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sexta-feira, 18 de junho de 2010

A gente preserva e a cidade avança!



Adeli Sell*

Foi-se o tempo em que havia dicotomia entre construir e preservar. No passado, muitos defendiam que respeitar o ambiente significava barrar o desenvolvimento urbano nas cidades. Hoje, o papel se inverteu. Preservar virou sinônimo de promoção do desenvolvimento e da qualidade de vida urbana - mesmo que alguns ainda proclamem o contrário. As construções sustentáveis, por exemplo, são cada vez mais necessárias como negócio rentável e responsável. Se usarmos os recursos disponíveis de forma correta, protegeremos as gerações futuras das mudanças climáticas provocadas pela ação humana. Estudos comprovam que escolas edificadas com o aproveitamento da luz natural melhoram em 40% o desempenho de alunos e professores, os resíduos sólidos gerados pela construção civil diminuem em 70% e o consumo de energia se reduz em 24%.

As intervenções no ambiente devem ocorrer de forma positiva e saudável, para que um dia elas não se voltem contra nós. Preocupado com isso, propus à mesa diretora da Câmara Municipal a criação de um Fórum Metropolitano de Mudança Climática e Biodiversidade para discutir os problemas ambientais de Porto Alegre e demais cidades do entorno e traçar, em conjunto com a sociedade, soluções para os micro-espaços. Queremos, com outros municípios, incentivar ações de cooperação, traçar diagnósticos e elaborar estratégias para equacionar e conter as futuras catástrofes climáticas com grandes impactos sociais, econômicos e ambientais da região metropolitana. É importante a participação de todas as esferas do governo - junto com organizações não-governamentais, empresas, universidades e institutos de pesquisas - na implementação destas políticas.

Com o Fórum, também queremos formular e integrar normas de planejamento urbano e uso do solo com a finalidade de estimular a mitigação de gases de efeito estufa, promovendo estratégias de adaptação aos seus impactos. Para isso, é preciso priorizar a circulação do transporte coletivo ao individual, requalificar as áreas habitacionais insalubres e de risco, recuperar - através de programas - áreas degradadas em zonas de proteção aos mananciais e em regiões de preservação permanente, proteger a biodiversidade e promover a arborização das vias públicas municipais, ampliando áreas verdes e unidades de conservação.

É um longo caminho e uma tarefa permanente de preservação e conscientização da população. Contribuímos, na medida de nossas possibilidades de vereador, com projetos, como o que dá destino adequado a óleos e gorduras e o que incentiva o desenvolvimento da apicultura e da melicultura. Na capital gaúcha, é preciso implementar políticas públicas que preservem e cuidem da mata nativa, conscientizando a população de que reaproveitar e reciclar são lemas para a vida inteira. Pois, a cidade do futuro é aquela que respeita e convive em harmonia com o seu meio ambiente.

*Adeli Sell é vereador e presidente do PT de Porto Alegre

domingo, 4 de abril de 2010

SEPARAR, CONTEINERIZAR, RECICLAR. COCÔ DE CAVALO, BOLSA COLETORA, CARROCEIROS, CARRINHEIROS, CATADORES E O FUNDO PARA MUDAR DE VIDA


Nunca escrevi e talvez nunca mais escreverei um texto com um título tão longo. Mas preciso falar, me comunicar, explicar, responder civilizadamente e sem passionalismos às críticas que tenho sofrido, sem atacar, mas também sem omitir minhas opiniões e visões sobre os outros.

Sou vereador de Porto Alegre há 4 mandatos. Também já fui Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC); sempre fiz política e sempre fui um ativista de boas causas sociais, culturais, ambientais, sempre com foco no bem comum.  Fundei e continuo no PT, mas nem por isso perdi a visão de reconhecer o bem e o bom nos outros. Não sou secretário, não sou xiita, tenho relações cordiais com quase todo mundo, pois acredito no bom debate, não sou da violência, pelo contrário sou um velho pacificista.

Em 2001, aprovei uma Lei - 8440/01 -, que manda recolher os dejetos fecais dos animais. Na época, fui alvo de duríssimas críticas, de chacotas, mas hoje todo mundo sai com o seu saquinho para recolher o cocô do seu cachorro, sendo que temos vários dispositivos com sacos nas praças e parques.

Hoje, as pessoas elogiam.

Quando me posicionei pelo FIM GRADATIVO DAS CARROÇAS fui violentamente atacado dentro do meu partido, na cidade, por carroceiros, instigados por um grupo de anarquistas da FAG, como sendo um maldito homem de direita, contra os pobres etc.

Teve gente que usou e abusou disso nas eleições, indo à periferia, até onde tenho um trabalho com carroceiros, catadores, recicladores, como na Bom Jesus, na Grande Cruzeiro, principalmente nas vilas da entrada da cidade, para me atacar, tirar votos. Mas de nada adiantou, pois me elegi com excelente votação.

Agrora é lei. A prefeitura é que está atrasada em tudo para cumpri-la. E lá e cá estou eu, em todas as reuniões e frentes para lutar para fazer a tal lei entrar em vigor. São 8 anos. Eu queria que fosse em 4. Minha emenda não foi aprovada.

Tem gente que  navegou na onda, prometeu mundos e fundos para os(as) protetores(as), mas sumiu do mapa.
Mas, eu estou aqui, dando a cara a bater.

Há anos protocolei e ainda não foi aprovado meu Projeto de Lei que cria a CONTEINERIZAÇÃO DO LIXO em Porto Alegre.

Proponho o que já se faz em Caxias do Sul, Pelotas, Rio Grande, entre outras tantas cidades do país e pelo mundo afora: coleta do lixo em conteineres, um para o lixo domiciliar, outro para o lixo seco, reciclável, evitando a proliferanão de sacos de lixo espalhados pela cidade, com pessoas vindo, abrindo, espalhando o lixo pela calçada e pelas ruas. E a chuva vindo, entupindo bueiros e bocas de lobo.

Sou o autor de outro Projeto de Lei que cria o FUNDO MUNICIPAL PARA A REINSERÇÃO DE CATADORES, CARRINHEIROS E CARROCEIROS NOUTRA ATIVIDADE PRODUTIVA. Gostaria de ver os que defendem efetivamente o bem-estar dos animais fazendo pressão sobre a Câmara para aprovar estes dois Projetos de Lei de minha autoria, assim a gente não estaria fazendo um debate pouco produtivo (porque eivado de sectarismos)  sobre a BOLSA COLETORA DE FEZES DOS CAVALOS.

Dizem que é exagero meu, que machuca o animal.

Bem, vi em outros locais. Tive várias sugestões neste sentido, a primeira e mais incisiva veio do Sergio Jaques da Silva. O Projeto é velho. Havia 8 anos de idas e vindas nas Comissões da Câmara. Aprovado por unanimidade dos presentes. Podem dizer, ah, não estive, sei lá o que.... Mas todos os vereadores e vereadoras de todos os partidos aprovaram.

E que não se escondam.

Mas, se houver rejeição, pode-se, democraticamente, discutir com o Prefeito José Fortunati - que sempre foi um sujeito sensato - o seu veto.

Vou continuar lutando pelos conteineres nas ruas, pela reciclagem do lixo, pela limpeza da cidade (está imunda e fedendo em todos os cantos), para que catadores, carrinheiros, carroceiros saiam da atual situação para um afazer digno, para uma nova profissão, com a criação de um Fundo, com cursos profissionalizantes, com ajuda a eles e a suas famílias.

Sou um lutador social, quero o bem de homens e animais, quero uma cidade aprazível, limpa, moderna, com equipamentos modernos, com mobiliário urbano decente, não os trombolhos que maculam nosso ambiente.

Em breve, estarei lançando um livro "Porto Alegre - A Modernidade Suspensa", que trata dos mais variados temas de Porto Alegre.

Sempre combati e vou continuar combatendo a GRENALIZAÇÃO política que se instalou ao sul do Manpituba, como combater sua síndrome, que nos coloca como seres superiores ao resto do país. Somos humanos, somos brasileiros, acertamos e erramos. E viva o debate civilizado, a democracia, a boa mídia e que a gente sempre possa se encontrar para encontrar os caminhos que nos levem ao BEM.