de José Dirceu”. A criminalização de José Dirceu parece fazer parte do manual de redação da revista. É quando Veja levanta suspeitas, investiga, acusa, julga, condena, acompanha o cumprimento da pena e veta qualquer direito ao contraditório. O Tribunal Midiático parece ter mais poder destruidor que Tribunal regular, instância judiciária em uma sociedade democrática.
O Tribunal Midiático recebe o apoio não falado, não escrito, não reverberado, não consignado de seus pares, igualmente juízes e donos do mesmo poder de noticiar, informar, afirmar, acusar, julgar, condenar. Para integrar tal Corte basta ter jornal impresso com alta tiragem e ampla circulação diária, ter concessão pública de exploração de canal de tevê aberta e emissora de rádio com cobertura nacional em AM e FM, além de vistosos portais na internet e a propriedade de alguns canais de tevê a cabo.

Como um contrato de gaveta, sem legitimidade ou valor legal perante o Poder Público, os que integram o Tribunal Midiático agem à la James Bond, aquele velho personagem vivido por Sean Connery, cujo poder estava inscrito em sua identidade: “Licença para matar”. A verdade é que a maior concessão que um capo da mídia pode fazer em relação a um desafeto é lhe conceder, eventualmente, espaço para escrever algo, colocar de pé uma ideia. Mas nunca para se contrapor de maneira frontal e explícita contra o veículo de comunicação que assaque contra sua honra, invada sua privacidade, utilize de banditismo para fazer circular a “sua” verdade sobre um determinado assunto. Qualquer assunto.

Chega agosto, mês de desgosto para alguns, mês de tragédias nacionais na política brasileira (Getúlio Vargas, Jânio Quadros etc). E a revista Veja parece continuar impressionada com a saga de Mario Puzo, com o seu Don Corleone, de O Poderoso Chefão. A capa da edição de 31/8/2011 traz o rosto de José Dirceu, óculos escuros, meio-sorriso mafioso, bem versão Marlon Brando, vestindo o personagem de Puzo. O texto de capa é, muito provavelmente, o mais destoante entre uma chamada de capa e sua matéria interna: “O Poderoso Chefão / O ex-ministro José Dirceu mantém um ‘gabinete’ num hotel de Brasília, onde despacha com graúdos da República e conspira contra o governo da presidente Dilma”.

O que merecia mesmo uma ampla reportagem é a metodologia adotada pela revista para cumprir sua pauta. Repórter se passando por companheiro de quarto de hotel de José Dirceu. Repórter tentando conseguir a chave do apartamento de José Dirceu com a camareira. Imagens citadas/retratadas na revista como se houvessem sido cedidas pela segurança do hotel – aliás, e isso parece inacreditável, o mesmo hotel que lavrou boletim de ocorrência em delegacia de polícia dando conta de hóspede suspeito querendo invadir um quarto. Etc., etc., etc. Os crimes lançados na “reportagem” infelizmente, para a revista, não são tipificados no Código Penal brasileiro: receber visitas em seu quarto de hotel, visitas que tanto podem ser de entregadores de pizza ou comida chinesa, como de parlamentares ou mesmo ministros de Estado.
Não discorro mais sobre o assunto porque Ricardo Kotscho já disse tudo sobre esta última parte (ver “Repórter não é polícia; imprensa não é justiça”. A pulga que tenho na orelha é saber se, por algum acaso, repórteres de Veja estagiaram recentemente no jornal News of the World do realmente mafioso midiático Rupert Murdoch. Caso tenham estagiado, pelo jeito não aprenderam bem as lições que somente uma imprensa criminosa poderia ensinar.

***
[Washington Araújo é mestre em Comunicação pela UnB e escritor

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O neoliberalismo resiste

Por Marcio Pochmann

O resultado do processo político das três últimas eleições nacionais parece não ter sido suficiente para inibir – pelo menos – a arrogância dos defensores do neoliberalismo no Brasil. Permanecem resistentes como se nada houvesse mudado na sociedade, fazendo desconhecer, inclusive, a regressão socioeconômica pela qual mantiveram o país prisioneiro por quase duas décadas. No ano 2000, por exemplo, o Brasil situava-se na posição de 14ª economia do mundo, ocupando o terceiro posto no ranking do desemprego global, enquanto em 1980 encontrava-se entre as oito economias mais importantes do planeta e estava na 13ª posição do desemprego mundial.

A estabilização monetária a partir do Plano Real foi um avanço, não obstante a demora assistida até a sua obtenção, após mais de quatro anos de experimentalismo neoliberal. Por conta disso, o Brasil se tornou um dos últimos países a superar a superinflação, posto que desde os anos 1990 ela praticamente se afastou do alto patamar verificado nas décadas de 1970 e 1980. Mesmo assim, a estabilidade monetária obtida no país desde 1994 se mostrou incompleta e insuficiente para permitir a volta sustentável ao desenvolvimento nacional, uma vez que o dinamismo econômico esteve contido e extremamente vulnerável, com perversos efeitos sociais.

Naquela época, por exemplo, bastava que algum país tossisse para que o Brasil registrasse uma baita pneumonia, o que foi comprovado nas crises financeiras da segunda metade da década de 1990 (mexicana, asiática e russa). Todas elas, por sinal, acompanhadas tanto pela elevação interna dos juros e da carga tributária como pela contração do gasto público e dos investimentos. O resultado era a ampliação do desemprego e a redução da participação dos salários na renda nacional. Com isso, o conjunto da renda dos proprietários (lucro, juro, aluguel e renda da terra) se mantinha inatingível e com maior presença na riqueza do país.
O contrário ocorreu em 2008, quando os países ricos se contaminaram com uma grave pneumonia que atingiu o mundo todo. O Brasil, contudo, acusou um resfriado. Um ano depois, a economia nacional encontrava-se entre as sete principais do mundo, ao passo que, juntamente com a China e a Índia, transformou-se em uma das novas locomotivas a puxar o crescimento econômico global. Evidentemente, isso não resultou de simples mágica, mas da alteração profunda nas opções de políticas econômicas e sociais desde o primeiro mandato do governo Lula.

O corte gradual na taxa de juros, com suave recomposição da carga tributária, ocorreu simultaneamente à difusão dos investimentos e do gasto público, com elevação real do poder aquisitivo do salário mínimo e a ampliação da rede de proteção social. Mesmo durante a crise global do capitalismo, em 2008, o Brasil seguiu reduzindo a pobreza e a desigualdade de renda, a ponto de oferecer até 2015 o horizonte de superação da miséria e do reposicionamento da economia nacional entre as cinco mais importantes do mundo. É nesse contexto que a participação do rendimento do trabalho voltou a recuperar o terreno perdido frente à renda do conjunto dos proprietários. O quadro atual é de escassez de mão de obra qualificada, somente vivido pelo país durante a primeira metade da década de 1970.

Apesar disso, os defensores do neoliberalismo seguem atualmente inflexíveis, com críticas contínuas ao papel do Estado e ao gasto público, bem como à ausência das reformas de segunda geração (privatização do que ficou, como o Banco do Brasil, a Petrobrás, a Eletrobrás, a previdência e assistência social, entre outros). Exemplos disso não faltam e podem ser encontrados recorrentemente na mídia, como no caso dos artigos publicados no jornal Valor Econômico, no dia 13 de junho, e, especialmente, na Folha de S.Paulo, do dia 17 de junho, quando L. C. Mendonça de Barros introduziu uma novidade mágica. Ou seja, a atribuição ao governo FHC – do qual participou ativamente na privatização do setor produtivo estatal – a responsabilidade principal pela construção da nova economia brasileira. Para isso, utilizou-se do argumento central relativo à evolução real da massa de salários para negar a existência de uma “herança maldita” ao governo Lula.
Interessante a resistência dos neoliberais, sobretudo em argumentos como os adotados por Mendonça de Barros, que considera o comportamento da remuneração do trabalho desconectado da evolução da renda dos proprietários no Brasil. Destaca-se que a estabilidade monetária obtida nos governos Itamar/FHC não recompôs a distribuição entre lucros e salários, mantendo-a aberta à sangria dos juros altos e do elevado desemprego. Somente a ruptura com as políticas de corte neoliberal durante o governo Lula permitiu que a participação do rendimento do trabalho na renda nacional passasse a crescer continuamente, ultrapassando o peso relativo da renda somada dos proprietários e mista ao final da década de 2000.

Entre 1990 e 1996, por exemplo, a participação do rendimento do trabalho na renda nacional diminuiu 15,4%, com sua leve e não sustentável recuperação de 4,9% entre 1996 e 2001. De 2001 a 2004 houve nova queda de 2,1% no peso relativo do rendimento do trabalho na renda nacional, para, a partir de então, registrar a tendência de elevação dos salários acima da renda dos proprietários, cuja estimativa de aumento acumulado seria de 10,3% até 2010. Neste ano, em especial, o peso relativo do total da remuneração dos trabalhadores na renda nacional teria ultrapassado o conjunto das demais rendas pela primeira vez desde a ascensão das políticas neoliberais. Ou seja, quase 20 anos depois.

A resistência dos neoliberais segue inviabilizada pela verdade dos fatos. Seus argumentos procuram menosprezar o sucesso das políticas econômicas e sociais atuais, quando, na realidade, nada apresentam de conexão com a regressão socioeconômica da década de 1990. Apenas a ilustração referente à evolução da distribuição funcional da renda nacional permite constatar o sucesso do Brasil pós-neoliberal.

Artigo do economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea, publicado originalmente na Revista Fórum.

PT esquenta as turbinas na sexta para agir no sábado

Hoje foi o dia das múltiplas reuniões das tendências internas do PT nacional lá em Brasília. Durante o dia um clima de ansiedade pela presença de Lula e Dilma à noite, quando os delegados darão início aos trabalhos do IV Congresso Nacional do PT.

Na pauta, além dos temas da economia, como juros, desenvolvimento, emprego e progresso social, as possíveis mudanças no Estatuto visando critérios mais rígidos de filiações e organização das instâncias, bem como mais travas para as disputas, caso desemboquem em prévias. Até certo ponto contraditório, mesmo a tendência majoritária do partido, Partido que muda o Brasil, também quer mais rigor.

Nos bastidores, muitas queixas sobre a postura das oposições, que só tratam do tema ético, da faxina, sem propor algo novo em contraposição ao que fez Lula e Dilma continua.

Neste encontro, que se estenderá até domingo, o PT quer reafirmar seus antigos compromissos com a ética na política sem cair numa política lacerdista do denuncismo, como foi no último governo de Getúlio
Vargas.

Também deverá discutir sua relação com a mídia, reafirmando seu compromisso com a liberdade de imprensa. Quer, por outro lado, mais responsabilidade sobre os editores, que jogam seus jornalistas em ações pouco republicanas.

Nosso PT aqui de Porto Alegre foi uma das direções mais assediadas no dia de hoje, pois muitos dirigentes nacionais querem saber dos debates que correm na Capital dos gaúchos, ainda mais com as investidas do PCDOB e do PDT sobre o PT.

Até mais ver!!!

Praças em Porto Alegre: Isso não nos pertence mais

Por Marcelo Bumbel - Blog Porto Imagem

As fotografias que seguem retratam a condição chocante das praças em Porto Alegre. E nós nos perguntamos: Até quando a população vai ver este filme???










Surge nova proposta para o 'Esqueleto'

Por Gilberto Simon - Blog Porto Imagem

O comandante da 1ª. Companhia do 9º Batalhão de Polícia Militar, major André Luiz Córdova, apresentou na reunião de diretoria da CDL Porto Alegre sua proposta de aproveitamento do prédio conhecido como Esqueleto na Marechal Floriano, visando a oferecer mais segurança para a região central da cidade. O projeto, a ser encaminhado ao Ministério Público, propõe a recuperação do local em 3 segmentos: estético, funcional e segurança.

A restauração reservaria um espaço exclusivo para lojas comerciais nos três primeiros andares, destinando a parte dos andares restantes a residências de servidores da segurança pública, de diversas modalidades.

A recuperação também incluiria um heliporto na cobertura.

A CDL apoia o projeto e se propõe a angariar forças para colocá-lo em prática.

http://www.affonsoritter.com.br/

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tampas de bueiros japonesas expressam a arte do país

A idéia foi encaminhada pela leitora Maria Regina Brito, e nós adoramos!!!


Flores, dragões, samurais… Quem diria, os ícones da cultura nipônica acabaram na sarjeta. Nós explicamos: é que as tampas dos bueiros são usadas como “telas” lá no Japão. Elas são decoradas com desenhos artísticos para contar histórias de mitos e lendas, além de expressar hábitos da cultura japonesa e colorir o cenário de concreto das cidades.

Os motivos variam de região para região. Cidades e alguns distritos têm seus desenhos próprios. As criações são incentivadas pelas autoridades locais.

Ou seja, no Japão a arte deixou de estar apenas nos museus e passou para as ruas há muito tempo. Os primeiros bueiros decorados surgiram na década de 1950, como forma de democratização do espaço público. Mas foi na década de 80 que a tendência virou uma mania nacional. 

Para os que gostariam de ver pessoalmente, mas nunca tiveram a oportunidade de ir ao Japão, apresentamos abaixo algumas fotos de bueiros, que venho tirando durante as minhas viagens pelo Japão.



A tradição das artes em bueiros também está documentada no livro Drainspotting, do fotógrafo Remo Camerot.  





Belas iniciativas como esta merecem ser pensadas e implantadas aqui em nossa Porto Alegre. Que tal disponibilizarmos a arte de rua não só em nossos boeiros, mas também em viadutos, tapumes, taludes e demais locais de concreto, dando vida e mais cor à cidade?

Bullying, violência ou brincadeira?

Por Anna Luiza Duarte
Professora e Bacharel em Sociologia


Várias são as opiniões sobre este tema que de novo não tem nada. Esse tipo de agressão que ocorre entre colegas, independente da faixa etária é conhecida há muito tempo por professores, coordenadores, diretores, familiares, pessoas que direta ou indiretamente estão ligadas ao ambiente escolar. Há alguns anos atrás, lecionando na educação infantil, me percebia comentando: “crianças às vezes são más, perversas...” claro que, me referindo exatamente aquilo que considerava, sem maior reflexão, brincadeira de mau gosto, devido a pouca idade de meus alunos que já classificavam os colegas de “gordos”, “feios”, “lentos”, “quatro-olhos” e tantos outros adjetivos pejorativos e excludentes.

Por serem crianças de 5 ou 6 anos não eram capazes de entender que feriam a auto estima de outros?? Entediam sim, e sofriam também com a rejeição quando viravam o alvo destas palavras de menos valia. Era preciso mais percepção para entender que o limite entre a brincadeira e a violência, nesses casos era tênue.

Este exemplo pode ser ampliado para as demais idades e séries que compõe o conjunto de uma escola, o que mudam são os adjetivos, que crescem no nível da agressão na medida em que crescem etariamente os agressores. E não podemos esquecer que este tipo de prática não ocorre somente no ambiente escolar, crianças, adolescentes e até mesmo adultos, estão expostos a esta possibilidade sempre que exista a convivência em diferentes grupos – grupos formados nos condomínios, nos clubes, na família, trabalho, etc.

Brincadeira de mau gosto, agora conhecida e afamada pelo termo bullying, que podemos traduzir do inglês como “intimidar”, “amedrontar”, caracteriza-se por ser freqüente, repetitiva e intencional. É cada vez mais alvo do estudo de médicos, psicólogos, pedagogos, que procuram entender suas raízes para trabalhar com prevenção destas ações e minimizar o prejuízo que elas podem causar na formação de caráter e da auto-estima de uma pessoa.

Segundo Cléo Fantes, professora e autora do livro “Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz” (ED. Versus, 2005) o Bullying é uma das formas de violência que mais cresce no mundo. Em seu livro Cléo Fantes propõe um programa de ações práticas que acredita levarem a uma geração mais pacífica.

Uma das formas de perceber o bullying é através da observação da mudança de comportamento dos alunos. As vítimas do bullying via de regra são as crianças mais inseguras, as consideradas diferentes por sua aparência física, que fogem aos padrões aceitos pelos fortes apelos estéticos que regem nossa sociedade.

Estas ao sofrerem a violência, quase sempre oculta, podem isolar-se dos demais, perderem o apetite, apresentarem dificuldades no aprendizado e até mesmo podem desenvolver transtornos de ansiedade, pânico ou outras doenças com conseqüências graves.

A exemplo da educadora Cléo Fantes, acredito que a melhor maneira enfrentar o problema seja através da conscientização de todos os envolvidos no ambiente em questão, (no caso a escola) de que este é um sério problema e que esta é uma prática destrutiva, merecedora da atenção e esforço conjunto para mudança. As escolas devem promover discussões abertas, que envolvam a todos, buscando a produção de ações que resgatem o valor do outro, o respeito às diferenças e a valorização da vida.