Comandante da BM afirmou que há outros elementos que comprovariam a hipótese
Empresa de vigilância supostamente envolvida na morte do secretário de saúde de Porto Alegre é suspeita de envolvimento com integrante de quadrilha de extermínio na Região Metropolitana. Um veículo usado por criminosos tem como arrendatário a companhia Reação Segurança e Vigilância.
No ano passado, uma força-tarefa foi constituída em Canoas, a chamada Operação Cova Rasa, para prender mais de 40 integrantes de um grupo de extermínio comandado por presidiários ligados ao tráfico de drogas. Desde a metade de 2009, um dos integrantes desta quadrilha ainda continua foragido.
Neste mês, a Brigada Militar em Canoas recebeu algumas denúncias sobre o paradeiro de Vagner Peres Vicente, vulgo Baleia, acusado de diversos homicídios na região e associação ao tráfico. Nos últimos dias, ele estaria com um fuzil trafegando pelo bairro Mathias Velho em um veículo Palio com outros homens.
Todos investigados na Operação do ano passado e integrantes do grupo de extermínio. A corporação foi verificar várias denúncias e em uma delas confirmou a presença do Palio na frente de uma residência. Os foragidos conseguiram escapar e o proprietário da casa onde eles estariam também passou a ser investigado.
O que chamou a atenção foi que este veículo de cor preta tem como arrendatário a empresa Reação Segurança e Vigilância. Os dois representantes desta empresa foram presos após denúncia do Ministério Públcio sobre o envolvimento deles na morte do secretário da Saúde da Capital Eliseu Santos, em fevereiro.
O comandante metropolitano da Brigada Militar, Carlos Roberto Bondan, disse que a investigação está começando, mas já há elementos suficientes para apurar a ligação da empresa com os criminosos. Alguns deles não podem ser divulgados.
— Não podemos revelar para não prejudicar as investigações, tanto nossa, de Inteligência, quanto da Polícia Civil. Há muitos outros fatos que indicam um grande envolvimento com a Operação Cova Rasa.
O delegado Guilherme Pacífico, de Canoas, destaca que estes foragidos têm prisão preventiva decretada, são perigosos e continuam agindo. Ele também investiga o caso. A defesa de Jorge Renato de Mello, da empresa Reação, desconhece esta suposta ligação com o grupo de extermínio.
A advogada Eliana Matté informou que vai apurar esta informação com as autoridades para depois se pronunciar. A promotora Lúcia Callegari, que investiga o caso Eliseu Santos, destacou que estas informações são importantes e vão servir para sustentar a tese de que Eliseu Santos não foi morto durante tentativa de roubo de carro, como concluiu a Polícia, e sim vítima de uma emboscada.
O Ministério Público segue ouvindo testemunhas e escutas telefônicas, além de analisar documentos, para tentar comprovar uma possível ligação entre os três mandantes do crime, um deles ex-assessor da Secretaria Municipal da Saúde, com os três executores. Todos estão detidos. Um dos motivos do complô contra o secretário seria o rompimento do contrato da empresa de segurança Reação com a Secretaria Municipal da Saúde após denúncia de suposta cobrança de propina.
Fonte:
Por Cid Martins, Rádio Gaúcha - Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2880757.xml
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Abandono da Redenção
O Conselho do Parque Farroupilha procurou a Câmara Municipal pedindo providências para a manutenção e preservação daquele espaço, pois, apesar de já terem sido encaminhadas várias demandas à gerência do parque, não houve retorno. Agora, o Conselho recorre aos vereadores para que estes pressionem o Executivo a tomar medidas que evitem que a Redenção siga no caminho de degradação em que está.
No último domingo, dia 18, representantes de três gabinetes de vereadores realizaram uma caminhada por todo o parque, comprovando o estado de abandono do mais importante espaço público de convivência da cidade.
Na caminhada, foi constatado que a poda das árvores é feita de forma aleatória, sem planejamento ou orientação. Além disso, árvores foram cortadas e os tocos deixados no local, ao invés de, como seria correto, sua total remoção e substituição por novas mudas. “O que antes era uma paisagem verde, agora está tão desfigurada que olhando desde o lago é possível avistar o trânsito de carros na avenida Setembrina”, diz o vereador Adeli Sell. A justificativa de que isso se deva a questões de segurança, para evitar que moradores de rua se instalem ali, não tem cabimento, pois seguindo esta lógica, a Redenção teria que ser transformada em descampado.
Outros problemas observados foram: o lixo acumulado em vários pontos, inclusive nos espelhos d’água, e ambulantes ilegais vendendo toda espécie de produtos e alimentos sem qualquer fiscalização, quer seja da SMIC ou da vigilância sanitária. Também faltam lixeiras e luminárias, além de não ser feita a manutenção das floreiras, que deveriam adornar o espelho d’água central. Os vendedores de artesanato indígena, autorizados a vender seus produtos no início da avenida José Bonifácio, se espalharam e já chegam quase à rua Santana. Também os monumentos estão degradados e pixados, inclusive aquele que homenageia os pracinhas que lutaram na 2ª Grande Guerra, o Monumento ao Expedicionário, marco de entrada no parque. quarta-feira, 21 de abril de 2010
Participação dos jovens na vida política fortalece a democracia, diz Adeli
Foi lançada nesta última terça-feira, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a campanha 16 Anos: Uma Idade Inesquecível. A iniciativa, organizada pelo TRE-RS, Assembleia e Agert, busca motivar o alistamento de eleitores entre 16 e 18 anos.
Durante o evento, cerca de 40 alunos de escolas convidadas tiveram seus títulos confeccionados na hora. A campanha "16 Anos: Uma Idade Inesquecível" consiste em vídeo publicitário, spot para rádio, cartazes de divulgação e folderes.
Juventude do PT também lançou campanha pelo voto aos 16
Com o slogan "Você pode ser parte da mudança do Brasil. Vote aos 16 anos", a Juventude Nacional do PT também está tentando incentivar os adolescentes que já tenham 16 anos, ou que irão completar até o dia 03 de outubro, a tirarem o título eleitor. A idéia visa tentar mudar o cenário apresentado pelo Tribunal Eleitoral através de uma pesquisa: de que este ano a tiragem do título de eleitor nesta faixa etária está 40% menor em comparação aos anos anteriores.
Diversas atividades serão organizadas pela JPT nos estados e municípios, como panfletagens e atividades culturais na escolas e praças. Aqui em Porto Alegre, a juventude do Partido dos Trabalhores vai concentrar suas ações no dia 26 de abril, às 11:30 da manhã, no colégio Júlio de Castilhos. Vão estar presentes a JPT, parlamentares e dirigentes da legenda.
PT comemora seus 30 anos de existência em grande estilo
Uma festa para jamais esquecer. Este foi o sentimento de muitos dos militantes que compareceram na última sexta-feira (19/04) à festa em comemoração aos 30 anos do Partido dos Trabalhos. A confraternização aconteceu no Clube Farrapos e reuniu mais de 500 pessoas.
"O baile demonstrou que a militância petista está em forma e que ainda está dançando muito. Serviu como uma atividade de integração dos filiados, de reecontros. Precisa ser repetido". Gladimiro Machado, Secretário de Finanças do PT-POA.
"Mal havia terminado o baile e as pessoas já estavam querendo saber do próximo. Tenho certeza de que marcamos de forma inquestionável a passagem destes 30 anos de luta do nosso PT pela democracia, pela paz, pela inclusão social e pelas mudanças que fizemos pelos nossos governos federal, estadual e municipal". Adeli Sell, presidente do PT-POA.
"Ótima iniciativa. Tivemos um ambiente descontraído, alegre, de confraternização. Esse era o objetivos e ele foi atingido". Ilza do Canto, Assessora de Comunicação da Bancada do PT.
"Foi um belo momento em comemoração aos nossos 30 anos. Embora esses momentos sempre tenham existido no PT, precisamos retomá-los com mais frequência. Nos envolvemos muito com a construção política e os afazeres do nosso dia a dia e acabamos nos esquecendo desses momentos de confraternização". Carlos Comassetto, líder do PT na Câmara.
"Foi um belo momento. Serviu para nos reencontrarmos, para regarregarmos nossas energias para a nossa nova luta". Ubiratan de Souza, Secretário Geral do PT-POA.
"Foi muito legal poder vê-los de forma descontraída, dançando e se divertindo. Acho que precisávamos desta pausa para relaxar e confraternizar". Tatiana Feldens, jornalista PT-POA.
"Estava maravilhoso. Por mim poderia ter um por mês. Fui uma das últimas a sair. Fazia tempo que não me divertia tanto". Fátima Hasan, Secretária da Executiva Municipal.
"A festa estava linda. As pessoas estavam animadas, dispostas. Foi muito legal rever nossos amigos fora do ambinete de trabalho". Michele Sandri, Secretária de Comunicação do PT-POA.
"Coisa boa ter este espaço para encontrar e rencontrar os amigos e amigas do partido. Adorei poder estar na festa e acredito que o nosso presidente deva perseguir inicitivas como esta. Quem sabe a próxima festa pode ser temática, enfim idéias não vão faltar! Viva o os 30 anos do!" Catherine Topper - Secretária Estadual de Mulheres do PT/RS.
"A banda era ótima e a confraternização aconteceu num momento de reativação da militância. O Adeli e sua energia infinita estão conseguindo resgatar a militância petista". Cleo Teixeira, Pró-Núcleo Gazômetro.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Vereadores apresentam diagnóstico da cidade durante a gestão Fogaça
Foi apresentado nesta terça-feira (20/04) o novo boletim informativo da bancada de vereadores e do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores. Nesta edição, fazemos um diagnóstico dos serviços da cidade e criticamos o abandono e o descaso com Porto Alegre pelo ex-prefeito José Fogaça.
Durante todos os anos que esteve à frente da prefeitura, Fogaça nunca se importou de fato com a capital dos gaúchos. A prova disso tudo vem quando olhamos para a cidade e vemos postos de saúde fechados, calçadas e ruas esburacadas, falta de atendimento básico de saúde, queda nos investimentos, esvaziamento do Orçamento Participativo, corrupção, redução de professores na Educação, iluminação precária das vias públicas, abandono da cultura, sujeira nas ruas e na orla do Guaíba e privatização dos espaços públicos.
"Estamos mostrando a desqualificação da cidade de Porto Alegre, área por área, ponto por ponto", disse Carlos Comassetto, líder da bancada do PT na Câmara de Vereadores. "Fogaça, nos seus 6 anos e 4 meses, foi um governo nota 3,8 e nosso desafio é ampliar esse debate na cidade e fazer com que a informação consiga transitar".
"Queremos fazer a sociedade perceber este sentimento de degradação e de abandono que Fogaça deixou para Porto Alegre", completou o presidente municipal do PT, vereador Adeli Sell.
No nosso boletim você vai ver passo a passo o retrato do abandono que José Fogaça deixou na cidade!
Saúde: Caótica!
A média de execução dos investimentos da prefeitura na saúde da cidade durante o período de 2005 a 2008 foi de apenas R$ 3,3 milhões, baixíssimo em relação ao orçamento total da prefeitura que é de aproximadamente R$ 3 bilhões.
Prefeitura investe pouco e gasta mal
O investimento médio da prefeitura, entre 2005 e 2008, foi de apenas 38% do que estava previsto no Orçamento. A taxa média de investimentos que era de 10% entre 1996/2004 passou para 5,8% entre 2005/2008.
Porto Alegre é o município com o maior número de soropositivos do Brasil
Contabiliza 111 casos por cada 100 mil havitantes, de acordo dados do Ministério da Saúde. O ranking mostra que só na capital estão concentrados quase 50% das contaminações no Estado. Mesmo assim, em 23 meses de repasse, aplicou apenas R$ 504 mil, em 2009, para combater a Aids.
Obras Públicas = Menos Pavimentação e conservação das ruas
Transporte mais caro e a circulação mais lenta = população sentiu no bolso o aumento da passagem em 19%
Cidade às escuras
Abandono da limpeza urbana
Corrupção: muitas foram as supeitas de corrupção envolvendo o DMLU. Os dois primeiros indicados para diretor-geral do órgão foram demitidos por envolvimento com irregularidades.
Privatização dos espaços públicos
Limpeza Urbana = redução nos serviços e na educação ambinetal
Cresce o gasto com publicidade
2003/2004 gasto médio anual de R$ 7,5 milhões
2005/2009 gasto médio anual de 11,5 milhões
Terceirização
Aumento na contratação de serviços de terceiros
Assistência Social = abandono e falta de investimentos
Cultura = queda no público e abandono
sábado, 17 de abril de 2010
Dilma recepciona movimentos populares em Porto Alegre
Ao discursar por cerca de meia hora durante o primeiro ato de apoio a sua candidatura à Presidência da República no Rio Grande do Sul, a ex-ministra Dilma Rousseff exaltou os feitos do governo, como o Programa Luz para Todos, a redução de IPI para a linha branca e o Programa Minha Casa, Minha Vida.
A plenária com movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos da base aliada de Lula ocorreu na manhã deste sábado (17.04), no Colégio Rosário. Cerca de mil militantes compareceram ao salão de atos munidos de camisetas e bandeiras do partido.
Ao lado do ex-governador Olívio Dutra, ela relembrou sua trajetória política, iniciada aqui no Rio Grande do Sul. Dilma foi secretária de Dutra durante a sua gestão, em 1998. "Tenho dois Estados nos quais eu me criei: um é Minas e outro é o Rio Grande do Sul", afirmou a ex-ministra.
O presidente municipal do PT, vereador Adeli Sell, esteve no evento e aproveitou o momento para conversar com representantes dos movimentos e lideranças partidárias.
"O evento foi fundamental para que os movimentos tenham segurança da continuidade das políticas do Lula. Foi também uma grande oportunidade para encontrar pessoas e militantes para iniciar nossa campanha vitoriosa. Conversei com todos sobre a necessidade de termos logo um comitê suprapartidário", disse Adeli.
A plenária com movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos da base aliada de Lula ocorreu na manhã deste sábado (17.04), no Colégio Rosário. Cerca de mil militantes compareceram ao salão de atos munidos de camisetas e bandeiras do partido.
Ao lado do ex-governador Olívio Dutra, ela relembrou sua trajetória política, iniciada aqui no Rio Grande do Sul. Dilma foi secretária de Dutra durante a sua gestão, em 1998. "Tenho dois Estados nos quais eu me criei: um é Minas e outro é o Rio Grande do Sul", afirmou a ex-ministra.
O presidente municipal do PT, vereador Adeli Sell, esteve no evento e aproveitou o momento para conversar com representantes dos movimentos e lideranças partidárias.
"O evento foi fundamental para que os movimentos tenham segurança da continuidade das políticas do Lula. Foi também uma grande oportunidade para encontrar pessoas e militantes para iniciar nossa campanha vitoriosa. Conversei com todos sobre a necessidade de termos logo um comitê suprapartidário", disse Adeli.
Adeli e Claudir Nespolo, da CUT Nacional
Adeli e a deputada federal Manuela D´Avila
Adeli e o deputado federal Vieira da Cunha
Adeli e o professor Afrânio Kras Borges
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Adeli e Bernardino ao vivo na Band AM
Adeli esteve hoje no programa Conexão Band, com Gustavo Mota, falando sobre a visita da ex-ministra Dilma ao Rio Grande do Sul.
AUTORITARISMO E DESESPERO
Autoritarismo e desespero
Parece que nem os tucanos acreditaram na pesquisa Datafolha divulgada em 27 de março, segundo a qual Serra estaria nove pontos à frente de Dilma. Em tese, os números deveriam devolver a paz e o equilíbrio aos oposicionistas, que andavam completamente desorientados diante do crescimento contínuo da petista na preferência do eleitorado. Mas não foi isso o que aconteceu.
Na semana que sucedeu à divulgação da pesquisa, duas das mais destacadas lideranças do PSDB mostraram que os tucanos continuam tão atordoados quanto antes, incapazes de qualquer formulação política que não passe por ataques rasteiros, desonestos e anacrônicos.
Somente o desespero pode explicar a insistência em atingir Lula, Dilma e o PT com acusações de autoritarismo, como fizeram o senador Sérgio Guerra e o ex-presidente Fernando Henrique num espaço de três dias – o primeiro na Folha, o segundo no Estadão.
As bobagens que escrevem e falam não se sustentam nem nos fatos do dia-a-dia nem na análise histórica da formação e consolidação do PT. Muito pelo contrário: nunca se exercitou tanto a democracia no Brasil como nesses anos de governo Lula – e não só na área da consulta popular, mas também na permanente busca pelo consenso entre as diversas forças políticas, sociais e econômicas do país.
FHC e Guerra fingem que nada disso acontece.
FHC diz que, se Dilma vencer as eleições, o Brasil pode caminhar para um regime de partido único “como na China”. Raciocínio tosco, que pressupõe a transformação de todos os partidos que apóiam o governo Lula numa única sigla a partir de 2011 ou 2012. Como isso seria possível? Ele não esclarece, lógico, pois todo seu raciocínio é fundado em circunstâncias históricas que deixaram de existir há mais de 20 anos.
Sérgio Guerra é mais cômico ainda, afirmando que o PT busca “estabelecer a ditadura do pensamento único e do controle dos meios de comunicação”. Como se isso fosse possível no século 21, em que a internet vem rompendo todos os monopólios midiáticos (políticos e/ou econômicos) que impediam a livre produção e circulação de informações. Monopólios que, lembre-se, apóiam em peso a candidatura Serra.
Mais adiante, ele se supera ao dizer que “a diferença entre Chávez e o PT está apenas no uso da força policial”, esquecendo-se de que esta também é uma das principais diferentes entre os governos do PT e os governos tucanos, incluindo a notória violência repressora do Estado que até outro dia era administrado pelo candidato deles à presidência.
Ao atacar o PT, Guerra se coloca como defensor aguerrido da imprensa livre, da qual seriamos inimigos mortais. E proclama: “O arbítrio ou qualquer dos seus eufemismos têm que ser rechaçados com firmeza”.
Todo apoio a essa proposta. Que tal começar por São Paulo e Minas, onde há anos a mídia é amordaçada com todo tipo de eufemi$mo por democráticos governos tucanos? Que tal começar a discutir o arbítrio de certos jornais, que não precisam mais do que dez linhas para acusar, denunciar, processar, julgar e condenar quem vai contra seus interesses? Ou isso não é autoritarismo?
Francisco Rocha (Rochinha) é filiado ao PT
Parece que nem os tucanos acreditaram na pesquisa Datafolha divulgada em 27 de março, segundo a qual Serra estaria nove pontos à frente de Dilma. Em tese, os números deveriam devolver a paz e o equilíbrio aos oposicionistas, que andavam completamente desorientados diante do crescimento contínuo da petista na preferência do eleitorado. Mas não foi isso o que aconteceu.
Na semana que sucedeu à divulgação da pesquisa, duas das mais destacadas lideranças do PSDB mostraram que os tucanos continuam tão atordoados quanto antes, incapazes de qualquer formulação política que não passe por ataques rasteiros, desonestos e anacrônicos.
Somente o desespero pode explicar a insistência em atingir Lula, Dilma e o PT com acusações de autoritarismo, como fizeram o senador Sérgio Guerra e o ex-presidente Fernando Henrique num espaço de três dias – o primeiro na Folha, o segundo no Estadão.
As bobagens que escrevem e falam não se sustentam nem nos fatos do dia-a-dia nem na análise histórica da formação e consolidação do PT. Muito pelo contrário: nunca se exercitou tanto a democracia no Brasil como nesses anos de governo Lula – e não só na área da consulta popular, mas também na permanente busca pelo consenso entre as diversas forças políticas, sociais e econômicas do país.
FHC e Guerra fingem que nada disso acontece.
FHC diz que, se Dilma vencer as eleições, o Brasil pode caminhar para um regime de partido único “como na China”. Raciocínio tosco, que pressupõe a transformação de todos os partidos que apóiam o governo Lula numa única sigla a partir de 2011 ou 2012. Como isso seria possível? Ele não esclarece, lógico, pois todo seu raciocínio é fundado em circunstâncias históricas que deixaram de existir há mais de 20 anos.
Sérgio Guerra é mais cômico ainda, afirmando que o PT busca “estabelecer a ditadura do pensamento único e do controle dos meios de comunicação”. Como se isso fosse possível no século 21, em que a internet vem rompendo todos os monopólios midiáticos (políticos e/ou econômicos) que impediam a livre produção e circulação de informações. Monopólios que, lembre-se, apóiam em peso a candidatura Serra.
Mais adiante, ele se supera ao dizer que “a diferença entre Chávez e o PT está apenas no uso da força policial”, esquecendo-se de que esta também é uma das principais diferentes entre os governos do PT e os governos tucanos, incluindo a notória violência repressora do Estado que até outro dia era administrado pelo candidato deles à presidência.
Ao atacar o PT, Guerra se coloca como defensor aguerrido da imprensa livre, da qual seriamos inimigos mortais. E proclama: “O arbítrio ou qualquer dos seus eufemismos têm que ser rechaçados com firmeza”.
Todo apoio a essa proposta. Que tal começar por São Paulo e Minas, onde há anos a mídia é amordaçada com todo tipo de eufemi$mo por democráticos governos tucanos? Que tal começar a discutir o arbítrio de certos jornais, que não precisam mais do que dez linhas para acusar, denunciar, processar, julgar e condenar quem vai contra seus interesses? Ou isso não é autoritarismo?
Francisco Rocha (Rochinha) é filiado ao PT
quinta-feira, 15 de abril de 2010
DIETA DE OUTONO
Jacira Santos [jaciranutricionista@yahoo.com.br]
DIETA DE OUTONO
O ciclo das estações do ano mostra o crescimento na Primavera, exuberância no Verão, a maturidade no outono e a fase de recolhimento máximo no inverno.
No Outono as folhas começam a cair, os frutos do verão também caem e os grãos e as sementes irão aos celeiros garantir a alimentação no Inverno ou ficarão na terra para brotar na Primavera.
Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, tal como na natureza, o outono no organismo humano representa a colheita. Os pulmões e o intestino grosso têm o predomínio da mesma energia do outono e a função de assimilar o essencial e rejeitar o inútil. Estes órgãos são sensíveis aos desequilíbrios no outono. A função respiratória equilibrada e função intestinal regulada, darão ordem e ritmo a todas as outras funções orgânicas.
O outono é o período mais seco do ano e com grandes variações climáticas, exigindo cuidados com ambiente, vestuário e uma alimentação que deve fortalecer as defesas imunológicas e preparar o organismo para o inverno.
A alimentação no outono deve ser com menos alimentose preparações picantes (alho, pimentas, cravo, canela etc. ), que provocam calor e secura, e moderação com uso de bebidas amargas e fermentadas como café, chimarrão, cerveja e vinhos. Devemos usar alimentos e preparações mais suaves, arroz, trigo, aveia, gergelim, quinua, painço, mel, laticínios e frutas da estação. As nozes, amêndoas, amendoim e castanhas devem estar presente em pequenas quantidades sempre hidratadas ou tostadas para facilitar a digestão e absorção de seus nutrientes.
O uso de vegetais deve ser sempre variado com as quatro cores básicas, vermelhos/arroxeados, amarelos/alaranjados, brancos e verdes fazendo parte das principais refeições. A cor que não pode faltar é a branca; couve-flor, nabos, rabanetes, abobrinhas, cogumelos, cebola, aspargos, palmito, couve chinesa, berinjelas, repolho etc. Devemos usar diariamente dois tipos de raízes, como a cenoura, o nabo comprido, bardana, rabanete, beterraba. raiz de lótus, inhame, batata doce, cará etc., que protegem o pulmão e fornecem fibras para o bom funcionamento do intestino.
A natureza sempre fornece o que precisamos em cada estação, no outono temos os frutos mais consistentes, não tão aquosos e frios como os frutos do verão. As frutas da estação são ricas em vitaminas C e do grupo B, minerais, fito químicos e princípios bio ativos como as fibras solúveis e insolúveis, elementos importantes imunidade e intestino.
A Carambola fruta de outono de baixo valor calórico, tem função depurativa é rica em minerais e vitaminas. O caqui possui, além de beta caroteno que é importante para proteção de pele e mucosas, alto teor de vitamina C (68mg por 100g), vitaminas do grupo B e minerais. A goiaba, que tem poucas calorias e muita vitamina C (120 mg.por 100mg). Bergamotas e laranjas com poucas calorias e com 53 mg por 100g. de vitamina C, também devem estar presente na alimentação. Abacate, fruta que fornece gorduras mono insaturadas para o organismos, vitamina B6, magnésio, minerais e princípios bio ativos que beneficiam o sistema imunológico e glândulas endócrinas.
A natureza é quem determina o ritmo de nossas vidas, prestando atenção em seus movimentos, em nossas reações individuais e buscando uma vivência integrada, conheceremos o caminho da saúde equilibrada e de uma vida harmoniosa.
Nutricionista Jacira Conceição dos Santos
DIETA DE OUTONO
O ciclo das estações do ano mostra o crescimento na Primavera, exuberância no Verão, a maturidade no outono e a fase de recolhimento máximo no inverno.
No Outono as folhas começam a cair, os frutos do verão também caem e os grãos e as sementes irão aos celeiros garantir a alimentação no Inverno ou ficarão na terra para brotar na Primavera.
Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, tal como na natureza, o outono no organismo humano representa a colheita. Os pulmões e o intestino grosso têm o predomínio da mesma energia do outono e a função de assimilar o essencial e rejeitar o inútil. Estes órgãos são sensíveis aos desequilíbrios no outono. A função respiratória equilibrada e função intestinal regulada, darão ordem e ritmo a todas as outras funções orgânicas.
O outono é o período mais seco do ano e com grandes variações climáticas, exigindo cuidados com ambiente, vestuário e uma alimentação que deve fortalecer as defesas imunológicas e preparar o organismo para o inverno.
A alimentação no outono deve ser com menos alimentose preparações picantes (alho, pimentas, cravo, canela etc. ), que provocam calor e secura, e moderação com uso de bebidas amargas e fermentadas como café, chimarrão, cerveja e vinhos. Devemos usar alimentos e preparações mais suaves, arroz, trigo, aveia, gergelim, quinua, painço, mel, laticínios e frutas da estação. As nozes, amêndoas, amendoim e castanhas devem estar presente em pequenas quantidades sempre hidratadas ou tostadas para facilitar a digestão e absorção de seus nutrientes.
O uso de vegetais deve ser sempre variado com as quatro cores básicas, vermelhos/arroxeados, amarelos/alaranjados, brancos e verdes fazendo parte das principais refeições. A cor que não pode faltar é a branca; couve-flor, nabos, rabanetes, abobrinhas, cogumelos, cebola, aspargos, palmito, couve chinesa, berinjelas, repolho etc. Devemos usar diariamente dois tipos de raízes, como a cenoura, o nabo comprido, bardana, rabanete, beterraba. raiz de lótus, inhame, batata doce, cará etc., que protegem o pulmão e fornecem fibras para o bom funcionamento do intestino.
A natureza sempre fornece o que precisamos em cada estação, no outono temos os frutos mais consistentes, não tão aquosos e frios como os frutos do verão. As frutas da estação são ricas em vitaminas C e do grupo B, minerais, fito químicos e princípios bio ativos como as fibras solúveis e insolúveis, elementos importantes imunidade e intestino.
A Carambola fruta de outono de baixo valor calórico, tem função depurativa é rica em minerais e vitaminas. O caqui possui, além de beta caroteno que é importante para proteção de pele e mucosas, alto teor de vitamina C (68mg por 100g), vitaminas do grupo B e minerais. A goiaba, que tem poucas calorias e muita vitamina C (120 mg.por 100mg). Bergamotas e laranjas com poucas calorias e com 53 mg por 100g. de vitamina C, também devem estar presente na alimentação. Abacate, fruta que fornece gorduras mono insaturadas para o organismos, vitamina B6, magnésio, minerais e princípios bio ativos que beneficiam o sistema imunológico e glândulas endócrinas.
A natureza é quem determina o ritmo de nossas vidas, prestando atenção em seus movimentos, em nossas reações individuais e buscando uma vivência integrada, conheceremos o caminho da saúde equilibrada e de uma vida harmoniosa.
Nutricionista Jacira Conceição dos Santos
CEEE NEGA COMUNICAÇÕES DA EPTC
Grupo CEEE não possui registros de ocorrência no local do acidente
Sobre o acidente na noite de terça-feira (13) na Av. João Pessoa, em Porto Alegre, o Grupo CEEE informa que não possui registros de ocorrências de choque elétrico anteriores ao que originou o atendimento, à 0h07min da madrugada de hoje, 14 de abril. A ocorrência em questão foi informada à Companhia pelo Corpo de Bombeiros.
Uma equipe da CEEE (com técnicos da rede aérea e da rede subterrânea) foi enviada para o local, que identificou o ponto de risco, constatando que ele não pertencia à rede da Companhia, mas à Prefeitura de Porto Alegre. Mesmo assim, os técnicos da CEEE eliminaram o risco, impedindo novos acidentes.
Sob o viaduto Dona Leopoldina, na mesma avenida, há um transformador, numa cabine no solo, que alimenta a iluminação pública naquele trecho da avenida João Pessoa. Esse equipamento é de propriedade da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, responsável também pela sua manutenção. Assim, o Grupo CEEE reafirma que não tem qualquer responsabilidade pela estrutura na qual ocorreu o acidente.
A presidência do Grupo CEEE entrou em contato com o prefeito José Fortunati na manhã desta quarta-feira, colocando-se à disposição para auxiliar na investigação das causas desse acidente e prevenir que outros aconteçam. Mais uma vez, a CEEE reitera a solidariedade com a família da vítima e lamenta o incidente.
Sobre o acidente na noite de terça-feira (13) na Av. João Pessoa, em Porto Alegre, o Grupo CEEE informa que não possui registros de ocorrências de choque elétrico anteriores ao que originou o atendimento, à 0h07min da madrugada de hoje, 14 de abril. A ocorrência em questão foi informada à Companhia pelo Corpo de Bombeiros.
Uma equipe da CEEE (com técnicos da rede aérea e da rede subterrânea) foi enviada para o local, que identificou o ponto de risco, constatando que ele não pertencia à rede da Companhia, mas à Prefeitura de Porto Alegre. Mesmo assim, os técnicos da CEEE eliminaram o risco, impedindo novos acidentes.
Sob o viaduto Dona Leopoldina, na mesma avenida, há um transformador, numa cabine no solo, que alimenta a iluminação pública naquele trecho da avenida João Pessoa. Esse equipamento é de propriedade da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, responsável também pela sua manutenção. Assim, o Grupo CEEE reafirma que não tem qualquer responsabilidade pela estrutura na qual ocorreu o acidente.
A presidência do Grupo CEEE entrou em contato com o prefeito José Fortunati na manhã desta quarta-feira, colocando-se à disposição para auxiliar na investigação das causas desse acidente e prevenir que outros aconteçam. Mais uma vez, a CEEE reitera a solidariedade com a família da vítima e lamenta o incidente.
EMPURRA-EMPURRA, TEU NOME É DESCASO
Desde 14 de março houve sucessivas queixas de pessoas que levaram choques na parada de ônibus da João Pessoa. A EPTC lava as mãos, dizendo que "por três vezes pôs fitas isolando a área". Põe a culpa na CEEE. O secretário da EPTC, Romano Botin, parece ignorar que a REDE ELÉTRICA DA PARADA DE ÔNIBUS É DE RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO - SMOV.
O secretário da EPTC teve ainda o desplante de chamar a morte do estudante de "fatalidade". Por um mês pessoas levaram choques e pediram providências, quando um jovem morre, isso vira fatalidade! Concordamos com o delegado: FOI HOMICÍDIO E OS CULPADOS TÊM QUE RESPONDER POR ISSO.
Fogaça lava as mãos e deixa o abacaxi no colo de Fortunatti.
FATALIDADE ANUNCIADA
Passageiros relatam que pelo menos outras duas paradas de ônibus estão dando choques: na Protásio Alves, em frente ao Hospital de Clínicas, e na Assis Brasil, próximo ao viaduto Obirici.
A Prefeitura vai continuar aguardando novas "fatalidades", para então procurar alguém em quem jogar a culpa?
O secretário da EPTC teve ainda o desplante de chamar a morte do estudante de "fatalidade". Por um mês pessoas levaram choques e pediram providências, quando um jovem morre, isso vira fatalidade! Concordamos com o delegado: FOI HOMICÍDIO E OS CULPADOS TÊM QUE RESPONDER POR ISSO.
Fogaça lava as mãos e deixa o abacaxi no colo de Fortunatti.
FATALIDADE ANUNCIADA
Passageiros relatam que pelo menos outras duas paradas de ônibus estão dando choques: na Protásio Alves, em frente ao Hospital de Clínicas, e na Assis Brasil, próximo ao viaduto Obirici.
A Prefeitura vai continuar aguardando novas "fatalidades", para então procurar alguém em quem jogar a culpa?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
AGENDA DILMA E TARSO
Companheiros e companheiras,
A nossa candidata à Presidência da República estará no Estado a partir desta quinta-feira e ficará até sábado, quando realizaremos uma grande Plenária. Será no Colégio Marista do Rosário, às 10 horas.
Segue agenda do nosso candidato a Governador.
Agenda Tarso Genro
14 a 17 de Abril de 2010
14/04/10 - quarta-feira – Sapiranga
10 h: Encontro com o prefeito Nelson Spolaor e Coletiva Imprensa em Sapiranga
Local: Gabinete do Prefeito
End.: Rua João Corrêa, 793
11 h: Reunião Lideranças dos Movimentos Sociais - Sapiranga
Local: Sindicato dos Metalúrgicos
End.: Rua Alberto Schimidt, 208
12 h: Almoço com empresários e lideranças políticas - Sapiranga
Local: Restaurante Cairu
End.: Rua Tiradentes 288
14h30: Visita a FIMEC - Novo Hamburgo
End.: Avenida Nações Unidas, 3825
15/04/10 – quinta-feira
11:30 – Acompanha Ex-Ministra Dilma Roussef em agenda na FIERGS (a confirmar)
Local: A definir
18h30: Coletiva Imprensa
Local: Hotel Embaixador
19h: Conferencia Internacional: MERCOSUL e União Européia: Integração e desenvolvimento – Com Francisco Luzón (Vice-presidente mundial do grupo Santander) – Com a presença da Ex-Ministra Dilma Roussef
Horário: 19h
Local: Hotel Embaixador, Rua Jerônimo Coelho, 354 – Porto Alegre – RS
16/04/10 - sexta-feira
12h – Caxias do Sul - Almoço com empresários e prefeitos da região -Acompanha Ex-Ministra Dilma Roussef
19h – Chapecó - AULA MAGNA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL (UFFS)
Local: Centro de Cultura e Eventos – Chapecó – SC
17/04/10 – sábado
10 h – Participa de Plenária com Movimentos Sociais e Ex-Ministra Dilma Roussef - Debate: Crescimento Econômico e Geração de Emprego.
Local: Auditório do Colégio Marista Rosário
Grupo RBS é condenado por dano moral
http://www.coletiva.net/site/noticia_detalhe.php?idNoticia=35017
O Grupo RBS foi condenado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 300 mil, por submeter trabalhadores a condições humilhantes no exercício de suas funções. O processo diz respeito à equipe comercial subordinada à Zero Hora Editora Jornalística, responsável pela seção de classificados do jornal Diário Gaúcho.
A juíza Maria Doralice Novaes, convocada para avaliar a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho da 4ª Região, já havia dado ganho de causa aos trabalhadores da RBS, mas a empresa recorreu. A ação então foi julgada pelo STF. Sendo a decisão de segunda instância, não cabe mais recurso.
Conforme publicado no Portal Imprensa, no texto de sua decisão, a juíza Maria Doralice sublinhou que a RBS, por meio de um de seus funcionários, desrespeitou e submeteu seus trabalhadores a condições humilhantes de trabalho. Em seu entendimento, o agravante do fato foi o desprezo demonstrado pela diretoria da empresa ao tomar conhecimento do caso, além de corroborar com a conduta do autor das ofensas, o que causou "uma lesão significativa a interesses extrapatrimoniais de coletividade e, como tal, merece ser condenada na reparação do mal, em valor adequado e justo".
Apesar das ofensas serem dirigidas a funcionários da equipe de vendas, na avaliação do TRT, também atingiram os do setor administrativo que participavam das reuniões, uma vez que a pessoa que proferia as palavras de baixo calão e as ofensas morais as anunciava a todos os presentes.
Quanto ao montante da indenização, a relatora do caso concluiu que o "valor arbitrado à reparação foi fixado com base em critérios razoáveis e com total transparência, levando em conta a extensão da gravidade, sua repercussão social e o porte da empresa", segundo informações da assessoria de imprensa
Grupo RBS é condenado por dano moral
Decisão do TSF prevê pagamento de indenização no valor de R$ 300 milO Grupo RBS foi condenado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 300 mil, por submeter trabalhadores a condições humilhantes no exercício de suas funções. O processo diz respeito à equipe comercial subordinada à Zero Hora Editora Jornalística, responsável pela seção de classificados do jornal Diário Gaúcho.
A juíza Maria Doralice Novaes, convocada para avaliar a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho da 4ª Região, já havia dado ganho de causa aos trabalhadores da RBS, mas a empresa recorreu. A ação então foi julgada pelo STF. Sendo a decisão de segunda instância, não cabe mais recurso.
Conforme publicado no Portal Imprensa, no texto de sua decisão, a juíza Maria Doralice sublinhou que a RBS, por meio de um de seus funcionários, desrespeitou e submeteu seus trabalhadores a condições humilhantes de trabalho. Em seu entendimento, o agravante do fato foi o desprezo demonstrado pela diretoria da empresa ao tomar conhecimento do caso, além de corroborar com a conduta do autor das ofensas, o que causou "uma lesão significativa a interesses extrapatrimoniais de coletividade e, como tal, merece ser condenada na reparação do mal, em valor adequado e justo".
Apesar das ofensas serem dirigidas a funcionários da equipe de vendas, na avaliação do TRT, também atingiram os do setor administrativo que participavam das reuniões, uma vez que a pessoa que proferia as palavras de baixo calão e as ofensas morais as anunciava a todos os presentes.
Quanto ao montante da indenização, a relatora do caso concluiu que o "valor arbitrado à reparação foi fixado com base em critérios razoáveis e com total transparência, levando em conta a extensão da gravidade, sua repercussão social e o porte da empresa", segundo informações da assessoria de imprensa
terça-feira, 13 de abril de 2010
ADELI EXIGE SERIEDADE DE COOPERATIVAS
No Plenário da Câmara Municipal:
COOPERATIVAS - Adeli Sell (PT) atacou a atuação de cooperativas de trabalho que prestam serviços terceirizados para órgãos públicos do município. Reiterou que muitas destas organizações são picaretas que exploram trabalhadores e muitas vezes deixam inclusive de pagar os salários. Na avaliação de Adeli, a relação da Prefeitura com estas cooperativas mancha a administração pública. "As tercerizações hoje, em todo o país, são grotescas."
(MAM, do site da CMPA)
COOPERATIVAS - Adeli Sell (PT) atacou a atuação de cooperativas de trabalho que prestam serviços terceirizados para órgãos públicos do município. Reiterou que muitas destas organizações são picaretas que exploram trabalhadores e muitas vezes deixam inclusive de pagar os salários. Na avaliação de Adeli, a relação da Prefeitura com estas cooperativas mancha a administração pública. "As tercerizações hoje, em todo o país, são grotescas."
(MAM, do site da CMPA)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Adeli encontra amigos durante plenária de pré-candidatura de Paulo Ferreira
Na foto: Luis Fernando, Milton Luiz Ribeiro, Dionísio José da Fontoura e Antonio Rocir Ribeiro
Vera Soares, Adeli e mãe Nilza Iemanjá
Adeli acompanhou plenária de pré-candidatura de Paulo Ferreira
O vereador Adeli Sell participou da plenária de pré-candidatura a deputado federal do ex-secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT, Paulo Ferreira. Gaúcho nascido em Santiago há 50 anos, Ferreira disse se sentir lisonjeado com a presença massiva dos militantes. "Ninguém faz nada sozinho, por isto queria agradecer todas as representações vindas dos quatro cantos do nosso Rio Grande".
O petista falou de sua longa amizade com Adeli e assegurou que "com esta direção iremos retomar o espaço que o diretório sempre teve no Rio Grande do Sul".
A plenária aconteceu neste último sábado (10/04). Foi um evento robusto, com cerca de 600 pessoas, de pelo menos 55 cidades do interior do Estado. O senador Paulo Paim também prestigiou o evento.
O petista falou de sua longa amizade com Adeli e assegurou que "com esta direção iremos retomar o espaço que o diretório sempre teve no Rio Grande do Sul".
A plenária aconteceu neste último sábado (10/04). Foi um evento robusto, com cerca de 600 pessoas, de pelo menos 55 cidades do interior do Estado. O senador Paulo Paim também prestigiou o evento.
domingo, 11 de abril de 2010
Parque Científico e Tecnológico da UFRGS - Setorial de TI - Adeli, Bampi, propostas em debate
Caros amigos, Caro Adeli,
Acho a iniciativa do Adeli muito pertinente. Esta mesa redonda no PT municipal deveria convidar um representante da Comissão de planejamento do Parque Científico e Tecnológico da UFRGS, comissão esta designada pelo Reitor em jan-2009.
A coordenadora da Incubadora de Empresas de TI do Instituto de Informática (incubadora criada em 1994, no campus do Vale) , minha colega Mara Abel, poderia representar a Reitoria, pois é parte daquela Comissão.
O que está nos jornais de fato é uma polêmica ligada à divisão no DCE, onde 3 chapas vinculadas a PSOL, PSTU, PCdoB e PT, ficaram atrás de uma chapa liberal nas eleicoes de outubro. Para demarcar posição, os primeiros resolveram entravar a aprovação do Parque da UFRGS. Algo que a UFRGS queria iniciar há 08 anos atrás... Cobram da Wrana e do Hennemann este atraso de 1 década.
Minha convicção pessoal é de que, desde o "Porto Alegre Tecnopóle", nossa cidade tem sido pouco ativa em divulgar sua "cara" de cidade tecnológica, i.e., de berço de inovações em tecnologias, empresas de base tecnológica, grupos de pesquisa de excelência mundial, e de empreendedorismo social e econômico. Temos de tudo uma porção muito boa, mas nada aparece externamente. Fpolis tem um projeto para 50 anos à frente, ligada ao Parque Sapiens!! É só irem lá e conhecer, a maquete está no Certi e o apoio é federal.
A própria UFRGS está muito atrasada em lançar o seu Parque; não conseguimos construir míseros 2.000 m2 na UFRGS sem um grande atraso na aprovação interna e na Pref POA . Nós pesquisadores até conseguimos os recursos para pesquisa e inovação - não conseguimos via UFRGS a aprovação de projetos de construção na Prefeitura POA..... é um processo muito estranho. A Engenharia da UFRGS tem recursos garantidos pela Petrobrás há 3 anos para um prédio, e o mesmo não foi iniciado por burrocracias! A Petrobrás não entende por quê, nem eu. Informática da UFRGS tem o projeto de uns 5000 m2 a mais para pesquisa, ensino e incubação - o entrave não é de recursos....
Caros: É preciso desentravar a lógica local, de anulação dentro do próprio RS da capacidade de inovação e de iniciativa política. Como dizemos na campanha, é hora do RS fazer as pazes com o país e melhorarmos as relações políticas, sem sectarismo e superando o partidarismo como lógica exclusiva. A Sra. Yeda, p. ex., não foi às 2 inaugurações de instalações do Ceitec, em 2008 e 2010; inacreditável... Qualquer outro estado dar-se-ia o respeito e respeitaria o avanço feito aqui.
Abracos,
Sergio BAMPI
Instituto de Informática da UFRGS
Programa de PG em Microeletrônica da UFRGS
Ver Adeli Sell escreveu:
Tavares e todo o pessoal da TI,
Sugiro que convoquem conjuntamente, Executiva, Setorial de TI, petistas estudantes da UFRGS
uma mesa redonda no PT municipal para uma análise de tudo isto, com a serenidade e responsabilidade que o tema merece. Proponho falar com o reitor Alex para que ele designe uma pessoa, um de vocês(Bampi ou outro que detenha todas as informações), um dos estudantes que vou ver quem pode ser. Se me derem um OK mínimo até hoje a noite já poderei pautar na Executiva Municipal o tema com mais segurança.
Adeli Sell
Presidente do PT-POA - 11 de abril, 2010
De: pt-setorti-rs-pg-@googlegroups.com [pt-setorti-rs-pg-@googlegroups.com] em Nome de José Antonio Tavares [tavares1958@gmail.com]
Enviado: domingo, 11 de abril de 2010 1:17
Para: pt-setorti-rs-pg-
Assunto: UFRGS aprova parque tecnológico
Ufrgs aprova parque tecnológico
Juliana Franzon - sexta-feira, 09/04/2010 - 15:59
Com rejeição das principais emendas formuladas pelos opositores ao projeto, o Conselho Universitário da Ufrgs aprovou nesta sexta-feira, 09, o parecer 406/10, relativo ao projeto de criação do parque tecnológico da universidade federal.
Apenas três componentes do órgão, formado por 77 membros – 63 destes professores, sete universitários e outros sete funcionários – deram voto contrário à aprovação.
Quanto às emendas ao parecer, o conselho acatou a que determina que sempre que houver referência no regimento do parque à palavra “empresa” ou “companhia”, esta seja seguida do termo “ou outras organizações da sociedade civil”.
Outra sugestão aceita foi a que acrescenta aos objetivos do parque o “estímulo ao desenvolvimento das tecnologias limpas e renováveis”, proposta que, segundo o relator da reunião “parece ser a menos desprezível”.
Entre as propostas rejeitadas, de autoria de estudantes opositores aos termos do projeto ligados à antiga gestão do DCE e membros de sindicatos, estão a que inclui o termo “setor improdutivo” entre os beneficiados do parque e a que propõe a criação de uma comissão para debater o regimento.
O parque tecnológico da Ufrgs, projetado nos mesmos moldes dos implementado nas universidades federais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, irá abrigar empresas voltadas ao setores de agronegócio e de TI.
Os conselheiros que presidiram a sessão informaram que o regimento já está com a CLR – Comissão de Legislação e Regimentos, instituída pelo próprio Consun, e que esta irá discutir e avaliar a metodologia e eventuais colaborações.
Votação confusa
Durante a votação no Campus Central da Ufrgs houve a pronunciamento de cerca de 25 membros do conselho. A sessão foi marcada em grande pela confusão sobre o que, afinal, estava sendo votado.
Os participantes divergiram inclusive sobre o que deveria ser discutido, com estudantes argumentando que eram contra os termos propostos e não o parque em si e professores retrucando que os termos poderiam ser discutidos posteriormente.
“As emendas são uma forma de assegurar que determinados elementos sejam colocados no regimento, que até então privilegia setores excludentes da sociedade e não os excluídos”, argumentou o universitário Marcus Rocha.
Manifestação
A confusão no lado de dentro da sala era acompanhada por outra do lado de fora, onde estudantes, militantes de sindicatos e movimentos ligados ao campo protestavam em meio a faixas afirmando “não à privatização do conhecimento, contra esse parque tecnológico”.
Uma minoria assistiu à sessão, que podia ser acompanhada por um telão instalado no salão de atos da reitoria. O restante se aglomerou do lado de fora, em meio estudantes portando tambores e uma animada roda de capoeira ao estilo Angola.
“Acho que não discutimos o suficiente, mas vamos continuar monitorando e avaliar o uso de outros instrumentos, como por exemplo acionar o Ministério Público Federal”, prometeu ao final da votação Marciano Toledo da Silva, representante do Movimento dos Pequenos Agricultores-MPA, destacando que o resultado foi pior do que o esperado.
Para Gabriel Zatt, do movimento de oposição à nova gestão do Diretório Central de Estudantes, a reitoria “desrespeitou” os estudantes. “O parecer deixa ambigüidade em relação aos termos do parque sem a adição das emendas. Iremos nos reunir e estudar novas ações”, enfatizou Zatt.
O DCE, ao contrário de uma minoria de estudantes contrária aos termos do projeto e que encabeçou a manifestação, está empenhado em ações de apoio ao projeto.
Considerada como a primeira da história da universidade a ser ocupada por um grupo de direita, a atual gestão do DCE é composta por estudantes ligados a partidos como DEM, PP, PMDB, PSDB e PDT.
Com o lema “Um DCE para os estudantes, não para os militantes”, o grupo derrotou as outras 3 chapas, formadas por militantes do PSOL, PT e PCdoB, e PSTU, em novembro passado.
A polêmica do parque
A votação de hoje hoje foi resultado de um protesto realizado no início de março, encabeçado por estudantes da Ufrgs, que adiou a decisão do Consun, reunido na ocasião para decidir sobre a criação do parque tecnológico.
Os estudantes, que possuem 15% de poder de decisão no conselho, afirmaram que o projeto não previa a participação dos segmentos da comunidade universitária — professores, servidores
Em resposta à manifestação, a Ufrgs promoveu debates, nos dias 23 e 31 de março, para discutir o projeto com a comunidade universitária.
Fonte: http://www.baguete.com.br/noticias/negocios-e-gestao/09/04/2010/ufrgs-aprova-parque-tecnologico
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Nassif e Burburinho denunciam o jogo sujo de Serra na internet
Inicial » Eleições 2010, Retratos da Direita
Nassif e Burburinho denunciam o jogo sujo de Serra na internet
9 abril 2010 Um Comentário
A pedidos, o Conversa Afiada reproduz Blog do Nassif, que denuncia o esquema sinistro do Zé Inacabado no twitter.
Tem a inestimável colaboração do Stanley Burburinho (quem será ele, esse implacável inimigo dos corruptos ?).
O Twitter e o financiamento cruzado de campanha
Para entender como está sendo montado pelo ex-Eduardo Graeff o esquema de ataques aos adversários através do Twitter, é importante analisar uma possível variação do financiamento indireto de campanha: empresas simpáticas ao candidato José Serra bancando estruturas que podem ser utilizadas nas guerras internéticas.
Veja o caso da EMS com um dos twitteiros convocados pelo ex-Graeff.
Nos últimos dias, tenho recebido ataques persistentes, de início parecendo meramente gratuitos, de um tal Maurício Conti. Ele insistiu demais nas baixarias e me despertou alguma desconfiança.
No Twitter aparece seu retrato, uma espécie de dandy meio afrescalhado.
Fui atrás de informações sobre ele.
No Linkedin descobri esse perfil. clique aqui.
Aparece como diretor de operações de uma tal de Accenda.
Pesquisando-se na Internet (clique aqui) descobre-se que é uma agência fundada em 2005 por ex-alunos da Unicamp, que pretende se especializar em marketing virtual.
Daí se vai até seu site (clique aqui). E se descobre que é uma empresa praticamente sem clientes, sediada em Campinas, que tenta vender seu peixe assim:
Somos um grupo de empresas dedicado à comunicação de marcas.
Tornamos marcas inesquecíveis, porque propiciamos às pessoas momentos inesquecíveis. Nós as ouvimos, captamos seu desejo cada vez mais constante de falarem e serem ouvidas. Assim, nós as conhecemos.
Fazem parte do “grupo de empresas” a Pitanga, 212F e Espala.
Na página da Pitanga é possível descobrir apenas UM comercial para uma concessionária de veículos de Campinas. E um Prêmio do Ano – específico para agências de Campinas – por conta de um comercial feito… para ela própria. Nada mais.}
Mesmo assim, esse conglomerado de agências vazias, sem clientes, foi contratado pela EMS para uma campanha de genéricos: “EMS. O genérico caixa azul”.
A EMS é empresa grande do setor farmacêutico, que surgiu no bojo da regulamentação dos genéricos. Em 2007 ganhou vários prêmios de marketing tendo como agência a W-Brasil. O que faria ela com uma agência praticamente inexistente, de Campinas?
As peças foram idealizadas pela Pitanga, (…) do grupo Accenda e ganhou a concorrência pela parte de genéricos da conta em março. Com veiculação prevista até dezembro, a campanha contempla os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, em rádio, jornais, outdoor, web e PDVs.
Ou seja, contrata uma empresa especializada em marketing virtual para uma campanha em que não há nenhuma exigência desse tipo de competência. E, por ser disseminada por vários estados, exigiria no mínimo uma agência especializada nesse tipo de logística de outodoors.
No site da EMS, não há a menor menção à campanha http://www.ems.com.br/web/guest/campanhas O que demonstra que, se aconteceu, não teve a menor relevância.
Pelo Google, colocando as palavras EMS + Accenda, chega-se aos links de matérias do lançamento da campanha, baseadas nos releases divulgados. Nenhuma sobre a campanha no ar. Clique aqui
Então, o que faz essa Accenda? Faz parte do sistema do ex-Graeff de ataques à reputação de adversários:
Na relação dos twitters indicados pelo twitter RedePSDB está lá, em meio a jornalistas conhecidos, o dandy Maurício Conti.
Clique aqui
O dado curioso é uma empresa do porte da EMS se prestar a esse tipo de financiamento cruzado de campanha. E ambos – ela e o ex-Graeff – se exporem dessa maneira com uma pessoa sem nenhuma relevância, nem para as estratégias de Twitter do PSDB.
A única relevância desse Conti, aliás, foi ter permitido desvendar essa prática do ex-Graeff.
Por Stanley Burburinho
“O dado curioso é uma empresa do porte da EMS se prestar a esse tipo de financiamento cruzado de campanha.”
Nassif, estou somente reproduzindo já matérias publicadas pela chamada grande imprensa:
Na época que a matéria abaixo foi publicada pela revista Veja (durante o governo FHC quando o ministro da Saúde era o tucano Barjas Negri que é muito ligado ao Serra) existiam 574 medicamentos genéricos aprovados pelo governo. Eles eram produzidos por 34 laboratórios. O campeão em aprovação de registros foi o EMS, para o qual Jorge Negri, irmão do ministro da Saúde prestou “assessoria informal”. Veja abaixo a relação por laboratório de registros aprovados pelo ministério da Saúde da época:
1 – EMS: 95
2 – Eurofarma: 62
3 – Medley: 59
4 – Ranbaxy: 39
5 – Teuto: 35
6 – Hexal: 28
“Edição 1 753 – 29 de maio de 2002
“O laboratório campeão de genéricos…
…adora pedir conselhos a “Jorginho”, o polêmico irmão do ministro da Saúde
Alexandre Oltramari
O laboratório EMS, no interior de São Paulo: inauguração cheia de tucanos:
http://veja.abril.com.br/290502/imagens/brasil7.jpg
O mercado brasileiro de remédios genéricos, aqueles que fazem o mesmo efeito e têm a vantagem de ser mais baratos que os de marca, é uma promessa de potência. Desde que o Ministério da Saúde começou a autorizar sua circulação no país, em 2000, esse mercado só cresceu. Hoje, já fatura 250 milhões de dólares por ano, embora ainda responda por apenas 5% do comércio global de medicamentos. Estima-se que até 2003 a participação dos genéricos chegue a um terço do mercado e, com isso, seu faturamento salte para 1,6 bilhão de dólares. Na disputa por esse filé, já existe um campeão: o laboratório EMS, cuja sede fica em Hortolândia, no interior paulista. Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, dos 574 genéricos já autorizados a circular nas farmácias brasileiras, o EMS é o fabricante de 95. Essas são as informações públicas e oficiais sobre o assunto. O que quase ninguém sabe é que nesse mercado circula um personagem polêmico. Chama-se Jorge Negri, 43 anos. Ele é irmão do atual ministro da Saúde, Barjas Negri.
No topo: http://veja.abril.com.br/290502/imagens/brasil8.gif
Jorge Negri já teve vínculos com o laboratório EMS, o campeão nacional do pedaço. Há três anos, quando o EMS estava para inaugurar uma fábrica em Hortolândia, Jorge Negri foi genericamente acionado para atrair autoridades tucanas à festa. Nessa missão, ele levou o empresário Carlos Sanchez, dono do EMS, para encontros importantes. Em São Paulo, abriu as portas do gabinete do então governador Mário Covas e de seu vice, Geraldo Alckmin. Em Brasília, foi com Sanchez ao gabinete de seu irmão, Barjas Negri, na época secretário executivo do Ministério da Saúde. No auge de seu trabalho, Jorge Negri conseguiu marcar uma audiência de Carlos Sanchez com o então ministro da Saúde José Serra, hoje candidato à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. A festa de inauguração foi um sucesso. “Ele abriu as portas. Eu nunca tinha feito uma festa de vulto. Não tinha entrosamento político”, conta Sanchez. “Não fiz contrato. Foi informal. Eu dei um presente a ele na ocasião. Um presente em dinheiro. Acho que foram uns 2 000 reais.”
Jorge Negri tornou-se amigo do maior empresário de genéricos do país. Nas freqüentes idas de Carlos Sanchez a Brasília, Jorge Negri acompanhou-o em algumas oportunidades. O empresário não se lembra de quantas viagens fizeram juntos. “Como é que eu vou contar quantas vezes estive com ele em Brasília? Estive uma p… de vezes. Não sei se foi uma, duas ou três!”, diz. O empresário faz questão de esclarecer, no entanto, que as visitas a Brasília com o irmão do atual ministro foram sempre para tratar, especificamente, da tal festa de inauguração em Hortolândia, e não por quaisquer outros motivos genéricos – mas até hoje o empresário telefona para Jorge Negri pedindo conselhos. “Ele liga pra mim e diz assim: ‘Jorginho, você sabe como eu faço isso, como eu faço para conseguir?’. Mais nada. A gente só troca idéia por telefone. Não sou funcionário dele”, conta Jorge Negri. Barjas Negri lembra-se de ter recebido o empresário, levado por seu irmão, mas também diz que foi para falar da festa de Hortolândia. “Não acredito que meu irmão faça lobby. Não tenho conhecimento disso”, afirma o ministro. Na agência responsável pela aprovação de genéricos, a Anvisa, há quem acredite.
Na semana passada, VEJA teve acesso ao conteúdo de uma fita cassete em que se ouve um diálogo. De um lado da linha está o diretor da Anvisa, Luiz Felipe Moreira Lima. A conversa ocorreu há cerca de dez dias. Existem trechos curiosos. Num deles, perguntado se Jorge Negri faz lobby para laboratórios, Moreira Lima responde o seguinte: “É. Disso não há dúvida. Ele vai lá, ciceroneia. Mas o que ele faz na hora que entra na sala e vai conversar, isso eu não sei”. Em outro trecho, ao ser questionado sobre se o irmão do ministro seria sócio do laboratório EMS, o diretor da Anvisa é cuidadoso. “Não, atuar assim como dono, isso eu não sei, não.” E atuar como lobista? “Isso é óbvio. Ele vai lá na Vigilância (refere-se à Anvisa) para reunião com empresário. Isso faz parte do trabalho dele, entendeu? É um trabalho de intermediação, né?” Que Jorge Negri gosta genericamente de intermediar, não há dúvida. Em São Paulo, ele já se apresentou como assessor do Ministério da Educação. Tem até cartão de visita, com a função impressa: “assessor do ministro”. Consultado, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que se encontrava em Washington, advertiu: Jorge Negri não trabalha nem nunca trabalhou para ele.
http://veja.abril.com.br/290502/p_042.html
2 – Abaixo, a EMS é acusada de ter falsificado documentação sobre um remédio:
“Genéricos na Imprensa
Notícias
18/12
Briga de laboratórios poderá parar na Justiça
Briga de laboratórios poderá parar na Justiça – Fonte: Correio Braziliense – 18/12/2001
Política/ GUERRA DOS REMÉDIOS
Rodrigo Caetano e Ugo Braga
Da equipe do Correio
O laboratório Novartis pretende interpelar judicialmente o médico italiano Carlo Oliani, sócio do laboratório nacional EMS Sigma Pharma. Em entrevista ao Correio publicada ontem, Oliani acusou a Novartis de divulgar documentos falsificados para impedir a concorrência no mercado da ciclosporina, droga utilizada por pacientes transplantados, avaliado em R$ 100 milhões por ano. A diretoria da Novartis reagiu.”Se a nossa empresa está sendo acusada de fazer algo ilegal, a Sigma Pharma vai ter de provar. Se não, vamos tomar as medidas legais que julgarmos necessárias.”, afirma o diretor jurídico da Novartis, Nelson Mussolini.
O diretor jurídico diz que a Novartis desconhece a forma com que os registros das ciclosporinas genéricas foram concedidos no país. ”Não conheço aquele documento (um dos testes de bioequivalência – que assegura que a droga age exatamente igual ao medicamento de referência – apresentados pela EMS Sigma Pharma). Não temos acesso aos ofícios de outros laboratórios apresentados para registro”.
Mussolini sai em defesa dos critérios de análise adotados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na concessão da licença de medicamento genérico.”Embora a ciclosporina seja um medicamento importante, não é mais o carro-chefe da Novartis”, alega o diretor do laboratório suíço. Para ele, toda a confusão é fruto da concorrência acirrada entre as empresas.
A disputa pelo mercado da ciclosporina se acirrou em 1997, quando a Novartis – que reinava absoluta entre os renais crônicos com o medicamento Sandimmun Neoral – perdeu o monopólio. O então similar Sigmasporim, fabricado pela EMS Sigma Pharma, entrou no páreo. Por lei, o medicamento similar não precisa ter testes que comprovem a mesma ação do remédio referência. A EMS Sigma Pharma assegurava que o medicamento deles tinha o mesmo efeito do referência da Novartis. Nessa busca pelo registro como genérico, a empresa apresentou seus testes à Anvisa.
Nessa época, chegaram à Anvisa denúncias de adulteração dos documentos originais da EMS Sigma Pharma para obtenção de registro como genérico. Oliani garante que a denúncia é mentirosa, que versão apresentada à Anvisa pela empresa de um dos testes de bioequivalência, publicado na edição de janeiro/fevereiro de 1999 da revista European Review for Medical and Pharmacological Sciences, é a verdadeira.
O documento arquivado na Anvisa difere do que foi publicado em vários detalhes. O mais grave deles é a troca do termo ”Discussion” (discussão) para ”Conclusions” (Conclusões) como título da última parte do estudo. Essa troca leva a se interpretar que uma premissa científica que ainda estava sendo colocada para discussão era, na verdade, conclusiva. O Correio verificou junto à Anvisa que é a versão adulterada a que foi apresentada no processo.
Entrevista / Carlos Sanchez
Não houve adulteração, insiste Sigma
”Se o estudo fosse falso, tinham mandado me prender”
O presidente da EMS Sigma Pharma, Carlos Sanchez, concedeu entrevista ao Correio. Negou ter falsificado documentos para acelerar o registro de genérico do Sigmasporin, usado para diminuir o risco de rejeição a transplantes renais. Disse que o episódio foi criado por sua concorrente, a suíça Novartis.
CORREIO BRAZILIENSE – A EMS Sigma Pharma adulterou algum documento para fazer o registro de genérico do Sigmasporin?
CARLOS SANCHEZ – Não, não adulterou nenhum documento.
CORREIO – Por que o estudo entregue à Agência Nacional de Vigilância Sanitária é diferente do original?
SANCHEZ – A revista é uma parte do estudo que foi entregue à Vigilância Sanitária. Quando você entrega os documentos na Vigilância Sanitária, entrega o dossiê completo. Qualquer estudo de bioequivalência pode ser publicado numa revista, foi isso que foi feito. E assinado por todos os autores.
CORREIO – Por que um dos autores some na cópia entregue à Vigilância?
SANCHEZ – Quem some?
CORREIO – Diego Foschi.
SANCHEZ – (Pausa) Preciso ver o documento. Não sumiu nada, não.
CORREIO – Sumiu. Está no documento que foi publicado no Correio de domingo…
SANCHEZ – Você não tem como conversar esse assunto técnico com o Carlo (Oliani, co-autor do estudo, do Departamento Médico da Sigma Pharma), não?
CORREIO – É que a matéria foi sobre isso, entendeu?
SANCHEZ – Deixa eu concluir minha linha de raciocínio. O que aconteceu foi: a gente fez o pedido de registro como genérico, apareceu uma carta da Novartis (laboratório suíço que disputa o mercado nacional de ciclosporina com a EMS Sigma Pharma) dizendo que o estudo era falso, a Vigilância Sanitária esclareceu com o embaixador brasileiro na Romênia. Apesar de ter esclarecido, solicitou outro estudo de bioequivalência no Brasil. O estudo foi feito, aprovado, só depois foi dado o registro de bioequivalência.
CORREIO – A dúvida é: se o estudo é tão conclusivo quanto o senhor diz, por que a Vigilância pediu novo teste?
SANCHEZ – Porque existia uma briga da EMS contra a Novartis, está certo? E ela (a Novartis) estava circulando um documento na classe médica, segundo o qual o pedido de registro do Sigmasporin continha um estudo falsificado. Acredito que o Vecina quis se resguardar.
http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/noticias/2001/181201.htm
3 – Abaixo, uma notícia publicada em 2009 pelo Valor que o Investe São Paulo da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade reproduziu:
“Investe São Paulo – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade
Últimas Notícias – Qua, 02/12/09 – 11h31
EMS investe para reforçar liderança
Valor Econômico
A companhia EMS, o maior laboratório farmacêutico de capital nacional, vai investir cerca de R$ 600 milhões (US$ 348,8 milhões) em 2010 para promover sua expansão no país e consolidar sua liderança em medicamentos genéricos. Esses aportes serão concentrados, sobretudo, em pesquisa e desenvolvimento e criação de marca, afirmou ao Valor Waldir Eschberger Júnior, vice-presidente de mercado do grupo.
(…)”
http://www.investimentos.sp.gov.br/noticias/lenoticia.php?id=10183&c=6&lang=1
“De uma pequena farmácia ao maior laboratório do País
24/05/07
(…)”
http://www.investimentos.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=1533&c=1
3 – A EMS teve cresceu mais durante o governo tucano:
“(…)
O pioneirismo
1999
● Primeiro laboratório a receber aprovação de medicamentos genéricos com testes de bioequivalência e biodisponibilidade.
2000
● A empresa é a primeira a produzir medicamentos genéricos no Brasil. Os primeiros medicamentos genéricos, Ampicilina, Cefalexina e Cloridrato de Ranitidina, foram aprovados em fevereiro e disponibilizados ao mercado num curto espaço de tempo.
2001
● A primeira e única a fabricar a Ciclosporina Microemulsão Genérica na América Latina.
2005
● É a primeira no País a exportar medicamentos para a Europa.
2006
● Primeira a produzir medicamentos em embalagens fracionadas.
(…)”
http://mundodasmarcas.blogspot.com/2008/11/ems.html
Em tempo: como diz o Ciro, se o Serra entra na campanha, pode ter certeza de que o jogo vai ser sujo. PHA
Imprima Repasse
Nassif e Burburinho denunciam o jogo sujo de Serra na internet
9 abril 2010 Um Comentário
A pedidos, o Conversa Afiada reproduz Blog do Nassif, que denuncia o esquema sinistro do Zé Inacabado no twitter.
Tem a inestimável colaboração do Stanley Burburinho (quem será ele, esse implacável inimigo dos corruptos ?).
O Twitter e o financiamento cruzado de campanha
Para entender como está sendo montado pelo ex-Eduardo Graeff o esquema de ataques aos adversários através do Twitter, é importante analisar uma possível variação do financiamento indireto de campanha: empresas simpáticas ao candidato José Serra bancando estruturas que podem ser utilizadas nas guerras internéticas.
Veja o caso da EMS com um dos twitteiros convocados pelo ex-Graeff.
Nos últimos dias, tenho recebido ataques persistentes, de início parecendo meramente gratuitos, de um tal Maurício Conti. Ele insistiu demais nas baixarias e me despertou alguma desconfiança.
No Twitter aparece seu retrato, uma espécie de dandy meio afrescalhado.
Fui atrás de informações sobre ele.
No Linkedin descobri esse perfil. clique aqui.
Aparece como diretor de operações de uma tal de Accenda.
Pesquisando-se na Internet (clique aqui) descobre-se que é uma agência fundada em 2005 por ex-alunos da Unicamp, que pretende se especializar em marketing virtual.
Daí se vai até seu site (clique aqui). E se descobre que é uma empresa praticamente sem clientes, sediada em Campinas, que tenta vender seu peixe assim:
Somos um grupo de empresas dedicado à comunicação de marcas.
Tornamos marcas inesquecíveis, porque propiciamos às pessoas momentos inesquecíveis. Nós as ouvimos, captamos seu desejo cada vez mais constante de falarem e serem ouvidas. Assim, nós as conhecemos.
Fazem parte do “grupo de empresas” a Pitanga, 212F e Espala.
Na página da Pitanga é possível descobrir apenas UM comercial para uma concessionária de veículos de Campinas. E um Prêmio do Ano – específico para agências de Campinas – por conta de um comercial feito… para ela própria. Nada mais.}
Mesmo assim, esse conglomerado de agências vazias, sem clientes, foi contratado pela EMS para uma campanha de genéricos: “EMS. O genérico caixa azul”.
A EMS é empresa grande do setor farmacêutico, que surgiu no bojo da regulamentação dos genéricos. Em 2007 ganhou vários prêmios de marketing tendo como agência a W-Brasil. O que faria ela com uma agência praticamente inexistente, de Campinas?
As peças foram idealizadas pela Pitanga, (…) do grupo Accenda e ganhou a concorrência pela parte de genéricos da conta em março. Com veiculação prevista até dezembro, a campanha contempla os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, em rádio, jornais, outdoor, web e PDVs.
Ou seja, contrata uma empresa especializada em marketing virtual para uma campanha em que não há nenhuma exigência desse tipo de competência. E, por ser disseminada por vários estados, exigiria no mínimo uma agência especializada nesse tipo de logística de outodoors.
No site da EMS, não há a menor menção à campanha http://www.ems.com.br/web/guest/campanhas O que demonstra que, se aconteceu, não teve a menor relevância.
Pelo Google, colocando as palavras EMS + Accenda, chega-se aos links de matérias do lançamento da campanha, baseadas nos releases divulgados. Nenhuma sobre a campanha no ar. Clique aqui
Então, o que faz essa Accenda? Faz parte do sistema do ex-Graeff de ataques à reputação de adversários:
Na relação dos twitters indicados pelo twitter RedePSDB está lá, em meio a jornalistas conhecidos, o dandy Maurício Conti.
Clique aqui
O dado curioso é uma empresa do porte da EMS se prestar a esse tipo de financiamento cruzado de campanha. E ambos – ela e o ex-Graeff – se exporem dessa maneira com uma pessoa sem nenhuma relevância, nem para as estratégias de Twitter do PSDB.
A única relevância desse Conti, aliás, foi ter permitido desvendar essa prática do ex-Graeff.
Por Stanley Burburinho
“O dado curioso é uma empresa do porte da EMS se prestar a esse tipo de financiamento cruzado de campanha.”
Nassif, estou somente reproduzindo já matérias publicadas pela chamada grande imprensa:
Na época que a matéria abaixo foi publicada pela revista Veja (durante o governo FHC quando o ministro da Saúde era o tucano Barjas Negri que é muito ligado ao Serra) existiam 574 medicamentos genéricos aprovados pelo governo. Eles eram produzidos por 34 laboratórios. O campeão em aprovação de registros foi o EMS, para o qual Jorge Negri, irmão do ministro da Saúde prestou “assessoria informal”. Veja abaixo a relação por laboratório de registros aprovados pelo ministério da Saúde da época:
1 – EMS: 95
2 – Eurofarma: 62
3 – Medley: 59
4 – Ranbaxy: 39
5 – Teuto: 35
6 – Hexal: 28
“Edição 1 753 – 29 de maio de 2002
“O laboratório campeão de genéricos…
…adora pedir conselhos a “Jorginho”, o polêmico irmão do ministro da Saúde
Alexandre Oltramari
O laboratório EMS, no interior de São Paulo: inauguração cheia de tucanos:
http://veja.abril.com.br/290502/imagens/brasil7.jpg
O mercado brasileiro de remédios genéricos, aqueles que fazem o mesmo efeito e têm a vantagem de ser mais baratos que os de marca, é uma promessa de potência. Desde que o Ministério da Saúde começou a autorizar sua circulação no país, em 2000, esse mercado só cresceu. Hoje, já fatura 250 milhões de dólares por ano, embora ainda responda por apenas 5% do comércio global de medicamentos. Estima-se que até 2003 a participação dos genéricos chegue a um terço do mercado e, com isso, seu faturamento salte para 1,6 bilhão de dólares. Na disputa por esse filé, já existe um campeão: o laboratório EMS, cuja sede fica em Hortolândia, no interior paulista. Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, dos 574 genéricos já autorizados a circular nas farmácias brasileiras, o EMS é o fabricante de 95. Essas são as informações públicas e oficiais sobre o assunto. O que quase ninguém sabe é que nesse mercado circula um personagem polêmico. Chama-se Jorge Negri, 43 anos. Ele é irmão do atual ministro da Saúde, Barjas Negri.
No topo: http://veja.abril.com.br/290502/imagens/brasil8.gif
Jorge Negri já teve vínculos com o laboratório EMS, o campeão nacional do pedaço. Há três anos, quando o EMS estava para inaugurar uma fábrica em Hortolândia, Jorge Negri foi genericamente acionado para atrair autoridades tucanas à festa. Nessa missão, ele levou o empresário Carlos Sanchez, dono do EMS, para encontros importantes. Em São Paulo, abriu as portas do gabinete do então governador Mário Covas e de seu vice, Geraldo Alckmin. Em Brasília, foi com Sanchez ao gabinete de seu irmão, Barjas Negri, na época secretário executivo do Ministério da Saúde. No auge de seu trabalho, Jorge Negri conseguiu marcar uma audiência de Carlos Sanchez com o então ministro da Saúde José Serra, hoje candidato à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. A festa de inauguração foi um sucesso. “Ele abriu as portas. Eu nunca tinha feito uma festa de vulto. Não tinha entrosamento político”, conta Sanchez. “Não fiz contrato. Foi informal. Eu dei um presente a ele na ocasião. Um presente em dinheiro. Acho que foram uns 2 000 reais.”
Jorge Negri tornou-se amigo do maior empresário de genéricos do país. Nas freqüentes idas de Carlos Sanchez a Brasília, Jorge Negri acompanhou-o em algumas oportunidades. O empresário não se lembra de quantas viagens fizeram juntos. “Como é que eu vou contar quantas vezes estive com ele em Brasília? Estive uma p… de vezes. Não sei se foi uma, duas ou três!”, diz. O empresário faz questão de esclarecer, no entanto, que as visitas a Brasília com o irmão do atual ministro foram sempre para tratar, especificamente, da tal festa de inauguração em Hortolândia, e não por quaisquer outros motivos genéricos – mas até hoje o empresário telefona para Jorge Negri pedindo conselhos. “Ele liga pra mim e diz assim: ‘Jorginho, você sabe como eu faço isso, como eu faço para conseguir?’. Mais nada. A gente só troca idéia por telefone. Não sou funcionário dele”, conta Jorge Negri. Barjas Negri lembra-se de ter recebido o empresário, levado por seu irmão, mas também diz que foi para falar da festa de Hortolândia. “Não acredito que meu irmão faça lobby. Não tenho conhecimento disso”, afirma o ministro. Na agência responsável pela aprovação de genéricos, a Anvisa, há quem acredite.
Na semana passada, VEJA teve acesso ao conteúdo de uma fita cassete em que se ouve um diálogo. De um lado da linha está o diretor da Anvisa, Luiz Felipe Moreira Lima. A conversa ocorreu há cerca de dez dias. Existem trechos curiosos. Num deles, perguntado se Jorge Negri faz lobby para laboratórios, Moreira Lima responde o seguinte: “É. Disso não há dúvida. Ele vai lá, ciceroneia. Mas o que ele faz na hora que entra na sala e vai conversar, isso eu não sei”. Em outro trecho, ao ser questionado sobre se o irmão do ministro seria sócio do laboratório EMS, o diretor da Anvisa é cuidadoso. “Não, atuar assim como dono, isso eu não sei, não.” E atuar como lobista? “Isso é óbvio. Ele vai lá na Vigilância (refere-se à Anvisa) para reunião com empresário. Isso faz parte do trabalho dele, entendeu? É um trabalho de intermediação, né?” Que Jorge Negri gosta genericamente de intermediar, não há dúvida. Em São Paulo, ele já se apresentou como assessor do Ministério da Educação. Tem até cartão de visita, com a função impressa: “assessor do ministro”. Consultado, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que se encontrava em Washington, advertiu: Jorge Negri não trabalha nem nunca trabalhou para ele.
http://veja.abril.com.br/290502/p_042.html
2 – Abaixo, a EMS é acusada de ter falsificado documentação sobre um remédio:
“Genéricos na Imprensa
Notícias
18/12
Briga de laboratórios poderá parar na Justiça
Briga de laboratórios poderá parar na Justiça – Fonte: Correio Braziliense – 18/12/2001
Política/ GUERRA DOS REMÉDIOS
Rodrigo Caetano e Ugo Braga
Da equipe do Correio
O laboratório Novartis pretende interpelar judicialmente o médico italiano Carlo Oliani, sócio do laboratório nacional EMS Sigma Pharma. Em entrevista ao Correio publicada ontem, Oliani acusou a Novartis de divulgar documentos falsificados para impedir a concorrência no mercado da ciclosporina, droga utilizada por pacientes transplantados, avaliado em R$ 100 milhões por ano. A diretoria da Novartis reagiu.”Se a nossa empresa está sendo acusada de fazer algo ilegal, a Sigma Pharma vai ter de provar. Se não, vamos tomar as medidas legais que julgarmos necessárias.”, afirma o diretor jurídico da Novartis, Nelson Mussolini.
O diretor jurídico diz que a Novartis desconhece a forma com que os registros das ciclosporinas genéricas foram concedidos no país. ”Não conheço aquele documento (um dos testes de bioequivalência – que assegura que a droga age exatamente igual ao medicamento de referência – apresentados pela EMS Sigma Pharma). Não temos acesso aos ofícios de outros laboratórios apresentados para registro”.
Mussolini sai em defesa dos critérios de análise adotados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na concessão da licença de medicamento genérico.”Embora a ciclosporina seja um medicamento importante, não é mais o carro-chefe da Novartis”, alega o diretor do laboratório suíço. Para ele, toda a confusão é fruto da concorrência acirrada entre as empresas.
A disputa pelo mercado da ciclosporina se acirrou em 1997, quando a Novartis – que reinava absoluta entre os renais crônicos com o medicamento Sandimmun Neoral – perdeu o monopólio. O então similar Sigmasporim, fabricado pela EMS Sigma Pharma, entrou no páreo. Por lei, o medicamento similar não precisa ter testes que comprovem a mesma ação do remédio referência. A EMS Sigma Pharma assegurava que o medicamento deles tinha o mesmo efeito do referência da Novartis. Nessa busca pelo registro como genérico, a empresa apresentou seus testes à Anvisa.
Nessa época, chegaram à Anvisa denúncias de adulteração dos documentos originais da EMS Sigma Pharma para obtenção de registro como genérico. Oliani garante que a denúncia é mentirosa, que versão apresentada à Anvisa pela empresa de um dos testes de bioequivalência, publicado na edição de janeiro/fevereiro de 1999 da revista European Review for Medical and Pharmacological Sciences, é a verdadeira.
O documento arquivado na Anvisa difere do que foi publicado em vários detalhes. O mais grave deles é a troca do termo ”Discussion” (discussão) para ”Conclusions” (Conclusões) como título da última parte do estudo. Essa troca leva a se interpretar que uma premissa científica que ainda estava sendo colocada para discussão era, na verdade, conclusiva. O Correio verificou junto à Anvisa que é a versão adulterada a que foi apresentada no processo.
Entrevista / Carlos Sanchez
Não houve adulteração, insiste Sigma
”Se o estudo fosse falso, tinham mandado me prender”
O presidente da EMS Sigma Pharma, Carlos Sanchez, concedeu entrevista ao Correio. Negou ter falsificado documentos para acelerar o registro de genérico do Sigmasporin, usado para diminuir o risco de rejeição a transplantes renais. Disse que o episódio foi criado por sua concorrente, a suíça Novartis.
CORREIO BRAZILIENSE – A EMS Sigma Pharma adulterou algum documento para fazer o registro de genérico do Sigmasporin?
CARLOS SANCHEZ – Não, não adulterou nenhum documento.
CORREIO – Por que o estudo entregue à Agência Nacional de Vigilância Sanitária é diferente do original?
SANCHEZ – A revista é uma parte do estudo que foi entregue à Vigilância Sanitária. Quando você entrega os documentos na Vigilância Sanitária, entrega o dossiê completo. Qualquer estudo de bioequivalência pode ser publicado numa revista, foi isso que foi feito. E assinado por todos os autores.
CORREIO – Por que um dos autores some na cópia entregue à Vigilância?
SANCHEZ – Quem some?
CORREIO – Diego Foschi.
SANCHEZ – (Pausa) Preciso ver o documento. Não sumiu nada, não.
CORREIO – Sumiu. Está no documento que foi publicado no Correio de domingo…
SANCHEZ – Você não tem como conversar esse assunto técnico com o Carlo (Oliani, co-autor do estudo, do Departamento Médico da Sigma Pharma), não?
CORREIO – É que a matéria foi sobre isso, entendeu?
SANCHEZ – Deixa eu concluir minha linha de raciocínio. O que aconteceu foi: a gente fez o pedido de registro como genérico, apareceu uma carta da Novartis (laboratório suíço que disputa o mercado nacional de ciclosporina com a EMS Sigma Pharma) dizendo que o estudo era falso, a Vigilância Sanitária esclareceu com o embaixador brasileiro na Romênia. Apesar de ter esclarecido, solicitou outro estudo de bioequivalência no Brasil. O estudo foi feito, aprovado, só depois foi dado o registro de bioequivalência.
CORREIO – A dúvida é: se o estudo é tão conclusivo quanto o senhor diz, por que a Vigilância pediu novo teste?
SANCHEZ – Porque existia uma briga da EMS contra a Novartis, está certo? E ela (a Novartis) estava circulando um documento na classe médica, segundo o qual o pedido de registro do Sigmasporin continha um estudo falsificado. Acredito que o Vecina quis se resguardar.
http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/noticias/2001/181201.htm
3 – Abaixo, uma notícia publicada em 2009 pelo Valor que o Investe São Paulo da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade reproduziu:
“Investe São Paulo – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade
Últimas Notícias – Qua, 02/12/09 – 11h31
EMS investe para reforçar liderança
Valor Econômico
A companhia EMS, o maior laboratório farmacêutico de capital nacional, vai investir cerca de R$ 600 milhões (US$ 348,8 milhões) em 2010 para promover sua expansão no país e consolidar sua liderança em medicamentos genéricos. Esses aportes serão concentrados, sobretudo, em pesquisa e desenvolvimento e criação de marca, afirmou ao Valor Waldir Eschberger Júnior, vice-presidente de mercado do grupo.
(…)”
http://www.investimentos.sp.gov.br/noticias/lenoticia.php?id=10183&c=6&lang=1
“De uma pequena farmácia ao maior laboratório do País
24/05/07
(…)”
http://www.investimentos.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=1533&c=1
3 – A EMS teve cresceu mais durante o governo tucano:
“(…)
O pioneirismo
1999
● Primeiro laboratório a receber aprovação de medicamentos genéricos com testes de bioequivalência e biodisponibilidade.
2000
● A empresa é a primeira a produzir medicamentos genéricos no Brasil. Os primeiros medicamentos genéricos, Ampicilina, Cefalexina e Cloridrato de Ranitidina, foram aprovados em fevereiro e disponibilizados ao mercado num curto espaço de tempo.
2001
● A primeira e única a fabricar a Ciclosporina Microemulsão Genérica na América Latina.
2005
● É a primeira no País a exportar medicamentos para a Europa.
2006
● Primeira a produzir medicamentos em embalagens fracionadas.
(…)”
http://mundodasmarcas.blogspot.com/2008/11/ems.html
Em tempo: como diz o Ciro, se o Serra entra na campanha, pode ter certeza de que o jogo vai ser sujo. PHA
Imprima Repasse
sábado, 10 de abril de 2010
UM DIA DE MILITÂNCIA
Tenho dito e repetido: 2010 será o ano da militância na política. Não desprezo a mídia televisiva sempre muito forte no Brasil, desde os tempos da Lei Falcão, com aqueles santinhos horrorosos dos políticos e currículos piores ainda. E o PT naquela época foi o pior de todos, pois tentava enaltecer alguns predicados, mas que caíam como bombas na opinião pública, pouco ou nada politizada, saindo ou tentando sair de um processo de exceção: a ditadura.
Não desrespeitar, não significa valorizar. Pois eu creio que a população tende a ver e talvez ver mais os militantes dos partidos, não segurando bandeiras de forma desleixada como vimos nas últimas eleiões, a grande maioria de todos os partidos com militancia paga, mal paga, por sinal.
Mas nem adiantaria pagar mais, porque não eram efetivamente militantes, mas cabos eleitorais, no sentido mais arcaico e tradicional. E o meu PT também fez isto. Pior, aqui na afã de vencer, trouxe gente completamente despreparada do interior do Estado, sem entender o que se passava.
Quando eu falo de militancia estou incluindo todas as formas de militar políticamente. Desde a distribuição de um folheto - de porta em porta numa vila, batendo no portão, pedindo licença, conversando com o eleitor, recebendo críticas, cobranças, respondendo -, até o sujeito que na solidão da noite possa estar clicando letras no seu computador, passando seu recado a uma imensa rede de pessoas, conectadas no mundo virtual.
Ou seja, este será o ano do partido que souber fazer uso de sua militância real. E o PT está voltando a ter estes militantes, mais preparados, mais habilitados que a maioria dos partidos.
Apesar de nosso distanciamente da juventude e da classe média em POA, podemos mesmo assim ir longe. Mas é claro que eu prefiro voltar a ter relação direta e ousada com estes setores.
Ouvi ainda hoje numa reunião de formação um discurso que eu discordo, o de que temos que ter uma "análise marxista", de leitura de classe, calcar nossa campanha nos pobres.
Ora, a periferia de Porto Alegre já não é mais tão pobre. Com as políticas do governo Lula, incluimos um contingente de pessoas ao mundo do consumo mínimo do tamanho de uma Argentina. Estou falando de pelo menos 30 milhões de pobres, que agora não são mais tão pobres assim.
Outrossim, as políticas do governo Lula criaram uma nova e ampla classe média, que, em Porto Alegre, em especial, é consumista, individualista e conservadora.
Portanto, temos sim que conquistar de volta amplos setores da classe média tradicional, pois seus avanços sociais são frutos de legítimas políticas petistas.
Não será a nossa mídia tradicional e cada vez mais conservadora que elucidará esta nova realidade par ao povo brasileiro. Quem poderá fazer isto será nossa força militante. Agindo no mundo cibernético, criando redes, como pisando o morro morro acima, batendo de casa em casa.
Mas para tal terá que haver também um discurso menos duro, mas cordato, menos raivoso, mais articulado com a cabeça despolitizada das pessoas, mas ao mesmo tempo sem preconceitos, sem achar que de nada adianta falar, pois já estão do outro lado, ou seja, dar a partida por perdida antes de começar a chutar a bola.
Hoje, para fazer jus a tudo isto, comecei a manhã pelas 7h30min, conversando com pessoas com afinidades maiores comigo, num café da manhã, para logo depois estar na sede do PT e iniciar sem muito atraso, às 9h12min, minha fala de boas vindas aos novos filiados do partido.
Participei no resto da manhã de uma concorrida plenária do meu amigo Paulo Ferreira que se prepara para ser nosso deputado federal. Foram mais de 600 pessoas que nos ouviram dar um quadro de nossa conjuntura e nossas possibilidades de vitórias.
À tarde dei uma passada no Encontro Estadual de Mulheres do PT, onde ficou ainda mais claro para mim que a gente continua a exalar uma grande dose de machismo no interior de nosso partido, onde as mulheres são usadas como militantes, muitas e muitas vezes de forma utilitarista, botando pelo chão nossas cotas de 30%, tese que sempre defendi, mas que lastimo dizer, que em muitos casos é algo apenas pro-forma.
Ainda deu tempo para participar, como palestrante, com Raul Pont, Miguel Rosseto, entre outros, de um evento de formação política de militantes na Lomba do Pinheiro.
À noite fui na janta de festejos dos 10 anos do mandato de minha colega Maria Celeste, que agora concorre a deputada estadual.
Ainda tive tempo de conversar pessoalmente e depois trocar idéias por telefone com meus dois candidatos a deputado estadual, Ari Thessing e Mauro Pinheiro.
Entre outros tantos telefonemas, torpedos, clicadas no msn, também falei com o Prefeito Alex de Viamão.
Foi um verdadeiro dia de militância, e assim deverá ser o ano de 2010. Sem deixar de ter um tempinho para um bom cafezinho ou um almoço, como tive, para ver a prova de meu novo livro que sairá em breve.
Já estou entrando no domingo.
Não desrespeitar, não significa valorizar. Pois eu creio que a população tende a ver e talvez ver mais os militantes dos partidos, não segurando bandeiras de forma desleixada como vimos nas últimas eleiões, a grande maioria de todos os partidos com militancia paga, mal paga, por sinal.
Mas nem adiantaria pagar mais, porque não eram efetivamente militantes, mas cabos eleitorais, no sentido mais arcaico e tradicional. E o meu PT também fez isto. Pior, aqui na afã de vencer, trouxe gente completamente despreparada do interior do Estado, sem entender o que se passava.
Quando eu falo de militancia estou incluindo todas as formas de militar políticamente. Desde a distribuição de um folheto - de porta em porta numa vila, batendo no portão, pedindo licença, conversando com o eleitor, recebendo críticas, cobranças, respondendo -, até o sujeito que na solidão da noite possa estar clicando letras no seu computador, passando seu recado a uma imensa rede de pessoas, conectadas no mundo virtual.
Ou seja, este será o ano do partido que souber fazer uso de sua militância real. E o PT está voltando a ter estes militantes, mais preparados, mais habilitados que a maioria dos partidos.
Apesar de nosso distanciamente da juventude e da classe média em POA, podemos mesmo assim ir longe. Mas é claro que eu prefiro voltar a ter relação direta e ousada com estes setores.
Ouvi ainda hoje numa reunião de formação um discurso que eu discordo, o de que temos que ter uma "análise marxista", de leitura de classe, calcar nossa campanha nos pobres.
Ora, a periferia de Porto Alegre já não é mais tão pobre. Com as políticas do governo Lula, incluimos um contingente de pessoas ao mundo do consumo mínimo do tamanho de uma Argentina. Estou falando de pelo menos 30 milhões de pobres, que agora não são mais tão pobres assim.
Outrossim, as políticas do governo Lula criaram uma nova e ampla classe média, que, em Porto Alegre, em especial, é consumista, individualista e conservadora.
Portanto, temos sim que conquistar de volta amplos setores da classe média tradicional, pois seus avanços sociais são frutos de legítimas políticas petistas.
Não será a nossa mídia tradicional e cada vez mais conservadora que elucidará esta nova realidade par ao povo brasileiro. Quem poderá fazer isto será nossa força militante. Agindo no mundo cibernético, criando redes, como pisando o morro morro acima, batendo de casa em casa.
Mas para tal terá que haver também um discurso menos duro, mas cordato, menos raivoso, mais articulado com a cabeça despolitizada das pessoas, mas ao mesmo tempo sem preconceitos, sem achar que de nada adianta falar, pois já estão do outro lado, ou seja, dar a partida por perdida antes de começar a chutar a bola.
Hoje, para fazer jus a tudo isto, comecei a manhã pelas 7h30min, conversando com pessoas com afinidades maiores comigo, num café da manhã, para logo depois estar na sede do PT e iniciar sem muito atraso, às 9h12min, minha fala de boas vindas aos novos filiados do partido.
Participei no resto da manhã de uma concorrida plenária do meu amigo Paulo Ferreira que se prepara para ser nosso deputado federal. Foram mais de 600 pessoas que nos ouviram dar um quadro de nossa conjuntura e nossas possibilidades de vitórias.
À tarde dei uma passada no Encontro Estadual de Mulheres do PT, onde ficou ainda mais claro para mim que a gente continua a exalar uma grande dose de machismo no interior de nosso partido, onde as mulheres são usadas como militantes, muitas e muitas vezes de forma utilitarista, botando pelo chão nossas cotas de 30%, tese que sempre defendi, mas que lastimo dizer, que em muitos casos é algo apenas pro-forma.
Ainda deu tempo para participar, como palestrante, com Raul Pont, Miguel Rosseto, entre outros, de um evento de formação política de militantes na Lomba do Pinheiro.
À noite fui na janta de festejos dos 10 anos do mandato de minha colega Maria Celeste, que agora concorre a deputada estadual.
Ainda tive tempo de conversar pessoalmente e depois trocar idéias por telefone com meus dois candidatos a deputado estadual, Ari Thessing e Mauro Pinheiro.
Entre outros tantos telefonemas, torpedos, clicadas no msn, também falei com o Prefeito Alex de Viamão.
Foi um verdadeiro dia de militância, e assim deverá ser o ano de 2010. Sem deixar de ter um tempinho para um bom cafezinho ou um almoço, como tive, para ver a prova de meu novo livro que sairá em breve.
Já estou entrando no domingo.
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