quinta-feira, 9 de maio de 2013

Adeli Sell trata de pirataria com equipe da Smic


Adeli foi recebido pelo secretário da Smic, Dr. Goulart e sua equipe

Recebido nesta quarta-feira (08/05) pelo Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio, Dr. Humberto Goulart, Adeli Sell, secretário da Smic entre 2003/4, expôs suas preocupações com o novo avanço da pirataria na cidade. “Apoio as ações. Acho que estão sendo realizadas na linha correta, mas precisamos atacar alguns focos para que estes sejam debelados”, opinou Adeli.

Na avaliação do ex-secretário, a Prefeitura deve contratar mais fiscais, pois houve uma diminuição de agentes de fiscalização. Adeli também acredita que deve ser mantido e até ampliado o convênio com a Brigada Militar, porque existem algumas atividades e atitudes de rua que vão além da pirataria e ilícito de comércio, mas são casos típicos para uma ação policial, como a venda e compra de ouro velho, na verdade receptação de joias roubadas, venda de medicamentos, além de arruaças em certos locais de entretenimento no Centro.

Ficou acertado que haverá reuniões periódicas para troca de ideias e informações, bem como a viabilidade de um canal de comunicação direto entre Adeli e a Secretaria. Na oportunidade, Adeli também foi convidado para participar da reunião do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, que será realizada em Brasília, na próxima terça-feira (14.05).

Acompanharam o encontro o Secretário Adjunto José Olmiro Oliveira Peres, o coordenador da fiscalização Rogério Teixeira Stockey, além de um grupo de agentes de fiscalização.

Histórico

Em 2004, Adeli lançou o livro PIRATARIA, AQUI NÃO, baseado na sua experiência como titular da Smic. Durante 15 meses desenvolveu uma metodologia de trabalho no combate à pirataria, ao contrabando e à falsificação.

"O Centro estava tomado de ilícitos. Vendia-se de tudo, de CD pirata a armas de fogo na Praça XV. Com muito esforço, deixamos claro que a nossa política, desde as primeiras manifestações, seria de tolerância zero com as ilegalidades. Hoje, estou convicto de que na ausência deste combate sem fronteiras que incrementei naquela época não teria havido "camelódromo", nem nosso Pop Center de hoje", sustentou Adeli.

Ele receia pelo retorno destes tempos. Por sinal, segundo ele, são visíveis os "novos" pontos de venda de pirataria e outros ilícitos no Centro e informa: pirataria, contrabando, descaminho e receptação de cargas roubadas, conforme o código penal (Lei nº 9.605), são ilegalidades passíveis de penalidade criminal. Crimes que precisam ser combatidos. E a Prefeitura tem poder de "polícia administrativa", ou seja, tem autonomia para agir localmente, podendo e devendo apreender os produtos.

"A questão, então, é agir. Precisamos educar, pressionar, repreender e criminalizar. Precisamos construir um consumidor legal, moldar novas posturas, discutir atitudes. E atitudes significam ações. Ações claras, contundentes e sem tergiversações. Só assim acabaremos com a bandidagem e o comércio ilegal em Porto Alegre", ressaltou Adeli.


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